segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Filmes portugueses distinguidos no Festival de Locarno



O filme "La fille de nulle part", do francês Jean Claude Brisseau, foi o vencedor do Leopardo de Ouro, do festival de cinema de Locarno, que também contemplou duas obras de portugueses com um prémio e uma menção especial do júri.
A longa-metragem "A última vez que vi Macau", de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, que estava a concurso com outros 18 filmes, mereceu uma menção especial do júri à "extraordinária personagem Candy" e a sua "poderosa presença através da ausência ressoou para o júri como uma representação da imensa coragem do cinema português em tempos em que os falhanços dos governos e dos sistemas sociais ameaçam as artes cinematográficas no mundo inteiro".
A curta-metragem "O que arde cura", também do realizador João Rui Guerra da Mata, que concorria na secção "Pardi di domani" que procura "novos talentos" em filmes de menor duração, foi atribuído o prémio "Legendagem de Filme e Vídeo", que financia a legendagem do filme em três línguas europeias.
O vencedor deste concurso internacional suíço, "La fille de nulle part" com Virgínia Legeay e Claude Morel, conta a história de um encontro entre Michel, um professor de matemática na reforma, que vive só após a morte da sua mulher, e Dora, uma jovem sem abrigo. A sua presença traz um pouco de frescura à vida de Michel, mas pouco a pouco o seu apartamento transforma-se no palco de fenómenos misteriosos.
O prémio especial do júri foi atribuído a "some "Somebody up there likes me" de Bob Byington (USA) enquanto o Leopardo para melhor realização foi entregue ao chinês Ying Liang, 35 anos, pelo filme "When Night Falls", que também levou o prémio para melhor atriz, atribuído a An Nai.
O prémio para melhor ator foi entregue a Walter Saabel pela sua interpretação no filme austríaco "Der Glanz des Tages", de Tizza Covi et Rainer Frimmel enquanto o prémio para o melhor realizador emergente foi entregue a Joel Potrykus, realizador de "Ape".
O filme português que mereceu a menção especial do júri, "A última vez que vi Macau" teve estreia mundial neste festival e conta a história de um homem que recebe um pedido de ajuda de uma ex-amante, Candy, que se radicou em Macau. Viajando para a cidade onde vivera trinta anos, o homem vive uma série de desencontros que transformam Candy quase num fantasma.
No Festival de Locarno, na secção de curtas-metragens também foi apresentado Zwazo", de Gabriel Abrantes, e o festival de curtas-metragens de Vila do Conde, que cumpriu 20 edições, será no sábado objeto de uma homenagem com a projeção de quatro filmes produzidos para este aniversário. (fonte: http://expresso.sapo.pt)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Guimarães 2012 CEC leva música aos comboios da CP e estações



Numa iniciativa conjunta com a CP - Comboios de Portugal, a Capital Europeia da Cultura convida os passageiros dos comboios urbanos e intercidades - entre Lisboa e Guimarães - a usufruir de uma acção musical espontânea. Estabelecendo uma verdadeira ponte entre capitais - Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura e Lisboa, capital nacional -, a iniciativa promove uma acção que, sobre carris, atravessa o país com música e animação.
 
A iniciativa, desenvolvida no âmbito da Capital Europeia da Cultura, assenta num conceito simples: a música entra no quotidiano, directo e lúdico. A música e a animação surgem assim para integrar e dinamizar contextos quotidianos menos previsíveis e refrescar esses contextos, crian
do momentos que contribuam para uma vivência renovada. Para quem está a caminho de Guimarães, esta iniciativa antecipa o ambiente de festa e diversidade cultural vivido na cidade.


Relembre-se que em 2012 Guimarães é Capital Europeia da Cultura, acolhendo um grande encontro de criadores e criações — música, cinema, fotografia, artes plásticas, arquitetura, literatura, pensamento, teatro, dança e artes de rua. Vão cruzar-se os produtos artísticos imaginados e gerados pelos seus residentes com os que de toda a Europa afluirão à cidade. Ao longo de um ano, Guimarães será promotora da diversidade cultural que caracteriza a Europa, dando a conhecer as suas manifestações culturais e acolhendo as de outros países.

