segunda-feira, 6 de agosto de 2012

André Guiomar vence NY Portuguese Film Festival



Quando André Guiomar terminou a curta-metragem documental Píton, não fazia a mínima ideia do potencial do projecto que tinha entre mãos. “Na altura tinha meramente a ideia de entregar o trabalho na universidade”, recorda ao P3, dias depois de ter visto a sua curta-metragem ser premiada mais uma vez, desta feita com o primeiro lugar do NY Portuguese Film Festival.

Foi por insistência do professor de curso Carlos Lobo que acabou por ir enviando o trabalho para festivais. E a difusão rapidamente se revelou uma aposta ganha: conseguiu o prémio do Festival Black & White, em 2011, e tem rodado em vários países.

O projecto começou a desenhar-se na cabeça de André Guiomar numa conversa com a mãe. Ela comentava com André que Juliana Rocha, uma miúda da aldeia onde moravam, era tri-campeã nacional de boxe (actualmente é tetra-campeã). “Achei estranhíssimo”, recorda André.




Boxe e um ar angelical
Quando chegou a altura de desenvolver um projecto final de curso, na licenciatura em Som e Imagem que frequentava na Universidade Católica, no Porto, não hesitou: tinha na vida de Juliana a sua história. Rapidamente descobriu que falar da pessoa “humilde, simpática e com um ar angelical” que reconhecia em Juliana, era necessariamente juntar-lhe os nomes do pai Álvaro Rocha e do treinador Pinto Lopes.

O NY Portuguese Film Festival, promovido anualmente pelo Arte Institute, é um festival de curtas-metragens portuguesas nos Estados Unidos, que procura o que de melhor se faz entre a nova geração de realizadores.

O documentário Píton, de 20 minutos, todos filmado a preto e branco, foi gravado com uma câmara fotográfica, uma objectiva fixa, um tripé e um captador de som, tudo controlado por André Guiomar.

Sair e regressar
Mas o jovem de 24 anos descobriu tarde a ligação ao cinema. “Não é uma história romântica de nasci e queria ser astronauta e realizador”, brinca. A primeira vez que pegou numa câmara de filmar e fotográfica foi mesmo no decorrer do curso na Universidade Católica, para onde entrou depois de uma passagem fugaz pela Faculdade de Ciências (desistiu um mês depois) e de um ano em casa a reflectir sobre o futuro.

“Supostamente ia ficar um ano a melhorar notas para entrar noutro curso. Quando descobri este curso e a panóplia de áreas que cobria vi que podia começar do zero ali”, explicou.

Actualmente está a terminar a dissertação de mestrado e em Setembro vai iniciar um estágio profissional numa empresa da área. Projectos para o futuro? “Tenho mil ideias...”, hesita. “Gosto muito de Portugal, mas desde miúdo que tenho o sonho de sair, provavelmente para o continente africano, e depois regressar, mais tarde.”

