terça-feira, 24 de julho de 2012

Guimarães 2012: Inaugura pinturas murais em centros associativos




No próximo dia 20 de Julho, a partir das 22h00, a iniciativa “Memórias Colectivas Singulares” exibe as pinturas murais de José Almeida Pereira e de João Marçal, no Círculo de Arte e Recreio (CAR) e na Associação Convívio. Os dois artistas plásticos integram a lista de nove criadores convidados para a iniciativa. Com a curadoria de Luís Ribeiro, este projecto promove intervenções artísticas em diferentes salas de espaços comunitários, utilizando como fonte de inspiração material dos arquivos associativos.

A primeira pintura mural a ficar a descoberto é a de José Almeida Pereira, no CAR, às 22h00. A obra celebra a influência do cinema e da figura icónica de Fred Astaire, questionando simultaneamente as dialécticas realidade e representação, espectador e performer. São ainda apresentadas as pinturas murais do corredor - da autoria de João Marçal -, junto às salas de aulas de música. Após as inaugurações, segue-se o concerto de Marçal dos Campos - alter-ego de João Marçal, enquanto músico.

Às 23h30, são inauguradas as intervenções artísticas da Associação Convívio, onde José Almeida Pereira apresenta a re-interpretação da pintura “A dança dos aldeões”, do artista Flamengo Peter Paul Rubens. Neste espaço, João Marçal interveio numa escada estreita afunilada, acentuando a sensação de vertigem do local. Às 23h45, é apresentada a instalação vídeo 'Chama', de José Almeida Pereira e Max Fernandes

Intervenções artísticas nos espaços associativos vimaranenses

“Memórias Colectivas Singulares” consiste em intervenções artísticas permanentes nos espaços das associações envolvidas no projecto 'Tempos Cruzados'. O objectivo da iniciativa é interligar o passado associativo à contemporaneidade, numa linguagem plástica actual. Cada intervenção representa um obra autónoma passível de diferentes leituras e interpretações assim como de cenário a outras manifestações que ali aconteçam - teatro, conferências, dança ou música.

Relembre-se que em 2012 Guimarães é Capital Europeia da Cultura, acolhendo um grande encontro de criadores e criações — música, cinema, fotografia, artes plásticas, arquitetura, literatura, pensamento, teatro, dança e artes de rua. Vão cruzar-se os produtos artísticos imaginados e gerados pelos seus residentes com os que de toda a Europa afluirão à cidade. Ao longo de um ano, Guimarães será promotora da diversidade cultural que caracteriza a Europa, dando a conhecer as suas manifestações culturais e acolhendo as de outros países.

Ute Lemper e Fundação Orquestra Estúdio


Ute Lemper

GuimarãesGuimarães - Guimarães
28-07. Sábado às 22h00  (na Plataforma das Artes e da Criatividade. Ciclo Plataforma da Música/Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura. M/12). 
Preço: €10

Diva, "mulher-fatal" ou uma das melhores intérpretes do cabaré berlinense. Qualquer que seja a designação, não há como faltar à chamada desta senhora, mais ainda quando ela é convidada da Fundação Orquestra Estúdio.

Além de inspirações como Brel e Piaf - para não falar nas tentações de Weill - encontramos no versátil e sofisticado repertório de Lemper o rock alternativo dos contemporâneos Tom Waits, Elvis Costello e Nick Cave, bem como toques de Gershwin e Michael Nyman. Esta versatilidade, devidamente aplaudida e premiada, já a levou também à pintura, à dança, ao cinema e a musicais como "Cats", "Chicago" e "Cabaret". Em qualquer dos casos, a teatralidade, a entrega e a sensualidade são garantidas.  

106.ª edição das festas Gualterianas - Guimarães 2012



A 106.ª edição das festas Gualterianas, em Guimarães, vai dar uso à praça pública da Plataforma das Artes e da Criatividade, com concertos de Cuca Roseta, Carminho e GNR, num programa que quer "conciliar a tradição e a modernidade".

Além dos concertos, a edição deste ano, que decorre de 03 e 05 de agosto, contará ainda com a tradicional Marcha Gualteriana, exposições, animação de rua, concertinas, cantares ao desafio, desfile de charretes e liturgia a S. Gualter.

O orçamento para as festividades, em ano de Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012, ascende aos 160 mil euros.

"A edição deste ano concilia tradição e modernidade", explicou hoje a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Guimarães, Francisca Abreu, na conferência de imprensa de apresentação das festividades.

As Gualterianas são celebradas em honra de S. Gualter, que, segundo reza a lenda, foi consagrado santo pela população de Guimarães em reconhecimento da sua simplicidade e entrega à solidariedade.

