sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Teatro no Alto Minho - De pés na terra e o teatro como céu



Uma vez mais a Comédias do Minho atravessa a região para levar teatro às populações. Sem concessões nem receios, sem excepções nem cedências. Esta semana em Valença

A estrada para Castro Laboreiro parece ter um só sentido. Não há carros que cruzem o nosso, nem parece haver alternativa a este caminho. Para trás vão ficando as freguesias de Lamas de Mouro, Pomares, Cubalhão. Sente-se o frio a entrar pelo sistema de ventilação do carro. De fora, nenhum ruído. E as pessoas que se vêem escondem-se no interior das casas, protegem-se e retiram da soleira das portas o mel que tinham à venda. É já fim da tarde, em Guimarães começaram os discursos que vão falar de que a cultura não tem preço e de que é o indivíduo que a faz. No Centro Cívico de Castro Laboreiro, ao lado do cemitério onde só as flores de plástico resistem ao frio, a equipa da companhia Comédias do Minho já começou a montar o cenário deInverno, a peça que desde 7 de Dezembro têm vindo a apresentar pelos cinco concelhos do Alto Minho, Valença, Monção, Melgaço, Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura. Hoje é dia de teatro na discreta vila, perdida no meio da serra, já só pedras e quase a tocar no céu.Inverno, que o encenador Nuno Cardoso trabalhou com a companhia de teatro que há nove anos anda a percorrer estradas como estas, faz parte de uma lista de outros espectáculos que levaram ao Alto Minho nomes como Pedro Penim, Sílvia Real, Madalena Vitorino, João Pedro Vaz e Igor Gandra, misturando o teatro, a dança, os objectos e a densa relação com a comunidade.

Foi assim que em 2006 Isabel Alves Costa (1946-2009), Pierre Voltz (1933-2011) e Miguel Honrado quiseram que fosse, partindo do desejo dos cinco municípios em dotarem a região de um projecto teatral profissional que conciliasse a programação, a relação directa com as forças que já actuavam no terreno e a formação. Foi assim que se reconfigurou um dos projectos mais raros em Portugal e que, ao arrepio de todas as lógicas e teorias sobre a descentralização, a formação de públicos, a acessibilidade dos discursos artísticos, as pressões políticas e a cultura como adorno, vingaram num terreno há muito votado a um papel secundário no que à profissionalização do teatro diz respeito.

Depois da morte de Isabel Alves Costa, foi ao encenador João Pedro Vaz - que conheceu a companhia comAuto da Paixãona Páscoa de 2007 e em 2011 encenouO Fidalgo Aprendiz, co-produção com o Teatro Nacional D. Maria II - que coube a tarefa de conduzir este projecto que, no ano passado, foi distinguido com um prémio Novo Norte "pela sua singularidade criativa, a sua ligação ao território e às populações e as dinâmicas sociais económicas locais".

2012 vai ser ano de consolidação do trabalho até agora realizado. E ano de aposta no desenvolvimento das valências da própria companhia, com uma concentração no elenco de cinco actores, todos eles formados em diferentes escolas do país, dos projectos que os levarão a seguir até à rota do Alvarinho (O Esmagador de Uvas, sob direcção de John Mowat, já a partir de 29 de Março e até Maio, e depois de Junho a Outubro nos lagares). E à encenação de rituais tradicionais nos diferentes concelhos como as queimas de Judas e as lendas de Deu-la-Deu, juntando as populações... E à segunda edição do Fitavale, um festival de teatro amador que ninguém acreditava que ia funcionar mas que pôs jovens dos diferentes concelhos a circularem e a trabalharem em conjunto, e a projectos de dança, de formação, de co-produções com outras companhias, como esteInvernocom o Ao Cabo Teatro. Sempre ali, naquele território. O que é característico num projecto como o das Comédias do Minho é a noção clara de pertença a um território, por desejo das populações e não por qualquer intenção programática. Foi isso que atraiu investidores privados como a Vento Minho, que há sete anos é mecenas da companhia. É isso que atrai as câmaras municipais e, em ano de difícil conjuntura, lhes segura o orçamento. E o público, 13.500 espectadores em 2011.

