sexta-feira, 1 de junho de 2012

PRIMEIRO FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE SURF EM PORTUGAL


Cartaz_SAL

O SAL – Surf At Lisbon Film Fest apresenta-se como um evento inovador no panorama cultural e desportivo português, através da realização em Portugal do primeiro festival internacional dedicado à divulgação da cinematografia de Surf, que apresenta algumas das produções internacionais mais relevantes no contexto de uma abordagem alternativa e artística do tema.

Lisboa tem uma história que se funde com o Mar. Ao longo de séculos, este trouxe vida a Lisboa. E é agora o mesmo Mar que vem até à cidade mostrar que os “mares nunca dantes navegados” já não têm que ser lugar de receios mas um lugar de prazer, arte e vida para a única capital europeia localizada junto ao Oceano.

Privilegiando uma abordagem alternativa, pretende dar-se a conhecer, com os filmes apresentados, o lado mais artístico e plástico da cinematografia do Surf, potenciando sinergias nas áreas cultural, desportiva e turística, e firmando-se como um veículo de promoção e interacção entre as mesmas, cativando desta forma novos públicos, nomeadamente na Grande Lisboa e, por conseguinte, em todo o país.

O SAL pretende ainda inserir-se no panorama dos festivais internacionais de cinema de Surf mais importantes, bem como no dos certames cinematográficos que decorrem em Portugal.

Sendo o Cinema São Jorge uma das salas de espectáculos mais emblemáticas e históricas do país, situado na artéria principal da cidade e lugar de convergência do público cinéfilo – a sala por excelência dos grandes festivais de cinema em Portugal, esta é uma ocasião única de a cidade de Lisboa presenciar um acontecimento onde uma actividade e um modo de vida tão apelativos são pela primeira vez apresentados ao público no grande ecrã. Uma experiência sem igual, num espaço ímpar, onde a liberdade de deslizar sobre água em movimento vem para dentro da cidade.

“A cultura do surf tem tido um aumento exponencial nos últimos anos, devido em grande parte ao factor moda e às escolas de surf, que proliferam em Portugal,” afirma Ricardo Gonçalves, um dos directores do SAL. “No entanto, à parte desse lado mais comercial, é uma coisa interessante ver, duas e, às vezes, três gerações a irem para a água juntas, simplesmente divertirem-se a fazer uma coisa que é prazer puro,” lembra o mentor do Festival.

“É daí que pensamos que a verdadeira cultura do surf português pode crescer realmente,” remata Luís Nascimento, o outro director do SAL. “É hoje em dia algo completamente transversal à sociedade, tanto socialmente como ao nível das idades, tornando-se aos poucos algo enraizado na sociedade e não só isoladamente para uma elite,” conclui a outra metade desta dupla de arquitectos empreendedores.

A par da exibição de filmes – longas e curtas metragens – terão lugar uma série de eventos paralelos, como os concertos dos Capitães da Areia (dia 14), Voodoo Marmalade (dia 15) e Capitão Fausto (dia 16), bem como intervenções artísticas de Pedro Zamith, Gonçalo Mar e Armando Gomes iamfromlx; uma exposição de fotografia de Ricardo Bravo com textos de Gonçalo Cadilhe e design de Tiago Machado; a apresentação do trabalho mais recente do realizador Tito da Costa, responsável pelo primeiro filme de surf português – Summer One – que terá uma exibição comentada; e também a actuação dos DJs Mr Bird (dia 14), Dedy Dread (dia 15) e Tommy Vercetti (dia 16) a encerrar cada dia.

SAL – Surf At Lisbon Film Fest é uma organização da SALAC – Surf At Lisbon Associação Cultural, em parceria com a EGEAC, EEM e Câmara Municipal de Lisboa, em co-produção com o Cinema São Jorge e o alto patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura, Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, Associação de Turismo de Lisboa e Plano Nacional de Ética no Desporto, integrado nas Festas de Lisboa. Mais informação em www.surfatlisbonfilmfest.com ewww.facebook.com/surfatlisbonfilmfest.