CONTEXTILE 2012 – Trienal de Arte Têxtil Contemporânea




Torna-se imperativo em Portugal investigar e desenvolver uma área das Artes – a Arte Têxtil – com grande investimento e respeito artístico em todo o mundo, por artistas e artesãos e amplamente ensinada em escolas de arte e promovida em eventos internacionais.
Com a reestruturação do setor Têxtil industrial nas últimas décadas, que lhe retirou o prestígio de outrora, cabe ao setor das artes contribuir para a criação de uma nova imagem do Têxtil. São os criativos que têm agora o poder de lhe devolver a importância e o peso. O Têxtil é um universo vasto e complexo de interligações de áreas como a agrícola, a industrial e a criativa. Os materiais vêm da natureza ou de processos industriais artificiais e complexos transformados por máquinas, pessoas e ideias. São utilizados na produção massiva de “objetos utilitários” que usamos todos os dias em casa, no trabalho, nos transportes … nas instituições. Utilizamos mas sem um olhar crítico/estético, dada a sua proximidade pelo uso constante.
A Arte Têxtil observa, consome, digere e desconstroi o universo têxtil, devolvendo-o sob a forma de fotografia, de pintura, de escultura ou de outras técnicas várias. Os territórios de tradição têxtil não podem ficar distantes deste movimento, mas devem antes contribuir ativamente para este reolhar.
Tendo presente esta reflexão, julgamos pertinente colocar o têxtil em novos contextos criativos através da realização de um grande evento que reúna artistas, públicos, produtores e consumidores, portugueses e internacionais, num mesmo momento e num mesmo lugar, potenciando – assim – a criação das redes necessárias à modernização da imagem do Têxtil em Portugal.
Guimarães 2012, enquanto Capital Europeia da Cultura, não pode perder a oportunidade de contribuir para este re-olhar sobre o Têxtil dada a sua posição estratégica, geográfica e económica na região. Assim se compreende o surgimento da 1ª edição da Contextile 2012 – Trienal de Arte Têxtil Contemporânea, enquadrando a programação da CEC,  que vai permitir uma maior projeção e difusão do evento, possibilitando em edições futuras o seu alargamento progressivo e sustentado.
PROJETO
A CONTEXTILE 2012 – TRIENAL DE ARTE TÊXTIL CONTEMPORÂNEA é um evento de âmbito internacional, de arte contemporânea, que tem o têxtil como elemento de referência na Reflexão, Investigação e Criação, nas diversas formas de expressão e de representação artística.
A CONTEXTILE tem como proposta e missão: Dar visibilidade à Textile Art; mobilizar e incentivar os artistas para uma abordagem inovadora e experimental das artes visuais; assumir-se como Plataforma Criativa e debate de ideias/projetos, desenvolvimento de redes internacionais, troca de boas práticas interdisciplinares e académicas.
Numa ligação estreita com os territórios de tradição têxtil, esta Trienal pretende ser um espaço ecléctico de promoção do diálogo entre artistas,  criadores, a comunidade (cidadãos e empresas locais) e a cidade que a acolhe, contribuindo assim para o processo de diversificação da economia e das indústrias culturais e criativas das regiões.
Exibindo obras de artistas diversos, com suportes e formatos diferentes, a CONTEXTILE tem ainda como objetivo paralelo, a afirmação internacional de uma nova geração de artistas emergentes que, refletindo a pluridiversidade das propostas artísticas na atualidade, apresentam um conjunto de obras passíveis de legitimação pela possibilidade de coabitação no mesmo espaço físico, numa coerência estética e artística conjuntural, abrindo caminho à valorização do Têxtil e da Arte Textil.
Nesta primeira edição da CONTEXTILE desenhamos um projeto de trienal assente num programa simples, mas equilibrado, que integra a programação da GUIMARAES 2012 – Capital Europeia da Cultura, e será apresentada em vários locais da cidade em forma de: exposição internacional, exposições satélites, residências artísticas, workshops, conferências e intervenções artísticas públicas.
EQUIPA
CONCEÇÃO E PRODUÇÃO | IDEIAS EMERGENTES – Produção Cultural CRL
COORDENAÇÃO E GESTÃO DE PROJETO | JOAQUIM PINHEIRO
COORDENAÇÃO ARTÍSTICA | LÚCIA DAVID
CONSULTADORIA | COMISSARIADO | VIRGINIJA VITKIENE (KAUNAS TEXTILE BIENNIAL)
COMISSARIADO CIENTÍFICO | CONFERÊNCIAS | CONCEIÇÃO RIOS, LALA DE DIOS (ETN)
PROJETOS ESPAÇOS EXPOSITIVOS | SUSANA MILÃO
CRIAÇÃO DE MARCA | WE WORK FOR KNOWLEDGE
DESIGN GRÁFICO | O DEPARTAMENTO / PEDRO REGADAS E TELMO SÁ
PRODUÇÃO EXECUTIVA & SECRETARIADO | MARISA DOMINGUES SOARES
ASSISTENTE PRODUÇÃO & COMUNICAÇÃO | | SANDRA GOMES
ASSISTENTE PRODUÇÃO | JONATHAN TAVARES
(fonte: http://contextile.wordpress.com/contextile/)

Dois filmes de Guimarães 2012 competem no Festival de Locarno


“O Dom das Lágrimas” e “Zwazo” são duas das produções nacionais a concurso na 65ª edição do festival, que decorre entre 1 e 11 de Agosto

Dois dos filmes encomendados por Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura estão em competição no Festival de Cinema de Locarno, na Suíça. “O Dom das Lágrimas”, de João Nicolau, é um dos seleccionados na categoria 'Corti di autori' e “Zwazo”, de Gabriel Abrantes, concorre na secção “Pardi di domani”. O festival vai já na 65ª edição e decorre entre 1 e 11 de Agosto.

Já a obra do jovem cineasta Gabriel Abrantes estreou no passado dia 12 de Julho, no âmbito da 20ª edição do Curtas Vila do Conde. O filme aborda a história de três adolescentes haitianas que assistem à encenação da comédia grega “Pássaros”, de Aristófanes, na principal praça de Jakmel, reflectindo sobre a união das duas culturas.

Relembre-se que em 2012 Guimarães é Capital Europeia da Cultura, acolhendo um grande encontro de criadores e criações — música, cinema, fotografia, artes plásticas, arquitetura, literatura, pensamento, teatro, dança e artes de rua. Vão cruzar-se os produtos artísticos imaginados e gerados pelos seus residentes com os que de toda a Europa afluirão à cidade. Ao longo de um ano, Guimarães será promotora da diversidade cultural que caracteriza a Europa, dando a conhecer as suas manifestações culturais e acolhendo as de outros países. (fonte: http://www.correiodominho.com)

Guimarães 2012: Cinco festivais de música até final do ano


A Capital Europeia da Cultura (CEC) Guimarães 2012 vai promover cinco festivais de música até ao final do ano, com destaque para a estreia do Optimus Primavera Club, que se realizará pela primeira vez fora de Espanha.

