quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Curta-metragem portuguesa ‘Ó Pai o Que é a Crise?’ finalista no Cel.U.Cine Festival de Micrometragens



A curta-metragem portuguesa ‘Ó Pai o Que é a Crise?’ realizada pelo crítico de cinema e jornalista José Vieira Mendes é um dos filmes finalistas do Cel.U.Cine Festival de Micrometragens, na categoria especial Prémio RioFilme!
Um octogenário português, aposentado após seis décadas de trabalho duro, olha para Lisboa, da sua janela e vê uma cidade quase em desfoque. Pessoas antes empenhadas no sonho de um Portugal melhor, otimistas com o equilíbrio e crescimento de um País, desesperam agora diante desta tempestade financeira causada pela crise económica e social.

Desemprego, redução de custos, cortes nos serviços públicos e na assistência social, tudo isso soa a um enorme desilusão aos olhos cravejados de rugas do velho protagonista de ‘Ó Pai, o que é crise?’.
Filmada no coração da cidade de Lisboa, no velho bairro de Campolide (com as Torres das Amoreiras em fundo), esta curta-metragem é assinada pelo crítico de cinema José Vieira Mendes, que foi diretor da revista Premiere, atualmente apresentador de programas de televisão e realizador do documentário ‘Geração Curtas?!’, a propósito do 20 Anos do Curtas de Vila do Conde.

Utilizando a linguagem do ‘cinema verdade’, o realizador transformou seu próprio pai em personagem. E mais do que um documentário sobre a  situação financeira do país, este filme é um ensaio poético sobre a memória, a desilusão e solidão dos idosos na cidade, narrado na primeira pessoa por alguém que envelheceu sentindo na pele os muitos contratempos da vida e do País. A premiação do Cel.U.Cine Festival de Micrometragens vai realizar-se no próximo dia 12 de dezembro no Oi Futuro Flamengo, no Rio de Janeiro.
(fonte: http://www.e-cultura.pt)

"Lisboa Mistura" de 23 a 25 de Novembro



É já entre os próximos dias 23 e 25 de Novembro que o Teatro São Luiz em Lisboa recebe mais uma edição do Fesival Lisboa Mistura. 

Este evento é um acontecimento intercultural que surgiu em 2005, fruto da necessidade de criação de um Fórum Intercultural na cidade de Lisboa e brotou desta maravilhosa oportunidade criada pela diferença e curiosidade. Na edição deste ano os artistas são entre outros os Dazkarieh, Orelha Negra, Macacos do Chinês, Kalaf e Dino D´Santiago. 
O objectivo da organização deste festival é que seja criado um "espaço intercultural" comum e mais democrático para todos. 

A interculturalidade é também política na urgência social e cultural de um país ou de uma cidade. Lisboa enquanto cidade geneticamente multicultural é uma efectiva embaixada para quem vem de outros lugares. 

A vivência e trocas entre culturas e mundos diferentes é tão importante para a harmonização evolutiva da vida conjunta como o talento ou a tecnologia. Ao longo das edições dos anos anteriores, este festival tem criado pontes entre as comunidades que habitam a Grande Lisboa e os públicos de dentro e fora da cidade. 

No "Lisboa Mistura", os elencos que se têm mostrado, nacionais e internacionais, amadores e profissionais, são uma prova da vitalidade criativa que surge dos encontros e celebrações que a cidade inspira.

Para a organização do festival o programa deste ano é reflexo da celebração da vida multicultural nacional e internacional com projectos de grande nível performativo e de produção.

Segundo a organização "Projectos como os que este festival tem trazido mostram a transversalidade de influências da cultura portuguesa e a riqueza que daí advém". Na edição deste ano, o festival terá o "Lis-Nave", uma actualidade Lisboeta do ano, um naipe de músicos de qualidade, desde o convidado do Brasil para fortalecer a ligação entre Lisboa e Natal, até ao lançamento do CD dos Dazkarieh passando pelo magnífico Tcheca, uma instalação de Kalaf, documentário sobre um projecto comunitário, há ainda espaço para uma mostra de talento jovem, através da apresentação das OPA, Oficina Portátil de Artes. A edição deste ano do Lisboa Mistura, terminará com a incontornável Festa Intercultural com lisboetas do Congo, Brasil, Índia, Cabo-Verde, Japão, Moldávia, entre outros.Este ano, o Lisboa Mistura, descentraliza-se um pouco e será realizada uma noite de misturas latinas no MusicBox em pleno Cais do Sodré. O Lisboa Mistura é um convite irresistível que Lisboa faz quando mostra o que de melhor e alternativo se faz". 
(fonte: HARDMUSICA)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Inscrições para Festival Luso-brasileiro


