segunda-feira, 1 de outubro de 2012

10ª edição do Doclisboa


A programação do festival, organizado pela Apordoc - Associação pelo Documentário, foi hoje apresentada na Culturgest pela direção e alguns dos parceiros habituais na produção, como a Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema.
Susana de Sousa Dias, Cinta Pelejà, Cíntia Gil e Ana Jordão, responsáveis pela direção do certame dedicado ao cinema documental, sublinharam que o festival foi feito num "quadro de crise económica e social, que também se refletiu no cinema, porque este ano não foram abertos concursos de apoios públicos". 
No entanto, a organização decidiu apostar este ano na exibição de filmes portugueses: no total de 186 filmes que o festival vai exibir, 68 são portugueses.
Em declarações à agência Lusa, no final da conferência de imprensa, Cinta Pelejà, da direção do Doclisboa, indicou que nesta edição, de décimo aniversário, "há um aumento considerável de filmes portugueses para dar visibilidade aos jovens cineastas".
"Há sobretudo mais curtas-metragens portuguesas e várias primeiras obras em longa-metragem, três delas em competição, e que foram totalmente autoproduzidas", vincou a responsável, sustentando que o objetivo é "incentivar os novos realizadores". 
Essas três primeiras obras, que serão exibidas no festival em estreia mundial, são "Cativeiro", de André Gil Mata, "O Sabor do Leite Creme", de Rossana Torres e Hiroatsu Suzuki, e "Seems so Long Ago, Nancy", de Tatiana Macedo. 
Dos 68 filmes portugueses, nove longas e oito curtas-metragens estarão em competição a nível nacional. 
A sessão de abertura do Doclisboa está marcada para 18 de outubro também com um filme português, "A última vez que vi Macau", de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, distinguido no Festival de Cinema de Locarno com uma menção especial do júri. 
Esta longa-metragem vai ser a única portuguesa na competição internacional, que conta com um total de 11 filmes, entre eles "The Burning Bright - Scenes from the Class Struggles in Madrid", de Sylvain George (França), em estreia  mundial, e "Sofias Last Ambulance", primeira obra de Ílian Metev (Bulgária, Croácia, Alemanha).
O Doclisboa vai também promover um conjunto de mesas-redondas, entre as quais uma sobre os laboratórios independentes em Portugal, com o objetivo de abrir o debate público sobre o destino dos equipamentos laboratoriais da Tobis, a mais antiga produtora portuguesa de cinema, vendida este ano a privados. 
O encerramento do Doclisboa está marcado para 28 de outubro, com a obra "Cesare Deve Morire", de Paolo e Vittorio Taviani (Itália), vencedor do Urso de Ouro da edição deste ano do Festival de Berlim.
O cineasta romeno Andrei Ujica, que realizou "The Autobiography of Nicolae Ceausescu" (2010), vai presidir ao júri da competição internacional, que reunirá quatro prémios. 
Será também atribuído um prémio para o melhor documentário de investigação, e cinco prémios na competição portuguesa. 
Entre 18 e 28 de outubro, o festival vai decorrer em sete espaços culturais  de Lisboa: Culturgest, Cinema Londres, Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa,  Carpe Diem Arte e Pesquisa, Galeria Palácio Galveias e LuxFrágil. (fonte: http://sicnoticias.sapo.pt)

Gubenkian e Instituto Cultural de Macau assinam protocolo



No protocolo, que será assinado na quarta-feira, pelo presidente da fundação com sede em Lisboa, Artur Santos Silva, e pelo presidente do instituto macaense, Ung Vai Meng, "as duas partes comprometem-se a colaborar nas áreas das artes visuais e das artes performativas contemporâneas", adiantou Elisabete Caramelo, do serviço de comunicação da Fundação Calouste Gulbenkian. 

O protocolo será assinado na quarta-feira de manhã, depois de Ung Vai Meng visitar os museus da Gulbenkian. 

Ung Vai Meng integra uma delegação chinesa, chefiada pelo secretário dos Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, que está em Portugal desde sábado. "Este é o primeiro protocolo a ser assinado pela fundação e por um organismo cultural macaense com vista à divulgação das artes portuguesas", destacou Elisabete Caramelo.
 