Além do referido festival, Guimarães vai receber as edições de 2012 do Manta, do Barco Rock Fest, a iniciativa Operação Bing Bang e, numa parceria com a Capital Europeia da Juventude Braga 2012, a segunda edição do festival de música eletrónica Semibreve.
"Esta oferta cobre os objetivos essenciais de Guimarães 2012: reforço dos festivais da cidade e fazer de Guimarães uma cidade mais relevante no panorama musical nacional e internacional", considerou o diretor geral da CEC, Carlos Martins, hoje de manhã, em conferência de imprensa.
A "grande novidade" é a realização do Optimus Primavera Club 2012, "o irmão mais novo do Optimus Primavera Sound", segundo um dos responsáveis pelo certame, José Barreira.
"Pela primeira vez, este festival é feito fora de Espanha", realçou, ainda sem revelar nomes.
A decorrer em 30 de novembro, 01 e 02 de dezembro, este festival vai ter lugar em "quatro lugares emblemáticos" da cidade de Guimarães: Centro Cultural Vila-flor, Plataforma das Artes e da Criatividade, São Mamede e Projeto by El Rock.
Em 2012, o Manta acontece numa "versão mais compacta", descreveu o responsável Rui Torrinha, na quinta e na sexta-feira, apresentando "três grandes concertos": Russian Red, Gobi Bear e Azevedo Silva.
A sétima edição do Barco Rock Fest, na praia fluvial de Barco, entre 01 e 04 de agosto, leva a Guimarães 22 bandas e 10 DJ, entre os quais GuimaFloyd, Sernada, Dead Combo, os ingleses 2:54, entre outros.
"É um festival que tem tudo o que os outros têm, mas em preço 'low cost' e sem comprometer a qualidade do espectáculo", garantiu um dos membros da organização do Barco Rock Fest, Pedro Conde.
A Operação Big Bang é uma iniciativa de Guimarães 2012 que levará ao Parque da Cidade, a 09 de setembro, uma "orquestra gigante", na qual "qualquer pessoa poderá participar", dirigida pelo maestro Tim Steiner.
A música eletrónica marcará presença em Guimarães através da parceria entre as capitais no Minho, Capital Europeia da Cultura e Braga 2012, com a partilha da organização do Festival Semibreve, a decorrer entre 02 e 06 de outubro.
Assim, de 02 a 04, o Semibreve organiza em Guimarães concertos, instalações, workshops e uma mostra de trabalhos produzidos pelo Centro de Computação Gráfica e pelo Departamento de Sistemas da Informação da Universidade do Minho.
Quanto a concertos, está confirmada a presença de Vladislav Delay e Mouse on Mars, no Centro Cultural Vila Flor.
A assinalar ainda na edição de 2012 deste último festival a criação do Semibreve Award, uma parceria com o EngageLab da Universidade do Minho, que pretende "estimular a criação artística digital" através de projetos artísticos que recorram à interatividade, ao som e à imagem.
Este concurso está aberto a profissionais singulares, grupos, empresas e entidades públicas e terá como prémio um valor de 2.500 euros, assim como a apresentação da instalação durante o Semibreve. (fonte: http://diariodigital.sapo.pt)

Braga 2012: Capital Europeia da Juventude WAY - We Are Young

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Twin Shadow vem a Portugal



O projeto liderado por George Lewis Jr. tem concerto marcado para o Musicbox, em Lisboa.

Com novo disco recentemente editado ( Confess ), Twin Shadow regressa a Portugal para um concerto no Musicbox, em Lisboa, a 27 de outubro.

O sucessor de Forget (2010) foi produzido pelo próprio Lewis e é, segundo o músico norte-americano, mais "honesto": "é a minha vida tal como ela é, neste momento", disse há poucos dias à Pitchfork. 





O concerto insere-se no festival Jameson Urban Routes, que acontece no Musicbox a 18, 19, 20, 26 e 27 de outubro. Os bilhetes para ver Twin Shadow custam 10 euros e dão direito a um Jameson. Também confirmados estão concertos de Willy Moon (18 de outubro) e Jacques Renault (19 de outubro)". - atualização (fonte:  http://blitz.sapo.pt)


Rosa Reis expõe "Jazz: as sombras e a luz" em Luanda



Com objectivo de tornar o jazz mais conhecido em Angola, terá lugar a 20 de Julho, no Instituto Camões, Centro Cultural Português, em Luanda, uma exposição de pintura da fotógrafa portuguesa Rosa Reis, intitulada “Jazz: as sombras e a luz”.

De acordo com uma nota da autora, chegada hoje à Angop, a amostra vai retratar a actualidade do jazz e será uma oportunidade importante para que o público amante da arte e ouros interessados possam conviver com os rostos que fazem a grandeza do jazz.

As imagens fotográficas a preto e branco têm uma experiência de limite no jazz na noite americana”, em que o foco de luz do fotografo-predador inventa os palcos minuciosamente definidos pela iluminação.

Segundo ainda a nota, a exposição ficará patente no Instituto Camões - Centro Cultural Português até 10 de Agosto.

Esta exposição tem como curador o reconhecido crítico de jazz angolano e jornalista Jerónimo Belo. (fonte: http://www.portalangop.co.ao)