quarta-feira, 27 de junho de 2012

Guimarães Capital Europeia da Cultura: Martim Pedroso junta vimaranenses



“Penthesilia” é o novo espectáculo do actor e encenador português Martim Pedroso, que está a ser criado - em residência artística, em Guimarães -, no âmbito da Capital Europeia da Cultura, reunindo, em palco, 30 vimaranenses, actores e bailarinos profissionais para reinventar um dos maiores clássicos do teatro romântico, a obra “Penthesilea”, do poeta e romancista alemão Heinrich von Kleist. O espectáculo, que inclui teatro, folclore e dança contemporânea, estreia sábado, 30 de Junho, às 22h00, no Centro Cultural Vila Flor.

Interpretada em três línguas, português, italiano e alemão, a peça “Penthesilia” explora a história trágica da rainha das Amazonas que quer conquistar Aquiles através da força, acabando por assassiná-lo. Numa luta entre o belo e o terrível, a razão e a emoção, “Penthesilia” é um hino à imaturidade dos afectos, constituindo, ainda, uma reflexão sobre a incapacidade dos homens para resolverem a sua relação com a liberdade.

Martim Pedroso tem-se destacado no panorama do cinema, televisão e teatro nacionais como actor, encenador e dramaturgo. O espectáculo, que estreia agora em Guimarães, é o resultado de uma co-produção entre a Capital Europeia da Cultura, Materiais Diversos, São Luiz Teatro Municipal e a companhia italiana Cie. Zerogrammi. Os bilhetes já estão disponíveis e podem ser adquiridos, por 10 euros, no CCVF, FNAC e Bilheteira Online.

Relembre-se que em 2012 Guimarães é Capital Europeia da Cultura, acolhendo um grande encontro de criadores e criações — música, cinema, fotografia, artes plásticas, arquitetura, literatura, pensamento, teatro, dança e artes de rua. Vão cruzar-se os produtos artísticos imaginados e gerados pelos seus residentes com os que de toda a Europa afluirão à cidade. Ao longo de um ano, Guimarães será promotora da diversidade cultural que caracteriza a Europa, dando a conhecer as suas manifestações culturais e acolhendo as de outros países.
(fonte:
http://www.correiodominho.com)

Três realizadores portugueses representados no 10º Festival Paris Cinema



Em declarações à agência Lusa, a diretora do festival, Aude Hesbert, disse que a festa da 10. edição não faz propriamente "uma revolução no cartaz", insistindo, no entanto, no caráter "unificador, popular, e, ao mesmo tempo, muito exigente da programação".
"Na verdade, tudo é novo no programa, mas nada muda. Tentámos consolidar uma arquitetura do festival que consideramos que funciona bem, com a competição internacional, um homenageado - que este ano é o cinema de Hong Kong -, e diversos eventos paralelos, com música e exposições", acrescentou. 

O festival arranca, sexta-feira à noite, com o filme "Holy Motors", de Leos Carax, que esteve em competição na edição deste ano do Festival de Cinema de Cannes. O último filme do certame, "Je me suis fait tout petite", de Cécilia Rouaud, passa no dia 09 de julho, depois da entrega dos prémios, e um dia antes do encerramento oficial do evento. 
 
Entre as oito longas-metragens internacionais em competição está o filme "Tabu", do realizador português Miguel Gomes, que venceu este ano o prémio da Crítica Internacional e o prémio Inovação no Festival Internacional de Cinema de Berlim, e que Aude Hesbert considerou "um filme magnífico, uma verdadeira história de amor". 

A diretora do Paris Cinema destacou ainda a participação de João Salaviza, com a curta-metragem "Rafa", que venceu o Urso de Ouro em Berlim, também este ano, e de Ivo Ferreira, que se apresenta no quadro da rubrica Paris Project, com "Cartas de Guerra"/"Letters from War", um filme biográfico sobre as memórias da guerra colonial do escritor Antonio Lobo Antunes. 

"Temos ainda um piscar de olho a Portugal com o filme 'L'été de Giacomo', de Alessandro Comodin, cuja montagem é da autoria de João Nicolau", acrescentou a diretora do festival.
Aude Hesbert sublinhou que estes filmes estão presentes em Paris "pela sua qualidade" e lamentou o que considera ser o "paradoxo de se assistir à emergência de uma geração de novos cineastas portugueses extremamente talentosos, que enfrentam, contudo, dificuldades para continuarem a fazer filmes no seu país, devido à crise e aos cortes nos apoios ao cinema". 

"Para nós, a presença deles aqui é também um sinal de encorajamento. Esperamos que este impulso criativo não seja limitado pela falta de apoios", acrescentou. 