Macau, território que era administrado por Portugal, passou para administração chinesa a 20 de dezembro de 1999. (fonte: http://www.parlamentoglobal.pt)

Designers portugueses estreia-se na semana de Design de Pequim



Macau

Uma dupla de designers portugueses vai participar, pela primeira vez, na semana de Design de Pequim, onde apresenta uma "coleção experimental", integrada numa mostra coletiva, disse à agência Lusa Clara Brito.


"A exposição chama-se 'Paper Create'. É uma exposição coletiva com artistas de Taiwan, da China e de Macau e é integrada na semana de Design de Pequim, em que fomos convidados para participar com o projeto 'Paper 4 Fashion', que tínhamos apresentado em outubro do ano passado na Feira Internacional de Macau, durante o "Macau Fashion Festival", afirmou a designer.
Clara Brito explicou que se trata de uma "coleção experimental e criativa" composta por oito vestidos produzidos num material que parece papel - o Tyvek - e que tem vindo a ser usado regularmente nos produtos da 'Lines Lab'.
"É uma coleção em que os desenhos são motivos inspirados em papéis de parede antigos, que foram por nós redesenhados e depois recortados a laser sobre o material, ficando assim uns vestidos brancos rendilhados", acrescentou.
Além da exposição, patente até 01 de outubro, três dos oito vestidos foram selecionados para "um pequeno desfile de moda" realizado na terça-feira, na pré-abertura da semana de Design de Pequim, que decorre de sexta-feira a 06 de outubro.
"Correu muito bem. Fomos convidados por uma revista de publicidade da China para contribuir para uma imagem para a capa, na qual estamos agora a trabalhar e, acima de tudo, criámos contactos muito próximos com o comité organizativo da semana de Design de Pequim. Por isso, acho que pode ser a porta para futuras colaborações", acrescentou.
Em perspetiva, está o contacto com os criativos, já que esta "é uma semana de design que se está a implementar a nível internacional e por isso existe uma grande participação não só de marcas locais (chinesas), mas também de estrangeiros", considerou.
"A semana tem muitos criativos internacionais, o dia grande de inaugurações vai ser dia 28, e aí terei oportunidade de ver mais o que está a acontecer", adiantou.
Além de "uma maior visibilidade em Pequim", há a possibilidade de a participação da 'Lines Lab' ser repercutida noutras paragens, uma vez que a organização da semana de Design de Pequim vai ficar com algumas peças da dupla de criativos portugueses para "arquivo", podendo vir a apresentá-las noutras exposições.
"De alguma maneira já estamos envolvidos com o mercado de Pequim, não só na produção de eventos, mas também na venda e distribuição dos nossos produtos, mas queremos aumentar as nossas relações e por isso eventos como este são uma ótima oportunidade para isso acontecer", resumiu.
A 'Lines Lab' é referida em sexto lugar numa lista de 20 pessoas e entidades culturais mais inspiradoras no mundo lusófono, elaborada pela revista inglesa Monocle, que dedica o último número à importância da língua portuguesa e do mundo lusófono.
(fonte: Diário Digital com Lusa)

Museu do Pão comemora 10 anos



O projeto que nasceu com o objetivo de elevar o património, a história, os sabores e os saberes do pão português, nas suas vertentes etnográfica, política, social, história, religiosa e artística, surge integrado na paisagem exuberante da Serra da Estrela e compreende um complexo museológico de 3.500 m2, com diversas salas expositivas, um restaurante, um bar-biblioteca, uma mercearia antiga e um ateliê de arte em pão. As comemorações têm-se estendido ao longo do ano com um conjunto de iniciativas, entre as quais se destacam a renovação da nova ala pedagógica, a organização de uma exposição com uma retrospetiva histórica das várias iniciativas mais emblemáticas que o museu realizou ao longo destes 10 anos e a edição de um livro com o levantamento descritivo do espólio do Museu do Pão. O ano de 2012 tem sido, aliás, marcante na história do museu, que não só celebra o 10º aniversário, como também este ano já comemorou outro marco ao atingir um milhão de visitantes. O Museu do Pão dispõe de quatro salas expositivas que pretendem exibir e recriar as várias vertentes do pão português: “O Ciclo do Pão; “O Pão Político, Social e Religioso, “A Arte do Pão” e a “Sala Pedagógica - O Mundo Fantástico do Pão. As atividades do Museu do Pão não se esgotam nas salas expositivas, pelo que desde a sua inauguração e até ao momento, o Museu do Pão, mostrou 18 exposições temporárias e realizou até à data 74 tertúlias culturais que têm como objetivo a troca de conhecimentos entre diferentes personalidades do panorama nacional, que demonstram interesse pela aprendizagem e partilha de opiniões e experiências, pretendendo conhecer o que de melhor tem a cultura portuguesa.
(fonte: http://www.guarda.pt)

