segunda-feira, 1 de outubro de 2012

"O Gebo e a Sombra" em Guimarães


Depois do Festival de Cinema de Veneza e da Assembleia da República, o filme de Manoel de Oliveira, "O Gebo e a Sombra" foi apresentado no grande auditório do Vila Flor, com sala praticamente cheia.

"O Gebo e a Sombra" tem estreia nacional marcada para 11 de outubro. Fica o registo áudio da apresentação, no Centro Cultural Vila Flor, antes da exibição do filme. 
No palco, o cineasta Manoel Oliveira, o presidente da Fundação Cidade de Guimarães, João Serra, o programador da área de Cinema da Capital Europeia da Cultura João Lopes, que traduziu as palavras da atriz italiana Claudia Cardinale, que pela primeira vez trabalhou com Manoel de Oliveira. Ao contrário da atriz Leonor Silveira, recorrente escolha, tal como o ator Ricardo Trêpa.
(fonte: RTP1)

Cinemateca Portuguesa vive "momento dificíl"


O responsável manifestou esta preocupação na Culturgest, durante uma conferência de imprensa sobre a décima edição do Doclisboa - Festival Internacional de Cinema, dedicado ao documentarismo, que vai decorrer entre 18 e 28 de outubro. 
"A Cinemateca está novamente a viver um contexto difícil. Estamos muito preocupados e a tentar lidar com a situação, para evitar que não afete o funcionamento nos próximos tempos", acrescentou o responsável da instituição.
A entidade é um dos parceiros habituais do Doclisboa e, na edição deste ano, vai acolher uma retrospetiva integral da obra da realizadora belga Chantal Akerman, que estará em Lisboa para participar no evento. 
A Cinemateca vai exibir a filmografia integral de Chantal Akerman, que se prolongará além do encerramento do Doclisboa. 
Entre outros, serão exibidos "La Chambre" (1972), "Les Annés 80" (1983),  "Jai Faim, Jai Froid" (1984), "Chantal Akerman par Chantal Akerman" (1996),  "Sud" (1999) e "De LAutre Côté" (2002). 
No final da conferência de imprensa, em declarações à agência Lusa, José Manuel Costa acrescentou apenas que a entidade "está a viver um momento crucial para tentar resolver a situação". 
"Nos próximos dias vamos saber mais sobre as medidas de controle orçamental, para apurar se os problemas existentes serão resolvidos", indicou. 
No âmbito da recente reestruturação das entidades públicas empresariais da área da cultura, a Cinemateca Portuguesa foi incluída no novo Agrupamento  Complementar de Empresas, que passou a ser denominado GESCULT - Serviços  Partilhados da Cultura.  
O GESCULT reúne a Cinemateca, a Companhia Nacional de Bailado e os teatros nacionais D. Maria II e São Carlos, em Lisboa, e o São João, no Porto.
A orgânica deste conjunto de entidades foi aprovada em Conselho de Ministros a 12 de julho deste ano, no âmbito do Programa de Redução e Melhoria da  Administração Central (PREMAC).  
A lei orgânica do GESCULT entrará em vigor a 01 de outubro de 2012.
(fonte: Lusa)

Cultura sai à rua a 13 de Outubro



As artes plásticas, a música e a dança deverão manifestar-se na Praça de Espanha, no dia 13 de Outubro, como resposta aos cortes no financiamento das companhias de teatro e à privatização do serviço público de rádio e televisão.

Um grupo de artistas portugueses decidiu juntar-se à contestação geral contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo no sector da cultura. E recebeu o apoio do movimento “Que se lixe a Troika – Queremos as nossas vidas de volta”, que esteve na génese das manifestações do 15 de Setembro.

Sofia Nicholson, actriz e porta-voz do grupo, afirma que pretendem “dar a cara pela identidade de um país para que ela não morra”. Segundo o cantor Carlos Mendes, o objectivo é criar uma “cultura de resistência” perante “os ataques brutais ao povo, à cultura e ao património”. “Os artistas querem demonstrar que estão vivos e não adormecidos”, acrescenta.

O movimento “Que se lixe a Troika” decidiu associar-se à causa. De acordo com o porta-voz João Camargo, “é uma iniciativa com todo o mérito do mundo”. O projecto multicultural ambiciona criar um “festival” durante todo o dia, na Praça de Espanha, em Lisboa, que junte representantes da música, das artes plásticas, da dança, da pintura, entre outros. Até ao momento estão confirmados os Homens da Luta, Janita Salomé, Pedro Barroso e Filipa Pais.

