quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Exposição da CEC 2012: “O que fazer com espaços pós-industriais?”




Exposição da CEC 2012 apresenta 30 projetos, procurando responder à questão “O que fazer com espaços pós-industriais?”

A Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura (CEC) está a recuperar a memória de fábricas desaparecidas e, até ao dia 9 de dezembro, vai apresentar, na Fábrica ASA, o projeto “Edifícios & Vestígios”, que integra materiais recolhidos de edifícios industriais portugueses. Em comunicado, a organização da capital explicou que a mostra integra o “Arquivo de Pós-Materiais” que reúne, entre outros, vestígios das já extintas Minas da Borralha, peças industriais da já demolida Fiação de Tomar, e candeeiros da desaparecida Esmaltagem Sis-Sachs – empresa de fabrico de motorizadas. O projeto abarca ainda o ciclo “Escalas e Territórios” de Arte e Arquitetura, composto por uma exposição, um ciclo de conferências e o lançamento de um livro. A iniciativa, que pretende dar resposta à questão “O que fazer com espaços pós-industriais?, tem como ponto de partida o caso específico da região do Vale do Ave, zona conhecida pelas indústrias transformadora e têxtil e que está a ser afetada pela desindustrialização. A exposição patente na Fábrica ASA recorre a 30 projetos que utilizam objetos encontrados, materiais, filmagens e estruturas espaciais para apresentar soluções para a requalificação de edifícios e materiais, atribuindo-lhes um novo significado.


O espaço industrial do Porto também está representado em Guimarães 2012 através do projeto “Black Smoke”, de André Cepeda, que consiste numa série fotográfica realizada durante a noite na cidade Invicta com a documentação de edifícios icónicos da revolução industrial, hoje abandonados. O Museu da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto é uma das entidades participantes em “Edifícios & Vestígios”. (fonte: http://www.viva-porto.pt)

Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura - Everyone Expects to Grow Old But No One Expects to Get Fired


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Everyone Expects to Grow Old But No One Expects to Get Fired (Toda as pessoas esperam envelhecer mas ninguém espera ser despedido) acontece nos dias 15 e 16 de novembro. A performance tem início no Centro Cultural Vila Flor, às 21h00, e continua na Sala da confeção e embalamento da Fábrica Lameirinho.
Nesse sentido, Guimarães 2012 disponibiliza dois autocarros gratuitos que farão o percurso do Centro Cultural Vila Flor até à Fábrica Lameirinho. Os transportes partem do CCVF às 21h00 e regressam após o término do espetáculo. O ponto de encontro do público é na Praça Coberta do CCVF, em frente à bilheteira. O percurso é parte integrante do espetáculo e, neste seguimento, o público apenas poderá assistir à peça se for de autocarro.

Desenvolvido a partir de testemunhos de cinco desempregados da indústria têxtil vimaranense, cinco atores e operários da Fábrica Lameirinho, este projeto reflete sobre a economia e a psicologia do desemprego, a diferenciação do trabalho e a dramatização da experiência vivida. Este grupo heterogéneo socializou, trocou histórias e comparou pontos de vista sobre a vida, o trabalho e a economia.

No passado recente, a indústria têxtil, um dos suportes da economia portuguesa, tem sido enfraquecida pela importação de produção mais barata, por alterações no regime das taxas Europeias e pela diminuição da procura no Mercado interno. Em recessão profunda há mais de 30 anos, este sector é o que mais tem sofrido com uma drástica redução na receita e uma escalada nos números do desemprego.

Os bilhetes podem ser adquiridos nos locais dos eventos, em bilheteiraonline.pt, nos espaços informativos Guimarães 2012 e no Centro Cultural Vila Flor. (fonte: http://www.guimaraes2012.pt)

Guimarães recebe exposição sobre «O Enxoval de Nossa Senhora da Madre de Deus»



A exposição "Elegância, Moda e Fé. O Enxoval de Nossa Senhora da Madre de Deus", que integra a programação de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, vai estar patente até 31 de março no Museu de Alberto Sampaio.

Os cortes dos trajes respeitam a moda barroca do século XVIII, com “rendas e aplicações, bordados em oiro e a adição de jóias magníficas, testemunhas do período do oiro do Brasil”, refere o site da Capital Europeia da Cultura.

No centro da mostra estão “as três principais figuras do presépio: o Menino, deitado no seu berço; a Virgem, coroada Rainha de Portugal; e São José, segurando uma açucena, símbolo da elegância, da graça e da pureza”.