Todas as semanas, quatro dias por semana, a equipa sai da sede, em Paredes de Coura, e atravessa a região, todos os dias para um sítio diferente, onde montam e desmontam o cenário, oferecendo o espectáculo e ouvindo pedidos de regresso. Nessa noite, em Castro Laboreiro,Invernoultrapassará os mil espectadores. A entrada é livre, é certo, mas nem isso garante salas cheias. Duas noites antes, um velório tinha "roubado" as atenções da população de Melgaço. É terra de tradições, de proximidade. No dia a seguir eram 200 na reduzida galeria de exposição da Casa do Povo. Em Castro Laboreiro terão sido 50. Depois houve baile. Às vezes há uma ceia oferecida pelas populações, mesmo que uns achem que são "coisas esquisitas" aquelas que a companhia faz. É tudo parte do espectáculo. É tudo em jeito de agradecimento. E é por isso que percorrer as estradas do Alto Minho nos carros da companhia é saber que vai ser preciso parar em Monção para comer a lampreia à bordalesa da Dona Maria das Dores, na Tasquinha do Orlando, seu marido, golpeada e sangrada sem piedade e preparada à bordalesa, os lábios marcados pelo sangue e o vinho. Depois licor de café e de ervas mais o leite creme, batido e queimado à nossa frente porque é assim que se trata quem vem por bem.


Em Castro Laboreiro há-de se comer bacalhau com broa, especialidade da vila, há-se assumir o pecado do pão frito com chouriço e querer repetir a sopa do pote, com a carne a boiar por entre as couves. Em Melgaço ter-se-á comido naco de vitela com batatas a murro, de pele tão fina que parece papel. E em Paredes de Coura há-se ter ido à Courense esperar pelos bolos quentes. (fonte: ípsilon)

13ª edição do Correntes d'Escritas - Póvoa de Varzim



De 23 a 25 de Fevereiro decorrerá na Póvoa de Varzim a 13ª edição do Correntes d'Escritas. O encontro de escritores de expressão ibérica foi reduzido a três dias por questões orçamentais. O escritor brasileiro Rubem Fonseca (Prémio Camões 2003) é o convidado especial e o ensaísta Eduardo Lourenço o homenageado.

D. Manuel Clemente, bispo do Porto, ira fazer a conferência de abertura da 13ª edição do Correntes d’Escritas, o encontro literário de escritores de expressão ibérica no dia 23 de Fevereiro, às 15h, na Póvoa de Varzim. O encontro, que este ano termina mais cedo, a 25 de Fevereiro, terá como convidado especial o escritor brasileiro Rubem Fonseca, Prémio Camões 2003, que no Brasil costuma recusar dar entrevistas ou falar em público mas participa com agrado em festivais literários no estrangeiro. O ano passado a vindo escritor chegou a ser anunciada mas por motivos de saúde não se confirmou. A editora Sextante está a reeditar a sua obra, está nas livrarias portuguesas o romance “A Grande Arte” com prefácio do escritor Francisco José Viegas, o actual Secretário de Estado da Cultura, que irá estar presente na sessão oficial de abertura do Correntes d’Escritas e irá condecorar o escritor brasileiro.

Rubem Fonseca, 86 anos, é um dos participantes na primeira mesa do Correntes d’Escritas, dia 23 de Fevereiro, que tem por tema a frase do ensaísta Eduardo Lourenço - “A Escrita é um risco total”. Terá como convidados o próprio ensaísta e os escritores portugueses Almeida Faria e Hélia Correia e a escritora angolana Ana Paula Tavares. O director do “JL-Jornal de Letras, Artes e Ideias”, José Carlos de Vasconcelos, será o moderador.

O anúncio do vencedor do Prémio Literário Casino da Póvoa, no valor de vinte mil euros, é um dos momentos mais esperados do Correntes d’Escritas. Acontecerá a 23 de Fevereiro, às 11h, durante a sessão de abertura onde será também lançada a revista “Correntes d’Escritas” dedicada ao professor Eduardo Lourenço e incluirá textos de Hélia Correia, Rui Zink, João Morales, Francisco José Viegas e Guilherme d’ Oliveira Martins.