Até 15 de outubro estão abertas as inscrições para a 16ª edição do Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira, que acontece entre os dias 2 e 9 de dezembro no município de Santa Maria da Feira, em Portugal. O evento é uma realização do Cineclube da Feira, com apoio da Biblioteca e da Câmara Municipal de Santa Maria. O festival busca promover um intercâmbio entre o cinema brasileiro e o português. 
Serão admitidos para as mostras competitivas apenas curtas ou longas-metragens produzidos em 2011 ou 2012. Os filmes de longa-metragem podem concorrer aos prêmios de Melhor Filme, Melhor ator e Melhor Atriz, Revelação e ao Prêmio Especial do Júri. Já os curtas-metragens podem concorrer apenas aos prêmios de Melhor Filme, Revelação e ao Prêmio Especial do Júri. Além disso, um filme de cada mostra competitiva poderá receber o prêmio dos cineclubes, o prêmio da crítica e o prêmio do público. 
Filmes com mais de 30 minutos e menos de 60 minutos também são aceitos, mas apenas poderão participar das mostras especiais não competitivas.
Mais informações no site oficial do evento: www.cineclubedafeira.netcineclubedafeira@gmail.com

Ano do Brasil em Portugal começa com 2 exposições de design



Representando toda expressividade dos designers brasileiros, duas exposições, "Design Brasileiro - Mobiliário Moderno e Contemporâneo" e "Personagens e Fronteiras: Território Cenográfico Brasileiro" - ambas em cartaz no Museu do Design e da Moda (MUDE) de Lisboa até o dia 4 de novembro -, dão início às atividades do Ano Brasil em Portugal.

Na mostra "Personagens e Fronteiras", que levou no último ano a Triga de Ouro da 12º edição da Quadrienal de Praga, o maior evento mundial dedicado à cenografia, os visitantes são convidados a percorrer universos de contraste.
Nesta, há peças de móveis, como a "poltrona Astúrias balanço", de Carlos Motta, que se afundam no silêncio e na areia da praia (elemento que revela a inspiração do artista) e, logo ao lado, uma chamativa estrutura rosa reúne vídeos, fotografias, modelos e adereços de grupos teatrais sob um alvoroço de trilhas musicais.
Essa disparidade entre as expressões artísticas nutre o olhar comum à produção dos designers brasileiros que estão nessas duas mostras, explicou à Agência Efe Aby Cohen, curadora da mostra junto a Ronald Teixeira.
"A representação do Brasil é a representação da mistura. Esta mistura também é o que aproxima o país de outras culturas com as quais tem relação e influência, como a portuguesa", completa a curadora.
Segundo Aby, essa exposição é uma seleção das obras que mesclam os tradicionais espaços cênicos e "as quebras de regras do espaço convencional", como acontece no Rio de Janeiro e São Paulo com as performances de rua que são representadas na mostra.
Este "trânsito dos artistas" de um espaço para outro, que permite um maior diálogo entre as galerias, os teatros e a rua, é o grande destaque na experimentação das artes cênicas no Brasil, explicou Aby.A prova disso é que a exposição "Design Brasileiro - Mobiliário Moderno e Contemporaneo" também trabalha noções de contrastes com diferentes visões.
Por um lado, o Brasil das peças modernas, planejadas a partir dos anos 40 e durante a ditadura (1964-1985). Do outro, o país das criações contemporâneas surgidas a partir de grande marcos, como a exposição "Os incômodos" (1989), dos irmãos Humberto e Fernando Campana.
Para o design Zanini de Zanine, curador desta exposição ao lado de Raul Schmidt, esses trabalhos são definidos com dois adjetivos: "informalidade e aconchego", que se diferenciam "pela pluralidade de materiais e propostas".
Uma variedade que pode ser observada na "cadeira África" de Rodrigo Almeida, formada por coloridas cordas de suspensão. São objetos que se ambientam entre a condição de móvel, com um fim específico como se sentar e escrever, e a obra de arte, desenhada para ser observada, explicou Schmidt.
Segundo Schmidt, a força econômica é, junto com a qualidade das propostas, um dos principais motivos que permitiu o design brasileiro chegar à museus de Nova York, como o Moma, e de Berlim, onde essa exposição já foi apresentada.
O Ano do Brasil em Portugal repassa, até o dia 13 de junho de 2013, uma ampla mostra da cultura brasileira, desde suas representações mais clássicas até as mais atuais, através do cinema, da música, das artes plásticas e da gastronomia.
A iniciativa se complementa com a realização simultânea do Ano de Portugal no Brasil, que destaca inúmeras atividades paralelas sobre a cultura lusa.