IV Festim - Festival Intermunicipal de Músicas do Mundo




Na sua 4.ª edição, o festival intermunicipal e internacional apresenta um cartaz composto por um total de 20 concertos. Entre os convidados está o finlandês Kimmo Pohjonen, os ingleses Blowzabella e os portugueses Gaiteiros de Lisboa.

O festival abre com o premiado compositor e instrumentista italiano Riccardo Tesi. Apresenta-se na liderança do grupo Banditaliana, que redefine constantemente as fronteiras musicais do acordeão diatónico e da "world music". A partir daqui, os concertos sucedem-se.
Os Gaiteiros de Lisboa, que fundem a tradição da música popular portuguesa num discurso modernista como não existe igual em Portugal, apresentam "Avis Rara".

Da república russa de Tuva chega uma das propostas mais exóticas e místicas: o surpreendente canto gutural dos Huun Huur Tu.

A Filândia faz-se representar pelo danado e arrebatador acordeão de Kimmo Pohjonen. É um dos mais importantes músicos da nossa época, fugindo por completo às convenções daquilo a que um dia chamaram pop. Muito eufemisticamente, o seu som pode ser descrito como uma implosão de sons esventrados à raiz da folk finlandesa à conta de um (estranhíssimo) tratamento digital que nem por um segundo dulcifica a música.

A folk inglesa chega ao Festim com os Blowzabella, que convidam todos a dançar ao som das suas combinações de sanfona, concertina, saxofone e gaitas-de-foles.

Quanto a Eliseo Parra, é um vulto indissociável da inovação do folclore espanhol e é reconhecido internacionalmente como um dos melhores músicos de raiz tradicional.
O sentido de festa balcânico não falta à chamada, graças à presença dosTaraf de Haïdouks. O grupo é composto por uma dúzia de músicos de três gerações e promete deixar no ar memórias de concertos vertiginosos.

Nascido por iniciativa da associação cultural d'Orfeu, o Festim é um festival intermunicipal, que distribui a música por Águeda, Albergaria-a-Velha, Estarreja, Ovar e Sever do Vouga.

Programa Portugal Criativo 2012 | Conferências



Link: Programa Portugal Criativo 2012 (http://addict.pt/fotos/editor2/programapc2012finalv1.01.pdf)

LEI DO CINEMA E DO AUDIOVISUAL APROVADA PELO GOVERNO



Nova Lei do Cinema, 31 maio 2012
O Conselho de Ministros de 31 de maio aprovou uma proposta de Lei do Cinema e do Audiovisual, que estabelece os princípios de ação do Estado no quadro de fomento, desenvolvimento e proteção da arte do cinema e das atividades cinematográficas e audiovisuais. Esta proposta de lei lança as bases dos sistemas de apoio, prevendo um programa para o cinema, destinado a conceder incentivos financeiros à escrita e desenvolvimento, à produção, à coprodução, à exibição e à distribuição de obras cinematográficas nacionais.
Está ainda consignado um programa de apoio ao audiovisual e multimédia, com o objetivo de apoiar financeiramente o reforço do tecido empresarial da produção independente, e promover a transmissão televisiva e a fruição pelo público das obras criativas audiovisuais nacionais.
Entre as medidas encontra-se uma taxa aplicada aos operadores de televisão por cabo «à semelhança do que acontece noutros países europeus», com a qual o Governo estima obter um financiamento de cerca de oito milhões e meio de euros anuais, segundo referiu o Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, no final da reunião do Conselho de Ministros.
«Os operadores de cabo são considerados agentes económicos que beneficiam diretamente da produção de audiovisual e de cinema como ativos do seu negócio, ou seja, fazem parte da cadeia de valor associado à produção de cinema», afirmou, acrescentando que «essa taxa é considerada um reinvestimento da receita em criação e em produção de audiovisual» e é aplicada aos operadores «numa ótica de responsabilidade social e da redistribuição de cadeia de valor».
A proposta de Lei vai agora ser enviada à Assembleia da República para discussão e aprovação final. (fonte: http://www.portugal.gov.pt)