Da lista de mais de 200 livros, o júri, constituído esta edição por Ana Paula Tavares, Fernando Pinto do Amaral, José António Gomes, Patrícia Reis e Pedro Mexia, escolheu como finalistas: “A Cidade de Ulisses”, de Teolinda Gersão (Sextante); “As Luzes de Leonor”, de Maria Teresa Horta (Dom Quixote); “Adoecer”, de Hélia Correia (Relógio D’Água); “Bufo e Spallanzan”, de Rubem Fonseca (Sextante); “Do Longe e do Perto - Quase Diário”, de Yvette Centeno (Sextante); “Dublinesca”, de Enrique Vila-Matas (Teorema); “O Homem que Gostava de Cães”, de Leonardo Padura (Porto Editora); “Os Íntimos”, de Inês Pedrosa (Dom Quixote); “Tiago Veiga – Uma Biografia”, de Mário Cláudio (Dom Quixote).

Durante três dias, estarão na Póvoa de Varzim mais de meia centena de escritores e 18 participam pela primeira vez neste encontro: Manuel António Pina (Prémio Camões 2011), Pedro Rosa Mendes, Gonçalo M. Tavares, Fernando Pinto do Amaral, Inês Pedrosa, Jaime Rocha, João de Melo, José Jorge Letria, Luís Quintais, , Manuel Jorge Marmelo, Manuel Rui, Miguel Real, Onésimo Teotónio Almeida, Patrícia Reis, Paulo Ferreira, Pedro Mexia, Rui Zink, Valter Hugo Mãe, Eduardo Sacheri, Rosa Montero, Manuel Moya, Luis Sepúlveda, entre outros. No último dia serão recordados no Correntes d’Escritas a professora Maria Lúcia Lepecki (1940–2011), o poeta Rui Costa (1972-2012) e o escritor brasileiro Moacyr Scliar (1937-2011).

Na conferência de imprensa de apresentação daquele que é considerado o mais importante encontro literário português que aconteceu hoje na Póvoa de Varzim, o vereador da Cultura disse que o orçamento deste ano é de 35 mil euros (em edições anteriores o Correntes d’ Escritas chegou a custar mais de 100 mil euros), sendo 50% comparticipado pelo Fundo de Turismo e a restante verba contará com apoios do Casino da Póvoa, embaixadas, empresas e a própria autarquia, escreve a agência Lusa.
(fonte: ípsilon)

Guimarães 2012 - Julie and the Carjackers


Depois de uma muito aclamada actuação no Festival Vodafone Mexefest, os Julie and the Carjackers vêm actuar à Capital Europeia da Cultura 2012, em Guimarães para apresentar o seu álbum de estreia "Parasol".

Com concerto marcado para o próximo Sábado, dia 04 de Fevereiro, às 00:00, no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor, este irá receber as harmonias misteriosas do indie-pop com nuances do mais inesperado exotismo, que percorrem os 9 temas que compõem o álbum de estreia da banda de João Correia e Bruno Pernadas.

De "Wait by The Telephone" a "Mr Williams", da ternura ao humor cândido ou cruel, este álbum é um puzzle magnífico onde tudo se encaixa.

Será acompanhado, ao vivo, por Inês Sousa (voz e percussões), Margarida Campelo (voz, piano e teclados), Nuno Lucas (baixo e contrabaixo) e António V. Dias (bateria e voz).
(fonte: hardmusica)

Barcelos - Exposição: Olaria do Norte de Portugal


Barcelos - Exposição retrata olaria do Norte de Portugal

Até 18 de Março está patente na sala Gótica dos Paços do Concelho daquela cidade minhota, uma mostra intitulada «Olaria do Norte de Portugal: uma panorâmica». A exposição retrata a olaria portuguesa produzida dos finais do século XIX à primeira metade do século XX.

A exposição engloba louça preta, vermelha fosca, vidrada e miniaturas. Acompanham as peças descrições sobre os tipos de louça, caracterização e métodos de produção.

Estão expostas peças de Prado, Parada de Gatim, Barcelos e Guimarães (Braga); Bisalhães, Vilar de Nantes e Selhariz (Vila Real); Calvelhe, Pinela, Bragança, Bemposta, Mirandela e Felgar (Bragança); Gondar e Gôve (Porto) e de Fazamões (Viseu).

As peças encontram-se depositadas no Museu de Olaria, em Barcelos, desde 1998, na sequência do encerramento do Museu de Etnografia e História do Douro Litoral. Nessa altura, o Instituto Português de Museus solicitou ao Museu de Olaria que acolhesse a colecção existente, com o compromisso de esta ser conservada, estudada, publicada e exposta.

Recorde-se que a acompanhar a mostra de peças está também patente uma exposição de fotografias, a maioria da autoria de Santos Júnior, e pertencente ao arquivo fotográfico da Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo.