"O Gebo e a Sombra" em Guimarães


Depois do Festival de Cinema de Veneza e da Assembleia da República, o filme de Manoel de Oliveira, "O Gebo e a Sombra" foi apresentado no grande auditório do Vila Flor, com sala praticamente cheia.

"O Gebo e a Sombra" tem estreia nacional marcada para 11 de outubro. Fica o registo áudio da apresentação, no Centro Cultural Vila Flor, antes da exibição do filme. 
No palco, o cineasta Manoel Oliveira, o presidente da Fundação Cidade de Guimarães, João Serra, o programador da área de Cinema da Capital Europeia da Cultura João Lopes, que traduziu as palavras da atriz italiana Claudia Cardinale, que pela primeira vez trabalhou com Manoel de Oliveira. Ao contrário da atriz Leonor Silveira, recorrente escolha, tal como o ator Ricardo Trêpa.
(fonte: RTP1)

Cinemateca Portuguesa vive "momento dificíl"


O responsável manifestou esta preocupação na Culturgest, durante uma conferência de imprensa sobre a décima edição do Doclisboa - Festival Internacional de Cinema, dedicado ao documentarismo, que vai decorrer entre 18 e 28 de outubro. 
"A Cinemateca está novamente a viver um contexto difícil. Estamos muito preocupados e a tentar lidar com a situação, para evitar que não afete o funcionamento nos próximos tempos", acrescentou o responsável da instituição.
A entidade é um dos parceiros habituais do Doclisboa e, na edição deste ano, vai acolher uma retrospetiva integral da obra da realizadora belga Chantal Akerman, que estará em Lisboa para participar no evento. 
A Cinemateca vai exibir a filmografia integral de Chantal Akerman, que se prolongará além do encerramento do Doclisboa. 
Entre outros, serão exibidos "La Chambre" (1972), "Les Annés 80" (1983),  "Jai Faim, Jai Froid" (1984), "Chantal Akerman par Chantal Akerman" (1996),  "Sud" (1999) e "De LAutre Côté" (2002). 
No final da conferência de imprensa, em declarações à agência Lusa, José Manuel Costa acrescentou apenas que a entidade "está a viver um momento crucial para tentar resolver a situação". 
"Nos próximos dias vamos saber mais sobre as medidas de controle orçamental, para apurar se os problemas existentes serão resolvidos", indicou. 
No âmbito da recente reestruturação das entidades públicas empresariais da área da cultura, a Cinemateca Portuguesa foi incluída no novo Agrupamento  Complementar de Empresas, que passou a ser denominado GESCULT - Serviços  Partilhados da Cultura.  
O GESCULT reúne a Cinemateca, a Companhia Nacional de Bailado e os teatros nacionais D. Maria II e São Carlos, em Lisboa, e o São João, no Porto.
A orgânica deste conjunto de entidades foi aprovada em Conselho de Ministros a 12 de julho deste ano, no âmbito do Programa de Redução e Melhoria da  Administração Central (PREMAC).  
A lei orgânica do GESCULT entrará em vigor a 01 de outubro de 2012.
(fonte: Lusa)

Cultura sai à rua a 13 de Outubro



As artes plásticas, a música e a dança deverão manifestar-se na Praça de Espanha, no dia 13 de Outubro, como resposta aos cortes no financiamento das companhias de teatro e à privatização do serviço público de rádio e televisão.

Um grupo de artistas portugueses decidiu juntar-se à contestação geral contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo no sector da cultura. E recebeu o apoio do movimento “Que se lixe a Troika – Queremos as nossas vidas de volta”, que esteve na génese das manifestações do 15 de Setembro.

Sofia Nicholson, actriz e porta-voz do grupo, afirma que pretendem “dar a cara pela identidade de um país para que ela não morra”. Segundo o cantor Carlos Mendes, o objectivo é criar uma “cultura de resistência” perante “os ataques brutais ao povo, à cultura e ao património”. “Os artistas querem demonstrar que estão vivos e não adormecidos”, acrescenta.

O movimento “Que se lixe a Troika” decidiu associar-se à causa. De acordo com o porta-voz João Camargo, “é uma iniciativa com todo o mérito do mundo”. O projecto multicultural ambiciona criar um “festival” durante todo o dia, na Praça de Espanha, em Lisboa, que junte representantes da música, das artes plásticas, da dança, da pintura, entre outros. Até ao momento estão confirmados os Homens da Luta, Janita Salomé, Pedro Barroso e Filipa Pais.

(fonte: http://www.publico.pt)