Esta “coleção única”, composta por vestes bordadas por princesas e infantas de Portugal, pertence à Real Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e do Senhor dos Santos Passos, assinala a página do Museu de Alberto Sampaio.
Os visitantes podem também apreciar a coroa da Virgem Maria, doada pelo rei D. João V, e o resplendor de São José, oferecido pelo filho do monarca. (fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt)

Dia do Desassossego celebra 90 anos de Saramago

Dia do Desassossego celebra 90 anos de Saramago

A 16 de Novembro assinala-se aquele que seria o 90º aniversário de José Saramago e o 30º aniversário da edição de Memorial do Convento. A Casa dos Bicos abre as portas e oferece novas exposições, leituras, um concerto e descontos na obra do único escritor português premiado com um Nobel da Literatura.

O autor que escrevia "para desassossegar" os seus leitores faleceu em 2010, com 87 anos. Dois anos depois, por ocasião daquele que seria o seu 90º aniversário, a Fundação José Saramago cria o Dia do Desassossego e oferece ao público várias iniciativas.

A partir do meio-dia, actores do grupo Éter vão representar textos de Memorial do Convento a partir das janelas da Casa dos Bicos. Figuras como Blimunda, Baltazar, Frei Bartolomeu de Gusmão - e até o Cão - ocuparão as janelas e varandas da sede da Fundação, pela mão do pintor José Santa-Bárbara.

Ao mesmo tempo que, pelas ruas da Baixa de Lisboa, a convite da Fundação, os leitores de Saramago trarão as suas obras para o espaço público, na sede da Fundação será inaugurada uma exposição de retratos do escritor, da autoria de nove ilustradores portugueses e espanhóis. Esta exposição sairá, mais tarde, para outros locais de Lisboa.

O Teatro Nacional de S. Carlos também se junta ao Dia do Desassossego e abre excepcionalmente as portas do ensaio geral do concerto da Orquestra Sinfónica Portuguesa e do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, às 18h00. 

A segunda edição do prémio de fotografia “Retratar um Livro”, que decorre até Março, será este ano dedicada a “O Ano da Morte de Ricardo Reis”. Fotógrafos amadores e profissionais estão convidados a 'fotografar' o livro de Saramago e a dizer qual o excerto da obra que inspirou a fotografia.

No 90.º aniversário de José Saramago será também editado o opúsculo "90 Anos, 90 Palavras", que recolhe 90 palavras fundamentais na obra do escritor, de Blimunda a Dignidade ou Vontade. O opúsculo será distribuído gratuitamente a todos os visitantes que passarem pela Casa dos Bicos, esta sexta e sábado.

Sexta-feira e sábado, a entrada na Casa dos Bicos é gratuita. Na sexta, todos os livros de José Saramago publicados pela Editorial Caminho terão um desconto de 50% sobre o preço de capa. 

(fonte: http://www.vousair.com)

U.Porto colabora na preservação das “raízes” culturais de Guimarães

O ponto de partida são as histórias de emigrantes, de pessoas que viveram da indústria, entre outras experiências de vida e de cultura que o tempo tende a remeter ao esquecimento. O ponto de chegada passa pela necessidade de preservar este património. Do encontro entre os dois nasce o “Projeto Raízes”, uma iniciativa promovida pela Área de Comunidade de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura e desenvolvida pelo Instituto Paulo Freire de Portugal, em parceria com o Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP).
Produzido no quadro de iniciativas que estão a acontecer em Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, este projeto centrou-se na recolha, entre 2010 e e 2012,  de um conjunto de depoimentos e memórias de pessoas de diferentes grupos socioculturais com expressão no contexto da região. Doa reunião e tratamento dessa memórias resultou por sua vez um conjunto de livros com os quais a equipa de investigação, centrada na FPCEUP, pretende evitar o “desperdício de experiências e de saberes que, com frequência, o tempo vai conseguindo apagar”.
O conjunto de trabalhos já desenvolvidos recupera assim as memórias de pessoas que trabalharam na indústria, de pobreza, experiências de migração, entre outros “aspetos culturalmente significativos para a população de Guimarães”. Ainda assim, os autores acreditam que estes “irão certamente também ser interessantes para a restante população portuguesa”.
Da autoria de Luiza Cortesão (professora emérita da U.Porto e jubilada da FPCEUP), Clara Vieira (investigadora da FPCEUP) e Maria da Luz Sampaio (museóloga), o primeiro destes livros, o primeiro destes livros, intitulado “Quando eu nasci, aquela fábrica já ali estava” -Memórias, vivências e opiniões sobre o trabalho na indústria em Guimarães”, vai ser lançado no dia 13 de novembro de 2012. A sessão tem lugar a partir das 18 horas, na Sala do Fundo Antigo do edifício da Reitoria da U.Porto (Praça Gomes Teixeira) e contará com a participação das autoras da obra e do historiador e comentador político,  José Pacheco Pereira.
Ainda no âmbito do “Projeto Raízes”, serão lançadas mais quatro obras:  “Ó mãe, deia-nos pão!- Escutando quotidianos de pobreza”, Marcha da Fome de PevidémMemórias de um passado na inquietude do agora”, “O mundo todo é de todo o mundo – Narrativas de migrantes em Guimarães” e “Caleidoscópio de fragmentos culturais – Olhando e escutando Guimarães”. As datas de lançamento serão anunciadas brevemente. (fonte: http://noticias.up.pt)

