quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Alice Alves apresenta exposição de pintura “Sementes do Universo”


“Sementes do Universo”, assim se intitula o ateliê de pintura que Alice Alves está a realizar até ao dia 2 de setembro na Igreja de Santiago, na vila medieval de Monsaraz. A pintora está a trabalhar ao vivo e a mostrar os seus trabalhos todos os dias entre as 10h e as 12h30 e das 14h às 18h.

Este ateliê de pintura está integrado no ciclo de exposições Monsaraz Museu Aberto, organizado pelo Município de Reguengos de Monsaraz. Alice Alves é uma pintora autodidata que iniciou a sua atividade artística há mais de uma década.

Desde 2005 participou em exposições individuais e coletivas em França, Alemanha, Espanha e Portugal. A artista considera que a natureza que temos de proteger é a sua fonte contínua de inspiração e o seu objetivo é que as pessoas que veem as suas obras reflitam sobre a existência e a exigência da vida, da natureza e dos seres vivos.

Alice Alves apresentou este ano os seus trabalhos na bienal cultural Monsaraz Museu Aberto, tendo assim prolongado o seu ateliê de pintura na Igreja de Santiago. Esta é a terceira participação da artista no ciclo de exposições Monsaraz Museu Aberto. No ano passado realizou uma mostra individual e outra em parceria com o escultor Jean Buyer.

Bienal do Douro: Promove workshop de gravura não tóxica



Participam 16 artistas provenientes de 11 países como o Brasil, Austrália Japão, México, Chile, Sérvia, Grécia, Espanha, Itália, Turquia e Portugal.
O Auditório Municipal de Alijó foi o espaço escolhido para esta ação e uma vez que aí se encontra a maior exposição da Bienal, de um total de 12 que se encontram espalhadas por todo o Douro até Bragança, constitui mais uma interessante forma de cativar públicos, que assim poderão ver e compreender melhor esta secular arte.

De salientar que esta é a única Bienal de Gravura do país e que desde 2001 promove a arte da gravura de uma forma impar em Portugal. Numa região classificada com dois Patrimónios da Humanidade pela Unesco, a paisagem e o património arqueológico do Vale do Côa, onde pontificam milhares de gravuras de todos os períodos da nossa história, esta Bienal vem por outro lado, manter essa tradição da gravura na contemporaneidade, aliando na perfeição o passado e o presente mas sempre com os olhos postos no futuro, visando o desenvolvimento cultural, turístico e fundamentalmente, criando no Douro um evento de nível mundial poucas vezes visto acontecer fora da capital. A crescer de edição para edição e mesmo sujeito a cortes orçamentais extremos como aconteceu particularmente para esta 6ª Bienal, ela consegue por via da arte exposta, e dos 325 artistas provenientes de 63 países manter um nível de qualidade notável e que a mantém, apesar de tudo, como uma das mais importantes Bienais do mundo. A comprovar basta visitar as exposições que se encontram em Alijó no Auditório Municipal, Biblioteca, espaço urbano e piscinas, no Museu do Douro (Régua), Museu do Côa, Teatro de Vila Real, Museu do Pão e do Vinho (Favaios), Quinta do Portal (Sabrosa) e Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (Bragança).

Apesar da crise económica que atravessamos é de salientar alguns apoios institucionais como o programa Leader, o Município e Freguesia de Alijó, a Fundação Côa Parque, Universidade Interamericana (Porto Rico), Quinta do Portal, C.G.D, Reklame, BES e delegação Regional de Cultura do Norte.

Com uma assistência onde para além dos nacionais, marcam forte presença o público estrangeiro, a Bienal arrancou no dia 10 de Agosto e prolonga-se até 30 de Setembro.

(fonte: http://www.noticiasdevilareal.com)

Sines: Teatro do Mar levou a cultura portuguesa a Londres


O Teatro do Mar apresentou-se em Inglaterra, a convite do Teatro Nacional de Londres, para 
três representações do seu espetáculo NUSQUAM, nos dias 3, 4 e 5 de agosto. 
Nos últimos anos a companhia sedeada em Sines tem sido presença regular em festivais internacionais em numerosos países da Europa, mas esta é a sua estreia em Inglaterra, precisamente no momento em que a capital inglesa recebe as Olimpíadas e milhões de pessoas de todo o mundo. 
O espetáculo que o Teatro do Mar levou a Londres, NUSQUAM, é uma criação de 
Julieta Aurora Santos que a companhia apresenta como “uma reflexão sobre a natureza 
humana”, “um retrato possível do homem contemporâneo na busca de si próprio e da sua 
razão de ser no mundo.” (fonte: http://www.radiosines.com)