(fonte: http://www.correiodominho.com)

Do Sagrado ao Profano... no Figurado de Barcelos



No início do século passado, surgem em Portugal novos conceitos de preservação cultural, nomeadamente nas áreas artísticas, nas quais o artesanato de Barcelos assume um papel de relevo enquanto manifestação artística popular.
No final dos anos 50, como resultado de um crescente reconhecimento artistico por parte de alguns intelectuais da época, nomes como Rosa Ramalho, Ana Baraça, Rosa Côta ou Mistério (entre outros) lideram uma mudança artística e entram no universo do sagrado, com a produção de peças que retratavam as cenas da vida de Cristo, da Virgem, dos Padroeiros e as Procissões.
A arte popular (figurado) rapidamente adotou os simbolos e imagens presentes na mensagem evangelizadora da Igreja, como forme de expressar e retratar as tradições religiosas do povo.
Estava marcado definitivamente o (re)início de uma abordagem artística que se cimentou até aos dias de hoje, fruto de uma capacidade de conjugação de tradição e modernidade, por parte da imensa e rica comunidade de artistas de Barcelos. (fonte: http://escape.sapo.pt)

Portugueses WE TRUST e Best Youth iniciam digressão conjunta



Os WE TRUST e os Best Youth iniciam, em outubro próximo, uma digressão conjunta pelos auditórios de Portugal, intitulada “This Must Be The Place”.

Em preparação está “um espetáculo único, num registo acústico e intimista”, onde serão interpretadas, em conjunto, músicas dos dois projetos.
Até ao momento, ainda não há informação sobre as salas por onde vão passar, nem tão pouco sobre as datas dos concertos.
Recorde-se que ambos os projetos estiveram presentes nos principais festivais de verão portugueses, tais como o Optimus Primavera Sound ou Optimus Alive’12. Durante este mês, vão ainda passar pela edição 2012 do Sudoeste e pelo EDP Paredes de Coura.

FUSO - Anual de Vídeo Arte Internacional de Lisboa 2012




Mais uma edição do festival de vídeo arte que aproveita o Verão para mostrar ao ar livre peças raramente vistas em Portugal. Os espectadores são convidados a visionar os filmes confortavelmente instalados em espreguiçadeiras, colocadas em jardins, terraços e esplanadas. E a entrada é gratuita.

Este ano, a FUSO divide-se entre o BES Arte & Finança, os jardins do Museu da Electricidade, Museu do Chiado e Museu Nacional de Arte Antiga, o claustro do Museu Nacional de História Natural e o Clube Ferroviário.

A programação de vídeo arte, nacional e internacional, resulta de uma selecção de Dalia Levin, Françoise Parfait, Isabel Nogueira, Jean-François Chougnet, João Laia, José Drummond e Solange Farkas.

Pelas telas do jardim do Museu da Electricidade correm vídeos, curtas ou até longas numa Sessão Competitiva Portugal (dia 22, às 22h00 e 23h30), que inclui a atribuição do Prémio Aquisição Fuso/Fundação EDP, enquanto o programa de Françoise Parfait instala-se, no dia seguinte, às 22h00, nos jardins do MNAC, que a partir das 23h30 recebem "Utopia", um programa de José Drummond.

A 24 de Agosto, destaque para a estreia mundial de um filme da franco-argelina Katia Kameli no âmbito do programa de Chougnet (Museu Nacional de Arte Antiga, 22h00) e "Fronteiras em Movimento: Um diálogo intercultural", programa de Dalia Levin (MNAA, 23h30). "Trânsitos Improváveis", programa de Solange Farkas, e "Em cartaz: medidas de austeridade", por João Laia, compõem a programação de dia 25, no claustro de Museu Nacional de História Natural, às 22h00 e 23h30, respectivamente. A sessão de encerramento arranca às 19h00 de 26 no Clube Ferroviário que recebe uma noite concebida por Isabel Nogueira e durante a qual se versará sobre "O Olhar e a Palavra".

Já no BES Arte & Finança poder-se-á visitar uma exposição com curadoria de Nuno Crespo: "Parede, Chão e Tecto", entre 21 de Agosto e 7 de Setembro, reúne obras de Gordon Matta-Clark, Vasco Araújo e Pedro Costa.