Um dos momentos altos das festas de S. Gualter é a Marcha Gualteriana, que, "como manda a tradição", encerra as celebrações e absorve uma grande parte do orçamento, cerca de 75 mil euros.

Esta marcha atravessa a cidade e, "à semelhança dos últimos anos, será colocada uma bancada no Largo da Mumadona".

As festas da cidade cruzam-se com Guimarães 2012, ao usarem um dos "palcos" da Capital Europeia da Cultura para os habituais concertos.
Assim, Cuca Roseta, Carminho, Ricardo Ribeiro, os GNR e Zé Perdigão sobem ao palco colocado na praça da Plataforma das Artes e da Criatividade.
Ao contrário dos anos anteriores, o fogo-de-artifício, na noite de domingo para segunda-feira, será, este ano, fogo preso.

"É preciso salvaguardar o sossego de quem não participa nos festejos", justificou o presidente da Câmara de Guimarães, António Magalhães.
A organização do evento está a cargo da Câmara Municipal de Guimarães, através da cooperativa A Oficina, da Associação Comercial e Industrial de Guimarães e da coletividade Marchas Gualterianas. (fonte: http://www.portocanal.pt)

ENTER SHIKARI NO HARD CLUB E TMN AO VIVO EM JANEIRO



Após a mensagem da banda no seu facebook, anunciando uma eventual vinda a Portugal em Janeiro, esta confirma-se através da promotora Everything is New.
Os Enter Shikari actuam nos dias 7 e 8 de Janeiro no Hard Club no Porto e Tmn ao Vivo em Lisboa, respectivamente. 


A tour da banda britânica promove o seu novo álbum “A Flash Food Of Colour”.

domingo, 22 de julho de 2012

Miguel Amado vai ser o comissário de Portugal em Veneza em 2013




O curador e crítico de arte vai assim comissariar o trabalho a apresentar por Joana Vasconcelos, que o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, escolheu, em meados de Junho, como a artista que representará Portugal na Bienal.

O facto de Miguel Amado e Joana Vasconcelos terem colaborado em diversos projectos desde o início da década de 2000 – em especial na exposição “Sem Rede”, no Museu Berardo, em 2010 – é apresentado pela DGArtes como justificação para a escolha do curador, que desde o ano passado trabalha para um dos museus da Tate, o St. Ives, em Londres.

“Fica assim consolidada a intenção de investir na projecção do nosso país no mundo através de artistas e profissionais da arte contemporânea com reconhecimento já conquistado e, simultaneamente, com elevado potencial de afirmação futura a nível internacional. A articulação da criatividade e das competências tanto de Joana Vasconcelos como de Miguel Amado garantem uma representação nacional de excelência na próxima Bienal de Veneza”, escreve o director-geral das Artes, Samuel Rego, no comunicado em que anuncia a escolha de Miguel Amado.

A participação de Joana Vasconcelos nas exposições colectivas “Em Jogo” (Centro de Artes Visuais de Coimbra, 2004), “18 Presidentes, um Palácio e Outras Coisas Mais” (Palácio de Belém, Lisboa, 2008) e na individual “Bordaliana” (Fundação PLMJ, Lisboa, 2009) contou também com a mão de Miguel Amado.

Na nota da DGartes, Miguel Amado avança que, para a Bienal de Veneza de 2013, Joana Vasconcelos vai realizar “um projecto que cruzará o imaginário português com a simbologia veneziana”. 

Joana Vasconcelos tem presentemente uma grande exposição no Palácio de Versalhes, em França.

O crítico nascido em Coimbra estudou curadoria de arte contemporânea no Royal College of Art, em Londres, e a sua carreira conta já colaborações com o Centro de Artes Visuais, na sua cidade natal, e com a Fundação PLMJ. Entre 2006 e 2011, residiu em Nova Iorque, onde colaborou com instituições como o New Museum, o Abrons Arts Center, a Apexart e o International Studio & Curatorial Program. Fez ainda comissariado para o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e para o Museu Colecção Berardo. É, desde 2006, o correspondente português da revista “Artforum”.

(fonte: http://www.publico.pt)

Tesouros de Amália expostos em Guimarães 2012




As memórias e principais tesouros de Amália Rodrigues estão expostos em Guimarães a partir desta segunda-feira na Casa do Ouro, até 13 de agosto. A Capital Europeia da Cultura presta tributo à rainha do fado.