Mais confirmações para Paredes De Coura




The Go! Team, Crystal Fighters e Deer Tick juntam-se aos nomes já confirmados para o Festival EDP Paredes de Coura.Duas bandas inglesas e uma norte-americana para a comemoração do 20º aniversário.




Os The Go! Team são um sexteto difícil de categorizar. Quando Ian Parton teve a ideia para o projecto, pensou em misturar as guitarras dos Sonic Youth, com as bandas sonoras de Bollywood, electrónica e hip-hop old school. A soma dos ingredientes resultou nos The Go! Team, uma banda reconhecida pelas energéticas actuações em palco.

Oriundos de Londres, mas com influências espanholas, os Crystal Fighters misturam música electrónica com instrumentos bascos. Após editarem dois singles pela mítica Kitsuné, lançaram o primeiro disco, Star of Love (2010), pela editora que entretanto criaram.





Por último, chega o indie folk dos Deer Tick que fazem a sua estreia ao vivo em Portugal.

(fonte: http://www.vousair.com)

9.º Festival Rock na Vila




Pelo nono ano consecutivo, o centro do país recebe alguma da mais estimulante música portuguesa. Sean Riley e Mónica Ferraz encabeçam o cartaz de um festival em que a paisagem é cativante, as tendas são bem-vindas e a entrada é livre.

As vastas paisagens sonoras de "It's Been a Long Night", o mais recente trabalho de Sean Riley & The Slowriders, estão no topo do alinhamento do primeiro dia, em que figura também o "stoner-rock" psicadélico dos Black Bombaim (via "Titans"), as "covers" dos Corda Partida e a batida seleccionada por Pete Days.

O segundo dia do festival conta com Mónica Ferraz, a voz soul e sensual de "Start Stop"; com "Andar Perdido É Uma Conversa", primeiro álbum para os almadenses Matilha; e com as insolências bem-humoradas de Fernando Alvim, que além de ser um dos maiores comunicadores da sua geração, é também um DJ com um gosto inatacável. 

“Pátio Velho” leva arte a aldeia despovoada de Vale de Ferro


A renascer das cinzas, Vale de Ferro acaba também de abrir portas ao mundo da arte. A localidade que é habitada por apenas...

 