O Paris Cinema estima receber cerca de 70 mil espetadores, entre as cinco salas que vão exibir filmes em permanência e os 14 locais que participam pontualmente no festival. O orçamento do evento é de 1,5 milhões de euros.
(fonte: http://sicnoticias.sapo.pt/)

Mealhada: Mostra evoca 50 anos de Portugal na União Europeia



A partir de 29 de Junho e até ao dia 15 de Julho, está patente ao público no Cine-Teatro Messias, na Mealhada, a exposição “Portugal Europeu: Meio Século de História”.

Trata-se de uma mostra que ilustra o percurso do nosso país, desde os primórdios da construção europeia até à actual qualidade de membro de pleno direito da UE.
Imagens de documentos, fotografias de época, citações, referências e marcos da história diplomática portuguesa contemporânea são elementos que compõem a exposição.

Gorillaz Sound System e David Guetta no Sudoeste 2012



O Gorillaz Sound System, uma versão DJ do colectivo, está confirmado na edição deste ano do Sudoeste.

O grupo vem sem Damon Albarn e junta-se entre as novidades aBeres Hammond, Half Pint e Cornell Campbell & Far East Band.

Também confirmada está a data da actuação de David Guetta: o DJ francês toca no encerramento do festival, a 5 de Agosto até às seis da manhã, anunciou o promotor Luís Montezna na festa de apresentação do SW TMN.

Uma outra promessa tem a ver com os Xutos & Pontapés. A banda poderá apresentar uma nova canção no festival.
(http://www.sudoeste2012.com)

Siza Vieira receberá Leão de Ouro em Veneza



O arquiteto Álvaro Siza Vieira receberá em agosto o Leão de Ouro de carreira na Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza, em Itália, anunciou hoje a organização.
A bienal decorrerá de 29 de agosto a 25 de novembro.

"É difícil imaginar um arquiteto contemporâneo que tenha tido uma presença tão consistente dentro da profissão como Álvaro Siza", afirmou Paolo Baratta, da direção da bienal de arquitetura, em comunicado.

Álvaro Siza Vieira, 79 anos, natural de Matosinhos, receberá o Leão de Ouro no dia 29 de agosto na abertura da bienal.

Siza Vieira ocupa uma presença única na "galáxia da arquitetura", ainda que cheia de paradoxos e que só sai reforçada por uma certa marginalidade geográfica de Portugal na Europa, referiu a direção da bienal.

O arquiteto, Prémio Pritzker 1992, "aparenta seguir numa direção oposta à do resto da profissão, mas parece estar sempre na frente, intocado e destemido com os desafios intelectuais e de trabalho que coloca a si mesmo".

A bienal de arquitetura elogiou-lhe ainda a sabedoria, "a criação de edifícios de grande rigor", "uma linguagem arquitetónica muito própria que parece tocar a todos" e um discurso que é próprio de uma "mente sofisticadamente exercitada pela confiança do conhecimento e pela sabedoria da dúvida".

Entre as obras arquitetónicas que têm a sua assinatura contam-se as piscinas de Leça da Palmeira, o edifício do Museu de Serralves (Porto), o Paviilhão de Portugal (Lisboa), a igreja de Marco de Canavezes, a reconstrução de edifícios no Chiado (Lisboa) depois do incêndio de 1988, o Museu de Arte Contemporânea da Galiza (Espanha) e o Centro Cultural da Fundação Ibere Camargo (Brasil).

Álvaro Siza Vieira estudou na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde viria a trabalhar mais tarde como docente, tendo lecionado também na Suíça, Estados Unidos e Colômbia.

Entre outros galardões recebeu, em 1988, a Medalha de Ouro da Fundação Alvar Aalto, o Prémio Príncipe de Gales da Universidade de Harvard e o Prémio Europeu de Arquitetura da Comissão das Comunidades Europeias/Fundação Mies Van der Rohe.

É membro da American Institute of Arts and Science e “Honorary Fellow” do Royal Institute of British Architects.

Este ano a representação oficial de Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza faz-se com uma embaixada de arquitetos que ajudou a transformar Lisboa, reunidos no projeto "Lisbon Ground".

Na semana passada, a comissária da participação portuguesa, a arquiteta Inês Lobo, explicou em conferência de imprensa que "Lisbon Ground" reúne projetos que foram feitos ou estão ainda a decorrer em Lisboa, mostrando uma "embaixada" da arquitetura nacional que inclui, por exemplo, Siza Vieira, Eduardo Souto de Moura, Gonçalo Byrne, Carrilho da Graça e os irmãos Aires Mateus.