A Cultura representa 3,1% de riqueza gerada em Portugal



O sector cultural e criativo representou 3,1 por cento da riqueza criada e 2,7 por cento do emprego em Portugal no ano de 2010, apesar de o ramo manter um défice comercial, segundo um estudo hoje revelado.
O relatório, encomendado pela Samsung Portuguesa aquando do seu 30.º aniversário e realizado pela Augusto Mateus e Associados, refere que em 2010 Portugal exportou 1.322 milhões de dólares (1.020 milhões de euros) em bens culturais e criativos, 2.139 milhões de dólares (1.650 milhões de euros) em bens relacionados e 1.523 milhões de dólares (1.175 milhões de euros) em serviços.
«O contributo deste sector cultural e criativo já compara bem com outros sectores mais tradicionais e emblemáticos da economia portuguesa, como são os casos do têxtil e vestuário, da alimentação e bebidas ou do sector automóvel», revelou a Samsung em comunicado.
De acordo com o relatório, o défice comercial do sector mantém-se, tendo sido de 566 milhões de dólares (437 milhões de euros) em 2010, perto de metade do valor registado em 2002.
«Importa referir também que o desempenho exportador da economia portuguesa é suficientemente interessante, apesar de alguma ‘turbulência’», escrevem os autores do estudo.
O documento conclui que o papel do sector cultural e criativo «pode e deve ser valorizado no contexto da construção de um novo paradigma de produção e de consumo susceptível de suportar o crescimento económico numa trajectória de superação da presente crise económica e financeira», realçando as «dinâmicas positivas» do ‘design’, ‘arts & crafts’, moda, novos media e audiovisual.
(fonte Lusa)

Queres ser actor num filme de Peter Greenaway?



A Guimarães 2012 — Capital Europeia da Cultura anunciou que o realizador britânico Peter Greenaway procura “actores de todo o país para participar no seu novo filme”.

A película, intitulada “Just In Time”, é rodada a três dimensões e tem como cenário a cidade de Guimarães. Até ao próximo sábado, os “actores de todas as idades” podem enviar o seu currículo e fotografia para o endereço eletrónicojustintimecec2012@gmail.com.

“Just In Time” é a primeira experiência de Peter Greenaway no formato 3D, e tem filmagens agendadas para o próximo mês de Outubro, esclarece a Guimarães 2012. “A obra insere-se no projeto ‘Curtas em 3D’, que pretende reflectir sobre a evolução dos filmes a três dimensões e a sua validade no cinema de hoje”, lê-se no mesmo comunicado.

“A iniciativa propõe-se produzir uma longa-metragem composta ainda por duas outras visões, realizadas por Jean-Luc Godard e Edgar Pêra, cineastas que já passaram por Guimarães”, acrescenta a Capital Europeia da Cultura.

Peter Greenaway, 70 anos, é o realizador de filmes como “O Cozinheiro, o Ladrão, a Sua Mulher e o Amante Sela”, “O Contrato do Desenhador”, “A Barriga do Arquitecto”, entre as cerca de 20 longas-metragens que dirigiu. O realizador assinou também cerca de 30 curtas-metragens, entre elas, “The Bridge” e “M is for Man, Music, Mozart” e várias séries para televisão. Em 1988 ganhou o Prémio de Melhor Contribuição Artística, no Festival de Cannes, por “Drowning by Numbers”.
(fonte: P3)

Rita Redshoes e Legendary Tiger Man

Rita Redshoes e The Legendary Tiger Man vão estrear a banda sonora criada para o filme de 1920 «Der Schlingel – o Facínora».


Este filme, do realizador alemão Conrad Wilhelm Meyersick, foi descoberto o ano passado em Espanha e tem a particularidade de ter cenas gravadas em Guimarães. A sua estreia, desta vez num formato de cine-concerto, acontece esta sexta-feira, pelas 21h30 no CAE São Mamede no âmbito de Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura. 
No dia seguinte, a dupla estará no Cine Teatro de Estarreja a apresentar um outro Cine-Concerto, desta vez «Estrada de Palha», o western português realizado por Rodrigo Areias.