Almada: Espectáculo de teatro visual e marionetas “Cais Vivo”


No próximo dia 22 de Novembro será apresentado em Almada o espetáculo de teatro visual e marionetas “Cais Vivo”, na sua última representação em Portugal antes da partida para Tunis e Nova Deli.
DSC 0409 280x187 Marionetas em Viagem em Almada para o mundo...Esta produção da Associação O Mundo do Espectáculo será apresentada pelas 21h30 no Auditório Fernando Lopes Graça, em Almada, integrado na Mostra de Teatro de Almada. As próximas apresentações serão em Festivais Internacionais de Marionetas na Tunísia e Índia.
O espetáculo “Cais Vivo” teve como ponto de partida a paisagem e a vivência quotidiana do Cais do Ginjal através dos tempos. A dramaturgia nasceu e cresceu a partir das memórias daquela zona e das expectativas dos habitantes da cidade sobre o seu futuro.
Os criadores, oriundos do teatro de marionetas, da cenografia, da dança, da música e do audiovisual, utilizam o cruzamento de linguagens para apresentar um espaço visual e sonoro dinâmico. O cenário, em contínua transformação, vai sendo povoado por objetos e personagens históricos ou lendários, projecção de filmes de animação, coreografias e narrativas que convidam o público a criar a sua própria interpretação sobre o património da sua cidade.
A construção deste espetáculo integrou um conjunto de iniciativas de animação e requalificação da frente ribeirinha de Almada com o apoio do QREN e da Câmara Municipal de Almada. A digressão internacional conta com apoio da Direção Geral das Artes, Fundação Calouste Gulbenkian e Câmara Municipal de Almada.
SINOPSE DO ESPECTÁCULO
Um cais intemporal, único e, ao mesmo tempo, semelhante a muitos outros lugares do mundo. Um espaço que está à espera: à espera de ser outra coisa a partir daquilo que já é. Um espaço com um passado cheio de vida e um futuro para descobrir. São muitas as vontades e os desejos para a nova vida deste cais, será que podem coexistir sem tirar ao cais a sua identidade? Afinal, quantas vidas cabem na vida de um cais? Deixemos que os sonhos e a poesia nos indiquem o caminho…(fonte: http://local.pt)

Três festivais portugueses nomeados no Europe Festival Awards


Optimus Alive, Paredes de Coura e Boom foram nomeados para a quarta edição da entrega de prémios.
Foi anunciado na segunda-feira os festivais portugueses nomeados nosEurope Festival Awards. O festival Optimus Alive! conseguiu quatro nomeações nas principais categorias, como a Melhor Festival de Grande Dimensão, já o Festival Paredes de Coura e o Boom Festival, cada um com uma nomeação,  são os outros dois eventos musicais portugueses mencionados na lista.
Esta já é a quarta edição destes prémios que todos os anos distinguem os melhores festivais de música em toda a Europa. O Optimus Alive! já foi nomeado, em 2011, porém não saiu vencedor.
Na principal categoria, Melhor Festival de Grande Dimensão, são dez os nomeados e o Optimus Alive! concorre com eventos musicais como o Wacken Open Air (Alemanha), Roskilde (Dinamarca) ou Open’er Festival (Polónia). O festival de Algés, que teve em 2012 a sua 6.ª edição, está ainda nomeado nas categorias de Melhor Cartaz Europeu, Festival Favorito dos Artistas e Promotora do Ano (Everything is New).
O Festival de Paredes de Coura também está nomeado pela sua edição de 2012, a 20.ª, na categoria Festival Favorito dos Artistas em que concorre com o Alive!, mas também com o espanhol Primavera Sound ou polacoWoodstock, num total de dez nomeados.
Já o Boom Festival, que se realiza a cada dois anos, é candidato ao prémio Green Operation Award, destinado aos festivais de música com preocupações ecológicas, que já venceu em 2010. O festival já recebeu também, por três vezes consecutivas, a distinção de Outstanding Greener Festival Award, atribuído desde 2007 por uma organização sem fins lucrativos.
O júri é composto por agentes, jornalistas e personalidades da indústria musical.
Os vencedores serão conhecidos na cerimónia dos Europe Festival Awards na cidade holandesa de Groningen a 9 de Janeiro de 2013. Os bilhetes para o evento estão à venda no site oficial dos prémios europeus e custam 30 euros. (fonte: http://tribourbana.comunicamos.org)