A representação de Portugal estará patente no edifício Fondaco Marcello, em Veneza, a partir de 29 de agosto.
(fonte: http://www.ionline.pt)

Curadora portuguesa Ana Martins premiada pelo MoMA



A curadora portuguesa Ana Martins foi premiada pelo Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque pelo estudo científico de obras-primas fotográficas, incluindo de Henri Cartier-Bresson, que revelaram a “história” de por detrás das impressões.

Ligada ao MoMA há quase cinco anos, a ex-professora da Faculdade de Ciências do Porto foi surpreendida na semana passada, durante uma reunião do pessoal do Museu, com a notícia de que seria este ano a distinguida pela administração pelo seu trabalho, a par de um outro funcionário, da área de Design.

Na colecção do MoMA há com frequência várias impressões de um mesmo negativo, com datas distintas e portanto com uma “história” e papéis fotográficos diferentes, disse à agência Lusa.


Método permite deduzir data da foto
A metodologia agora aperfeiçoada, afirma, permite “em larga percentagem dos casos deduzir data aproximada” da reprodução, a par de outras características, abrindo caminho ao estudo comparativo “de vários artistas ou dentro do trabalho de um artista”.

A metodologia tem vindo a ser apresentada em conferências e revistas científicas e foi aplicada para uma exposição recente do MoMA com 200 fotos vindas da Fundação Cartier-Bresson.

O próximo projecto é estudar um acervo de fotos maioritariamente de fotógrafos russos e alemães dos anos 1920 a 1940, que inclui trabalhos de outro célebre fotógrafo, Man Ray.

“O que se pretende é não tanto datar, mas comparar as obras de vários artistas que trabalharam dentro de um determinado contexto comum, dentro da mesma escola, grupo ou corrente”, afirma Ana Martins.

As fotos foram doadas pelo coleccionador Thomas Walther e o projecto conta com o apoio da Fundação Mellon. No final, pretende-se construir uma base de dados sobre a valiosa colecção, incluindo das técnicas e materiais usados.



Ciência da conservação artística
A abertura de uma vaga no MoMA para uma candidata com formação em Química tornou-se numa “oportunidade única”, a que concorreu “sem nenhuma hesitação”. A ciência da conservação artística era um interesse antigo de Ana Martins.

Além de projectos de mais longo prazo, como o que mereceu o prémio, ou para estudar os materiais usados por determinado artista, o trabalho implica tarefas mais pontuais, relacionados com a conservação de obras, seja determinar até que temperatura a determinado objecto pode ser exposto sem danos.

Uma das primeiras obras que estudou foi o valioso “Noite Estrelada”, de Vincent Van Gogh, com objectivo de identificar os pigmentos que o pintor tinha usado.

O interesse pela “fronteira entre a química e a arte” veio de visitas a museus em Paris durante o doutoramento, nos anos 1990, que levou mais tarde a colóquios na Universidade do Porto sobre ciência e conservação.

Afirma estar receptiva a colaborações com Portugal, onde se faz “investigação muito boa” na área, mas quanto a trabalho a tempo inteiro, não se vê noutro lado que não o MoMA.

“Este museu, este lugar, esta cidade e a instituição em si é absolutamente incomparável com qualquer outra instituição no mundo inteiro”, afirma.
(fonte:

terça-feira, 26 de junho de 2012

Shortcutz Porto

Vai um shot de Cinema?

Que o Porto já respirava Cinema, já nós sabíamos. Que continua a respirar, vamos sabendo. Mas com Curtas é que talvez não imaginássemos. As sessões digerem-se bem, são rápidas e não chateiam.

Semanalmente, na sala 2 do Hard Club, podemos ver duas Curtas e conversar com os seus realizadores, graças ao festival Shortcutz Porto.

Todas as quartas-feiras, às 22h, há encontro marcado com Luísa Sequeira, um júri, e um sem fim de Curtas nacionais (e algumas internacionais) que insiste em crescer, tanto em qualidade como em quantidade. “Vicky&Sam” de Nuno Rocha, “Linhas de sangue” de Sérgio Graciano e Manuel Pureza, “Stand by Me” de Giuseppe Marco Albano, entre muitas, muitas outras, já passaram pelo ecrã do Shortcutz Porto, a sala do Hard Club com maior capacidade e que se encontra cada vez mais cheia. Foi através desta iniciativa que surgiram Shortcutz em Berlim e em Madrid, lançados por pessoas que assistiram à edição do Porto.

O Shortcutz contabiliza a exibição de 180 curtas-metragens, sempre com presença dos realizadores, e um total de público de 8000 pessoas.
(fonte: http://www.ruadebaixo.com)