INSCRIÇÕES PARA Cri.D.A. – CRIAÇÃO DIGITAL ACADÉMICA



Dirigido aos estudantes do ensino superior do norte do país, o Cri.D.A (Criação Digital Académica) é um concurso que pretende promover a criatividade em arte interativa, tendo como objetivo a promoção de instalações em espaços de Guimarães e a criação de condições para um contacto mais estreito entre estudantes das várias instituições de ensino.
As propostas de instalações interativas – a apresentar por grupos de estudantes ou estudantes a título individual – serão avaliadas por um júri composto por cinco elementos. Os cinco projetos mais votados serão premiados com um montante de 2500 euros, destinados a suportar os custos envolvidos na sua apresentação, tais como a aquisição de equipamento, deslocações, entre outras despesas. Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura disponibilizará os locais, a energia elétrica e a vigilância das instalações, cabendo aos selecionados a responsabilidade integral de reunir o equipamento necessário para a apresentação do trabalho.

As instalações poderão ser visitadas entre 1 e 15 de outubro de 2012

As propostas devem ser enviadas até 15 de setembro, para o e-mail cridaCEC2012@gmail.com. Os resultados serão divulgados a 20 de setembro. (fonte: http://www.guimaraes2012.pt)

Festival Guimarães Jazz - Guimarães 2012



Os criadores do Festival Guimarães Jazz reforçaram a «relação de amor» da cidade com o jazz, com a abertura de uma escola de música para partilhar, sentir e tocar sem barreiras aquela sonoridade musical.

Em declarações à agência Lusa, o director artístico da nova escola, César Machado, explicou que este projecto permitirá «dar continuidade à vertente da formação» do festival.
O Guimarães Jazz foi criado e é organizado pela Associação Convívio há 21 anos e, no ano em que Guimarães é Capital Europeia da Cultura, reforça a «relação de amor» da cidade com o jazz.

«Uma das coisas que nós, Convívio, queremos é alargar o festival além das duas semanas que dura», afirmou César Machado, explicando que «mais do que apresentar bons concertos», o Guimarães Jazz tem «um objectivo claro de formação».

No entanto, salientou este responsável, «as sementes de formação lançadas pelo festival não estavam a ser cultivadas nem potenciadas», uma vez que, em Guimarães, «não existe uma estrutura de formação musical na área do jazz».

A iniciar no ano lectivo de 2012-2013, a escola terá uma oferta educativa em áreas como piano, contrabaixo, bateria, saxofone, voz, trompete, teoria e formação musical, entre outras.
«Mais do que ensinar música, o objectivo é criar laços com o jazz, um verdadeiro exercício de amor, para sentir a música. Queremos um local de cumplicidades entre professores, alunos, de troca e partilha de sons e história», afirmou César Machado.

Além das aulas de música, esta nova valência do Convívio terá uma local dedicado à história do jazz porque, explanou o responsável, «o jazz vai muito além da música, tem história, tem alma e essa alma deve ser partilhado».

César Machado adiantou ainda à Lusa que a tradição de percussionismo de Guimarães vai ser respeitada neste projecto.

«Guimarães tem o maior número de percussionistas por metro quadrado do país por causa da tradição das festas do Pinheiro, com os bombos. Vamos aproveitar essa aptidão e inseri-la no jazz», adiantou.

Para isso, será desenvolvida uma Brass Band. «O jazz começou nas ruas, com metais puros e só mais tarde o contrabaixo e instrumentos de percussão. Aqui vamos fazer ao contrário. Temos a percussão e vamos inserir os metais», explanou.

Segundo o responsável, a criação desta escola é, por isso, um «passo natural» na relação da associação com o jazz.

As inscrições já estão abertas e «são para toda a gente» até porque, «a intenção é criar um espaço em que o jazz se toque sem barreiras», salientou César Machado.
«Estamos a aproveitar uma história de amor que já existe em Guimarães», concluiu.