Esta exposição resulta de uma parceria do Município de Barcelos (Museu de Olaria) com o Município de Vila Real (Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real) e com o Instituto de Museus e Conservação (Museu de Alberto Sampaio, em Guimarães).

No final da presente mostra inicia-se a itinerância da exposição pelos museus parceiros do projecto e outros que a possam vir a acolher.
(fonte:
http://www.cafeportugal.net)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Paredes de Coura: Primeiras Confirmações

Os System of a Down são a primeira grande confirmação para o Festival Edp Paredes de coura. Tal como prometido este ano de comemoração vão passar pela praia do Tabuão algumas das bandas mais marcantes do panorama mundial e é com bastante orgulho que os System of a Down a banda de Serj Tankian são a primeira banda confirmada para dia 14 de Agosto.



Outro grande nome pedido pelos festivaleiros foi o de Beirut o qual a praia do Tabuão vai poder dar as boas vindas no dia 13 de Agosto de 2012. Beirut de Zach Condon é uma orquestra folk que vai cativar por completo o público com a sua sonoridade única...O campismo, grátis para detentores de passe de quatro dias, abre a 8 de agosto.



O passe custa 80 euros para todos os dias ou bilhete diário com o valor de 50 euros. Este ano, Paredes de Coura celebra 20 anos de festival, prometendo-se uma edição "histórica", apesar do corte de 70 mil euros em apoio logístico por parte da autarquia local. (fonte:
http://paredesdecoura2012.blogspot.com)

Casa da Música: Estudantes ganham descontos



A Casa da Música vai selecionar, ao longo de 2012, um conjunto de concertos em que os estudantes só vão pagar 2 euros e o primeiro é no sábado com Pierre-Laurent Aimard, integrado no Ciclo Piano EDP.

Procurando "estimular o interesse do público estudantil", segundo afirmou em comunicado, a Casa da Música vai criar uma fila única onde os estudantes de qualquer grau de ensino, desde que munidos dos respetivos cartões, poderão adquirir os bilhetes.

Para fevereiro, será possível ter desconto nos concertos do dia 14 do Remix Ensemble, que interpretará excertos de uma das obras mais importantes de Pierre Boulez, "Pli selon pli", e de peças de Marice Ravel e Emanuel Nunes, e do dia 19 no Concerto de Carnaval. (fonte: http://www.jn.pt)

Cultura Notícias - CPLP

CPLP tem quinze anos de vida

Várias iniciativas assinalam o 15. aniversário da criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

De 2 a 7 de fevereiro, decorre em Lisboa um conjunto de iniciativas que assinalam os quinze anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em cuja génese teve participação decisiva o político e embaixador brasileiro José Aparecido de Oliveira, já falecido.

Nos dias 2 e 3, realiza-se a reunião de peritos para a Cooperação Económica e Empresarial da CPLP na nova sede da comunidade.

Os especialistas Francisco Paulo (Angola), Ricardo Buarque Barbosa (Brasil), José Agnelo Sanches (Cabo Verde), Paulo Gomes (Guiné-Bissau), Ibraimo Ibraimo (Moçambique), Nuno Mota Pinto (Portugal) e Venceslau Santos (Timor-Leste), vão debater a "Aliança Estratégica para a Promoção do Comércio e Crescimento", o posicionamento dos Estados-membros da CPLP nos diferentes blocos de integração económica em que se inserem e na Organização Mundial do Comércio.

As relações financeiras na CPLP e desenvolvimento do Capital Humano, Língua e Cultura como bases para a Cooperação Económica e a afirmação da CPLP surgem como outros temas nesta reunião.

A 3 de fevereiro há uma sessão cultural com participação de artistas dos oito países lusófonos na Aula Magna da Universidade de Lisboa; no dia 6, após a inauguração da sede, intervêm o presidente de Portugal Aníbal Cavaco Silva, o vice-presidente de Angola, Fernando Dias da Piedade dos Santos, e o secretário-executivo da CPLP Domingos Simões Pereira.

A 7 de fevereiro, no salão nobre do Hotel Ritz, acontece o colóquio "CPLP, uma oportunidade histórica", com participação prevista dos ex-presidentes da República. Pedro Pires, Henrique Pereira Rosa, Mário Soares, Jorge Sampaio e Joaquim Chissano. (fonte:
http://www.africa21digital.com)