(fonte: http://www.publico.pt)

10ª edição do Doclisboa


A programação do festival, organizado pela Apordoc - Associação pelo Documentário, foi hoje apresentada na Culturgest pela direção e alguns dos parceiros habituais na produção, como a Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema.
Susana de Sousa Dias, Cinta Pelejà, Cíntia Gil e Ana Jordão, responsáveis pela direção do certame dedicado ao cinema documental, sublinharam que o festival foi feito num "quadro de crise económica e social, que também se refletiu no cinema, porque este ano não foram abertos concursos de apoios públicos". 
No entanto, a organização decidiu apostar este ano na exibição de filmes portugueses: no total de 186 filmes que o festival vai exibir, 68 são portugueses.
Em declarações à agência Lusa, no final da conferência de imprensa, Cinta Pelejà, da direção do Doclisboa, indicou que nesta edição, de décimo aniversário, "há um aumento considerável de filmes portugueses para dar visibilidade aos jovens cineastas".
"Há sobretudo mais curtas-metragens portuguesas e várias primeiras obras em longa-metragem, três delas em competição, e que foram totalmente autoproduzidas", vincou a responsável, sustentando que o objetivo é "incentivar os novos realizadores". 
Essas três primeiras obras, que serão exibidas no festival em estreia mundial, são "Cativeiro", de André Gil Mata, "O Sabor do Leite Creme", de Rossana Torres e Hiroatsu Suzuki, e "Seems so Long Ago, Nancy", de Tatiana Macedo. 
Dos 68 filmes portugueses, nove longas e oito curtas-metragens estarão em competição a nível nacional. 
A sessão de abertura do Doclisboa está marcada para 18 de outubro também com um filme português, "A última vez que vi Macau", de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, distinguido no Festival de Cinema de Locarno com uma menção especial do júri. 
Esta longa-metragem vai ser a única portuguesa na competição internacional, que conta com um total de 11 filmes, entre eles "The Burning Bright - Scenes from the Class Struggles in Madrid", de Sylvain George (França), em estreia  mundial, e "Sofias Last Ambulance", primeira obra de Ílian Metev (Bulgária, Croácia, Alemanha).
O Doclisboa vai também promover um conjunto de mesas-redondas, entre as quais uma sobre os laboratórios independentes em Portugal, com o objetivo de abrir o debate público sobre o destino dos equipamentos laboratoriais da Tobis, a mais antiga produtora portuguesa de cinema, vendida este ano a privados. 
O encerramento do Doclisboa está marcado para 28 de outubro, com a obra "Cesare Deve Morire", de Paolo e Vittorio Taviani (Itália), vencedor do Urso de Ouro da edição deste ano do Festival de Berlim.
O cineasta romeno Andrei Ujica, que realizou "The Autobiography of Nicolae Ceausescu" (2010), vai presidir ao júri da competição internacional, que reunirá quatro prémios. 
Será também atribuído um prémio para o melhor documentário de investigação, e cinco prémios na competição portuguesa. 
Entre 18 e 28 de outubro, o festival vai decorrer em sete espaços culturais  de Lisboa: Culturgest, Cinema Londres, Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa,  Carpe Diem Arte e Pesquisa, Galeria Palácio Galveias e LuxFrágil. (fonte: http://sicnoticias.sapo.pt)

Gubenkian e Instituto Cultural de Macau assinam protocolo



No protocolo, que será assinado na quarta-feira, pelo presidente da fundação com sede em Lisboa, Artur Santos Silva, e pelo presidente do instituto macaense, Ung Vai Meng, "as duas partes comprometem-se a colaborar nas áreas das artes visuais e das artes performativas contemporâneas", adiantou Elisabete Caramelo, do serviço de comunicação da Fundação Calouste Gulbenkian. 

O protocolo será assinado na quarta-feira de manhã, depois de Ung Vai Meng visitar os museus da Gulbenkian. 

Ung Vai Meng integra uma delegação chinesa, chefiada pelo secretário dos Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, que está em Portugal desde sábado. "Este é o primeiro protocolo a ser assinado pela fundação e por um organismo cultural macaense com vista à divulgação das artes portuguesas", destacou Elisabete Caramelo.
 
Macau, território que era administrado por Portugal, passou para administração chinesa a 20 de dezembro de 1999. (fonte: http://www.parlamentoglobal.pt)

Designers portugueses estreia-se na semana de Design de Pequim



Macau

Uma dupla de designers portugueses vai participar, pela primeira vez, na semana de Design de Pequim, onde apresenta uma "coleção experimental", integrada numa mostra coletiva, disse à agência Lusa Clara Brito.