Festival Shakespeare em cena na Capital Europeia da Cultura 2012



A convite da Capital Europeia da Cultura, quatro escolas de expressão dramática, oriundas de três países europeus, Portugal, Alemanha e Espanha, sobem ao palco de Guimarães 2012 reinterpretando algumas das obras mais emblemáticas do poeta e dramaturgo inglês.

Deste modo o festival fomenta o intercâmbio entre os estudantes de teatro de escolas europeias e, simultaneamente, pode apresentar ao público, de forma gratuita, uma nova perspectiva, uma nova dimensão sobre a obra de um nome incontornável na dramaturgia universal.
“António e Cleópatra” abriu o Festival. Trata-se de uma produção da Folkwang University of the Arts, uma das mais conceituadas e históricas escolas alemãs, fundada em 1927, que aposta no cruzamento multidisciplinar de várias expressões artísticas.

Hoje, 07 de Agosto, sobe à cena a peça “Romeu e Julieta”, representada pelo Balleteatro, numa encenação de Marcos Barbosa.
A interpretação da companhia portuense sobre a história de amor trágica criada por Shakespeare tem como base o excerto da obra: “ou morre o amor ou morrem os amantes”.
No dia 08 de Agosto, “Tempestade”, o último texto completo de Shakespeare será representado pela Escola Superior de Arte Dramática da Galiza.

O ciclo de peças do festival encerra, no dia 09 de Agosto, com uma adaptação contemporânea de “Romeu e Julieta” pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.

No último dia do Festival decorrerá um seminário sobre o tema“Adaptar Shakespeare”. Trata-se de uma discussão sobre as questões ligadas à adaptação das obras de Shakespeare, nomeadamente o porquê demuitas companhias optarem pelos textos do poeta inglês em detrimento de criações originais e ainda a partir de que momento as novas interpretações dão lugar a uma obra artística autónoma e de que forma reflectem a sociedade contemporânea.
Do painel de oradores constam Francesca Rayner, Professora Auxiliar na Universidade do Minho e investigadora da política cultural da representação em Portugal; Luis Mestre, dramaturgo responsável pela encenação da peça “À Procura de Ricardo III”; e Miguel Ramalhete Gomes, da Universidade do Porto, que explicará as adaptações de Shakespeare pelo dramaturgo alemão Heiner Müller.

A entrada em todos os eventos do Festival Shakespeare é gratuita, estando apenas limitada ao espaço existente.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

«Nanocubismo», de Rita Adolff-Wollfarth: Exposição em Faro



Rita Adolff-Wollfarth, uma das artistas alemãs mais reputadas a nível internacional, vai ser a responsável pela exposição de pintura «Nanocubismo – Partita em Luz e Cor», que o museu municipal de Faro vai acolher a partir de dia 29 de agosto.

Já este ano, entre abril e maio, a artista viu as suas obras expostas no Museu de Arte Moderna de pinturas a óleo em Shangai, China, chegando agora a vez de Portugal e da cidade de Faro como o próximo destino escolhido para a exibição desta série de quadros dedicados ao nanocubismo.

Trata-se do ponto de partida da artista para o movimento modernista do cubismo, ou seja, o conceito da “demolição ou ampliação da perspetiva linear a favor de uma perspetiva complexa de simultaneidade temporal e espacial”.

Através do recurso ao nanocubismo, a artista envereda por um caminho muito próprio, até hoje nunca trilhado desta forma por nenhum pintor na Alemanha.

A sensibilidade artística de Rita Adolff-Wollfarth foi formada durante a sua juventude por Hermann Keil, professor e director da Academia de Arte de Karlsruhe, uma instituição de vanguarda na época.

A sua obra tem obtido um forte reconhecimento na sua arena internacional através de exposições, apresentações e eventos, atingindo um cume especial em 1970, em Osaka, onde a apresentação da artista ganhou o prémio da cidade.

Nos anos seguintes, e em paralelo com a evolução da sua carreira como pintora, Adolff-Wollfarth distinguiu-se ainda como designer de grande determinação artística, especialmente nas disciplinas de design de interiores, artes gráficas e design estilístico arquitectónico. 

A inauguração desta exposição, no dia 29, que será abrilhantada pela atuação musical de um trio de guitarras portuguesas, contará com as presenças do presidente da Câmara Municipal de Faro, Macário Correia, e do curador Rudolf Hanisch, vindo de Munique (Alemanha). 
(Fonte:  http://www.regiao-sul.pt)