Amostra "Tesouros de Amália" divulga os principais objetos pessoais e decorativos da fadista e inclui jóias, vestuário e guitarras. A exposição abre ao público às 18 horas, na Rua de Santo António.
Das mais de 12 peças de vestuário, destaca-se o vestido rosa, de seda lavrada, feito para o concerto dos 50 anos de carreira, no Coliseu dos Recreios, em 1990. Amália optou por usar um igual, em negro, e deixou o rosa para estrear no Japão, três anos mais tarde, naquele que seria o último concerto que daria em terra asiáticas.
Figura ainda na exposição a guitarra oferecida pelo portuense Domingos Capela, em 1986. Em Dezembro, a fadista recebeu o construtor em sua casa, trazendo-lhe o presente, "que, cuidadosamente, guardou e que agora é exposto", explica, ao "Jornal de Notícias", Aida Antunes, curadora da exposição.
O leque de objetos inclui, ainda, jóias - réplicas e originais - fabricadas pela Ouronor. A empresa detém o exclusivo da marca "Amália" e produziu as jóias para o filme com o nome da fadista, de Carlos Coelho da Silva.
Recorde-se que Amália Rodrigues levava consigo uma jóia para todos os espectáculos e não dispensava a "Estrela", peça batizada pela fadista, com formato estelar, cravejada de pedras.

Segundo Estrela Carvas, assistente pessoal de Amália, aquela jóia era "indispensável" para a fadista, "como um talismã, que levava para todo o lado".
A peça "Estrela" protagonizou um incidente na vida da rainha do fado, quando caiu numa sarjeta de Paris, em França. Na altura, Amália Rodrigues fez questão de voltar para trás à procura da peça, que foi encontrada no escuro da noite graças ao brilho.
"Estrela" está, agora, disponível para o público, juntamente com outras peças indispensáveis na vida da fadista.
É o caso dos óculos Cristhian Dior, adquiridos em Lisboa no ano de 1985 e que são expostos pela primeira vez. Amália usava-os para se esconder dos olhos do público, como revela a confidente: "Ela dizia sempre que queria os óculos, era para se esconder, porque, de certa forma, ela era tímida".


A estes "tesouros", acrescentam-se o colar comprado no México, em 1956, os sapatos usados na atuação no Vaticano, em 1981, as pregadeiras usadas no final da década de 50 no Brasil e em Paris, as luvas adquiridas em Lisboa, a sombrinha comprada em Roma, Itália, em 1989, e o conjunto de saia e blusa utilizados na segunda parte do concerto dos 50 anos.
(fonte: http://www.jn.pt)

Balanço do Alive. Optimus e Super Bock vão ter rival: EDP quer ter festival


No próximo ano, Super Bock, TMN e Optimus terão um novo concorrente a disputar o território da música: a EDP.

Há quatro anos, a elétrica começou a testar o terreno com presença nos festivais. De patrocinador passou, este ano, a dar nome ao EDP CoolJazz Fest e ao EDP Paredes de Coura. O próximo passo pode ser um festival criado à sua medida, admite Paulo Campos Costa, diretor de comunicação e marca. "No caso da música e do surf achamos que há espaço para a EDP ocupar." Os indicadores "muito positivos" de retorno que tem obtido reforçam a convicção.
Atualmente, a EDP está nos festivais com ações que promovem a sustentabilidade ambiental, os valores que a marca quer promover - por exemplo, troca copos de plástico usados por brindes. Mas isso pode mudar. "Com a verdadeira liberalização do mercado da eletricidade podemos passar a ter uma atividade mais comercial em festivais criados de raiz [pela EDP] ou reforçando a presença nos outros", diz Campos Costa.
A avançar com um festival próprio a EDP entra no campeonato da Super Bock, da Optimus, da TMN e, mais recentemente, da Vodafone, marcas que têm vindo a construir uma relação com a música. A Optimus é a segunda marca "mais associada à música e a primeira na área das telecomunicações", realça Hugo Figueiredo, diretor de marketing central da operadora. "O Optimus Alive é o nosso pilar de construção de marca e de ligação à música." 
A operadora dedica 20% a 25% do orçamento de comunicação à música e "quase 90% vai para festivais". Com 55 mil pessoas previstas para ouvir amanhã os Radiohead no Passeio Marítimo de Algés, em Lisboa, Álvaro Covões mostra-se satisfeito com a sexta edição do festival. Nem o cancelamento de Florence + The Machine nem a crise afastaram o público, garante: "Quando se tem um produto diferenciador as pessoas fazem um esforço para ir ao evento." E nem a promotora cortou no investimento: 5,2 milhões de euros - no ano passado, para quatro dias, foram 6,4 milhões. "Fazer mais com menos significa perder clientes. É baixar a qualidade do cartaz. Este ano é muito mais difícil, mas investimos mais para obter mais retorno", assegura o responsável da Everything is New.