"A exposição chama-se 'Paper Create'. É uma exposição coletiva com artistas de Taiwan, da China e de Macau e é integrada na semana de Design de Pequim, em que fomos convidados para participar com o projeto 'Paper 4 Fashion', que tínhamos apresentado em outubro do ano passado na Feira Internacional de Macau, durante o "Macau Fashion Festival", afirmou a designer.
Clara Brito explicou que se trata de uma "coleção experimental e criativa" composta por oito vestidos produzidos num material que parece papel - o Tyvek - e que tem vindo a ser usado regularmente nos produtos da 'Lines Lab'.
"É uma coleção em que os desenhos são motivos inspirados em papéis de parede antigos, que foram por nós redesenhados e depois recortados a laser sobre o material, ficando assim uns vestidos brancos rendilhados", acrescentou.
Além da exposição, patente até 01 de outubro, três dos oito vestidos foram selecionados para "um pequeno desfile de moda" realizado na terça-feira, na pré-abertura da semana de Design de Pequim, que decorre de sexta-feira a 06 de outubro.
"Correu muito bem. Fomos convidados por uma revista de publicidade da China para contribuir para uma imagem para a capa, na qual estamos agora a trabalhar e, acima de tudo, criámos contactos muito próximos com o comité organizativo da semana de Design de Pequim. Por isso, acho que pode ser a porta para futuras colaborações", acrescentou.
Em perspetiva, está o contacto com os criativos, já que esta "é uma semana de design que se está a implementar a nível internacional e por isso existe uma grande participação não só de marcas locais (chinesas), mas também de estrangeiros", considerou.
"A semana tem muitos criativos internacionais, o dia grande de inaugurações vai ser dia 28, e aí terei oportunidade de ver mais o que está a acontecer", adiantou.
Além de "uma maior visibilidade em Pequim", há a possibilidade de a participação da 'Lines Lab' ser repercutida noutras paragens, uma vez que a organização da semana de Design de Pequim vai ficar com algumas peças da dupla de criativos portugueses para "arquivo", podendo vir a apresentá-las noutras exposições.
"De alguma maneira já estamos envolvidos com o mercado de Pequim, não só na produção de eventos, mas também na venda e distribuição dos nossos produtos, mas queremos aumentar as nossas relações e por isso eventos como este são uma ótima oportunidade para isso acontecer", resumiu.
A 'Lines Lab' é referida em sexto lugar numa lista de 20 pessoas e entidades culturais mais inspiradoras no mundo lusófono, elaborada pela revista inglesa Monocle, que dedica o último número à importância da língua portuguesa e do mundo lusófono.
(fonte: Diário Digital com Lusa)

Museu do Pão comemora 10 anos



O projeto que nasceu com o objetivo de elevar o património, a história, os sabores e os saberes do pão português, nas suas vertentes etnográfica, política, social, história, religiosa e artística, surge integrado na paisagem exuberante da Serra da Estrela e compreende um complexo museológico de 3.500 m2, com diversas salas expositivas, um restaurante, um bar-biblioteca, uma mercearia antiga e um ateliê de arte em pão. As comemorações têm-se estendido ao longo do ano com um conjunto de iniciativas, entre as quais se destacam a renovação da nova ala pedagógica, a organização de uma exposição com uma retrospetiva histórica das várias iniciativas mais emblemáticas que o museu realizou ao longo destes 10 anos e a edição de um livro com o levantamento descritivo do espólio do Museu do Pão. O ano de 2012 tem sido, aliás, marcante na história do museu, que não só celebra o 10º aniversário, como também este ano já comemorou outro marco ao atingir um milhão de visitantes. O Museu do Pão dispõe de quatro salas expositivas que pretendem exibir e recriar as várias vertentes do pão português: “O Ciclo do Pão; “O Pão Político, Social e Religioso, “A Arte do Pão” e a “Sala Pedagógica - O Mundo Fantástico do Pão. As atividades do Museu do Pão não se esgotam nas salas expositivas, pelo que desde a sua inauguração e até ao momento, o Museu do Pão, mostrou 18 exposições temporárias e realizou até à data 74 tertúlias culturais que têm como objetivo a troca de conhecimentos entre diferentes personalidades do panorama nacional, que demonstram interesse pela aprendizagem e partilha de opiniões e experiências, pretendendo conhecer o que de melhor tem a cultura portuguesa.
(fonte: http://www.guarda.pt)