Guimarães 2012: “Dias de Couros”



A zona de Couros vai acolher, durante o mês de agosto, um conjunto de concertos de fim de tarde e instalações artísticas.

Durante o mês de agosto, a Capital Europeia da Cultura (CEC) vai promover a iniciativa “Dias de Couros”, integrada no projeto “Isto é uma Praça” de Guimarães 2012. Até ao dia 1 de setembro, a zona de Couros vai ser palco de inúmeras intervenções artísticas destinadas a potenciar novas leituras das tradições do antigo bairro operário de Guimarães. Todos os sábados, às 19:00 horas, estão previstos cinco concertos com o apoio do site Bodyspace. Victor Herrero, um dos nomes mais sonantes da música independente espanhola, é o primeiro artista a estrear o palco de Couros já amanhã. Seguem-se Old Jerusalém (11 de agosto), The Partisan Seed (18 de agosto), Filho da Mãe (25 de agosto) e JP Simões 

(1 de setembro).

No plano da arquitetura, a 11 de agosto, às 17:00 horas, a CEC 2012 vai inaugurar o jardim portátil do projeto “Ecos”. A arquiteta italiana Chiara Sonzogni convidou os vimaranenses a converter algumas ruínas de Couros em micro-hortas, jardins e espaços de estar, melhorando a qualidade de vida dos habitantes.

(fonte: http://www.viva-porto.pt)

André Guiomar vence NY Portuguese Film Festival



Quando André Guiomar terminou a curta-metragem documental Píton, não fazia a mínima ideia do potencial do projecto que tinha entre mãos. “Na altura tinha meramente a ideia de entregar o trabalho na universidade”, recorda ao P3, dias depois de ter visto a sua curta-metragem ser premiada mais uma vez, desta feita com o primeiro lugar do NY Portuguese Film Festival.

Foi por insistência do professor de curso Carlos Lobo que acabou por ir enviando o trabalho para festivais. E a difusão rapidamente se revelou uma aposta ganha: conseguiu o prémio do Festival Black & White, em 2011, e tem rodado em vários países.

O projecto começou a desenhar-se na cabeça de André Guiomar numa conversa com a mãe. Ela comentava com André que Juliana Rocha, uma miúda da aldeia onde moravam, era tri-campeã nacional de boxe (actualmente é tetra-campeã). “Achei estranhíssimo”, recorda André.




Boxe e um ar angelical
Quando chegou a altura de desenvolver um projecto final de curso, na licenciatura em Som e Imagem que frequentava na Universidade Católica, no Porto, não hesitou: tinha na vida de Juliana a sua história. Rapidamente descobriu que falar da pessoa “humilde, simpática e com um ar angelical” que reconhecia em Juliana, era necessariamente juntar-lhe os nomes do pai Álvaro Rocha e do treinador Pinto Lopes.

O NY Portuguese Film Festival, promovido anualmente pelo Arte Institute, é um festival de curtas-metragens portuguesas nos Estados Unidos, que procura o que de melhor se faz entre a nova geração de realizadores.

O documentário Píton, de 20 minutos, todos filmado a preto e branco, foi gravado com uma câmara fotográfica, uma objectiva fixa, um tripé e um captador de som, tudo controlado por André Guiomar.

Sair e regressar
Mas o jovem de 24 anos descobriu tarde a ligação ao cinema. “Não é uma história romântica de nasci e queria ser astronauta e realizador”, brinca. A primeira vez que pegou numa câmara de filmar e fotográfica foi mesmo no decorrer do curso na Universidade Católica, para onde entrou depois de uma passagem fugaz pela Faculdade de Ciências (desistiu um mês depois) e de um ano em casa a reflectir sobre o futuro.

“Supostamente ia ficar um ano a melhorar notas para entrar noutro curso. Quando descobri este curso e a panóplia de áreas que cobria vi que podia começar do zero ali”, explicou.

Actualmente está a terminar a dissertação de mestrado e em Setembro vai iniciar um estágio profissional numa empresa da área. Projectos para o futuro? “Tenho mil ideias...”, hesita. “Gosto muito de Portugal, mas desde miúdo que tenho o sonho de sair, provavelmente para o continente africano, e depois regressar, mais tarde.”