... dois casais estrangeiros, dispõe desde sexta feira de uma moderna galeria de arte.
Não fossem os deficientes acessos e o estado de abandono a que Vale do Ferro, na freguesia de Ervedal da Beira, tem estado votado e não haveria qualquer hesitação em situar a galeria de arte “Pátio Velho”, inaugurada sexta-feira, no grupo dos mais modernos espaços artísticos do país.
Uma realidade que, pela elegância, pouco se adequa a um mundo exterior marcado pela dureza do passar dos anos, mas que pela simplicidade encaixa que nem uma luva num cenário onde a mão da natureza substitui o negro das cinzas pelo verde natural de uma qualquer paisagem de vale.
É isto mesmo que acontece em Vale de Ferro, mais propriamente na galeria “Pátio Velho” criada por Herman e Magda Mertens, um casal belga que se radicou em Vale de Ferro alguns anos antes do fogo devastador de 2005 e desde então tem ajudado a desabitada povoação a renascer das cinzas, devolvendo-lhe condições de habitabilidade.
Perfeitamente integrados no local onde chegaram a conhecer as duas últimas moradoras, uma das quais cuidaram como se de uma mãe se tratasse, Herman e Magda encontraram em Vale de Ferro uma fonte de inspiração para uma arte que há longos anos se encontrava arrumada por força de uma vida de trabalho na Bélgica, na área da decoração de interiores.
E foi precisamente o cenário negro que resultou do incêndio de 2005 que levou Mertens a regressar às objetivas e flashes, chegando até a fazer uma exposição de fotografias no interior de uma casa, sua propriedade, que não resistiu às chamas. “As pessoas que viram a exposição ficaram emocionadas e decidi continuar”, recordou o mentor deste projeto de arte que agora dá por nome de “Pátio Velho”.
O artista que desde cedo sentiu curiosidade em conhecer Portugal dado que era o seu gosto pelos fados de Amália Rodrigues, chegou a terras lusas no final da década de 80 e hoje faz de Vale de Ferro residência fixa.
“Decidimos ficar devido à beleza desta zona”, contou o homem que aos 62 anos, se confessa agradado pela mudança que operou na própria vida, ao ponto de terem que ser os “dois filhos e três netos” a visitar o casal belga em Vale de Ferro. É que a abertura da galeria de arte “Pátio Velho” é apenas uma das concretizações de Magda e Herman que, ansiosos pelo arranjo dos acessos à localidade, esperam fazer da galeria um espaço cultural, estando prevista a realização várias exposições coletivas e individuais e até projeções de filmes do Cine'Eco.
Para um futuro próximo está também a abertura de Vale de Ferro a europeus portadores de deficiência que, durante alguns dias, ali poderão permanecer e participar em atividades ligadas às artes. Para o efeito, o casal tem em curso a requalificação de outras habitações que já teve oportunidade de adqurir com o objetivo de revitalizar aquele espaço.”Queremos deixar aqui a nossa marca”, contou.
Mertens e Magda partilham Vale de Ferro com outro casal inglês. Uma exígua comunidade estrangeira que está perfeitamente integrada na freguesia e no concelho, onde também proliferam muitos outros estrangeiros que, na sexta feira, disseram presente na hora de abertura da galeria “Pátio Velho”.
Entre um grupo que se destacava pelos olhares próprios dos que escolheram trocar o país de origem por Portugal e em particular por Oliveira do Hospital, marcaram também presença artistas concelhios e da região, bem como os responsáveis locais que muito apreciaram o espaço que naquela ocasião dava vida nova a Vale de Ferro.
“Estão de parabéns pela coragem, determinação e porque há muita arte naquilo que vocês fazem”, referiu na altura o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, lamentando porém os deficientes acessos que servem a localidade e o facto de a autarquia não estar em condições de os melhorar fruto dos cortes a que têm estado sujeitos todos os municípios do país. José Carlos Alexandrino assegurou porém que o executivo está determinado em apoiar este tipo de iniciativas que potenciam a criação de “uma dinâmica própria” a “todo este Vale do Mondego que tem sido um pouco esquecido”. O autarca falou ainda da intenção do município em reunir com toda a comunidade estrangeira radicada no concelho e assim potenciar “sinergias” e “discutir formas de integração”.
“A arte está aqui bem patente pela forma simples desta galeria”, referiu a vereadora da Cultura, Graça Silva, dando conta da total abertura do município para com a comunidade estrangeira, dando o exemplo da Biblioteca Municipal que beneficiou da oferta de livros por parte de uma estrangeira que, todas as quintas feiras, ajuda outros estrangeiros a aprender a língua portuguesa. “É assim que sabemos viver em comunidade e aprender mais”, sublinhou Graça Silva.
O presidente da Junta de Freguesia de Ervedal da Beira louvou a coragem do casal em “cair aqui em Vale de Ferro”. “Não vieram apenas residir, vieram fazer isto que hoje estamos a assistir que é fruto do vosso trabalho, imaginação e vosso gosto”, sublinhou Carlos Maia que apesar de insatisfeito com o estado dos acessos, se revelou confiante na boa resolução do problema. “Pode ser que um dia se faça luz e apareça financiamento para melhorar os acessos”, frisou.