terça-feira, 26 de junho de 2012

Reinventar a Guitarra portuguesa - Design



Há uma guitarra/mochila, uma guitarra/tatuagem e uma guitarra/azulejo. A guitarra portuguesa está diferente e até pode nem tocar. Artistas nacionais alteraram o instrumento para o projecto Tudo Isto É, lançado pela Malabar, em conjunto com o Espaço de Intervenção Cultural Maus Hábitos.

"O Fado ainda tem muito para dar, assim como tudo o que está relacionado com ele", acredita Daniel Pires. O responsável do espaço Maus Hábitos e director artístico da empresa Malabar, explica que a marca propõe-se "trabalhar como uma espécie de editora de design, captando projectos que possam ter valor e vingar no mercado nacional e internacional".

Aproveitando a recente eleição do Fado como Património Imaterial da Humanidade, nasceu o Tudo Isto É, um projecto "misto" que procura recriar o género musical e recuperar uma tradição. "Neste caso, os construtores de guitarras e a guitarra portuguesa." Como fazer isso? Convidando 21 artistas nacionais de diferentes para dar o seu toque pessoal a este instrumento.

Daniel Pires refere que a decoração de guitarras não é uma ideia nova, pois no início do século passado estas peças eram decoradas com pinturas de paisagens ou com madrepérola, por exemplo. "Era uma coisa mais 'exótica' à volta da guitarra. Ao longo dos anos, isso foi-se perdendo e este instrumento ficou como que um objecto estático, muito clássico e um pouco conservador".


O kit da guitarra portuguesa
O arquitecto Siza Vieira, a artista plástica Joana Vasconcelos e o músico Manuel João Vieira são alguns dos 21 criadores que aceitaram o desafio do Tudo Isto É. "Os artistas gostaram da ideia, até porque o instrumento não lhes foi apresentado como um objecto acabado", revela Daniel Pires.

Aos criadores foi enviado um "kit", que consiste numa mala quadrada em madeira, com a guitarra portuguesa disposta em peças. Desta forma, "os artistas compreenderam qual é o trabalho manual que está por trás da guitarra" e, ao mesmo tempo, perceberam que têm toda a liberdade. "Eles podem intervir no corpo da guitarra, nos braços, onde se afinam as notas... Quem quiser pode esculpir outra forma." Por isso, estes instrumentos originais nem precisam de tocar.

Já estão prontas dez guitarras portuguesas e cada uma é única. Daniel Pires refere, por exemplo, que o artista plástico Isaque Pinheiro transformou a guitarra numa mochila, acrescentando-lhe alças, enquanto o designer Miguel Januário fez da guitarra uma tela para uma tatuagem, "como se o povo português estivesse, irredutivelmente, condicionado ao Fado". Já a peça intervencionada por Ana Vidigal é completamente espelhada e Eugénio Campos quase transformou a guitarra portuguesa num instrumento indiano, cravando-lhe jóias de várias cores e tamanhos.

As 21 guitarras portuguesas originais estarão todas concluídas em cerca de um mês. Para já, os dez instrumentos acabados puderam ser apreciados durante o The Oporto Show e amanhã, 22 de Junho, é a vez da fábrica Asa, em Guimarães, receber as peças. Daniel Pires adianta, também, que o projecto Tudo Isto É vai levar a guitarra portuguesa e o design nacional a Inglaterra em setembro, na feira de design de Londres.



E tudo isto são oportunidades. "Não podemos emigrar todos, alguém tem de ficar cá. É o nosso fado, mas não podemos ficar a cantar o Fado e a chorar. Tudo isto é uma forma de tentar, sempre, ir para a frente", salienta o responsável, referindo que é preciso ser ousado. "No fundo, Tudo Isto É provocar!"
(fonte: http://p3.publico.pt)

CAAA Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura apresenta Documentando Dom Roberto

dom roberto slider

Inauguração dia 16 de junho às 16h00
A Guimarães 2012 e o CAAA Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura apresentam Documentando Dom Roberto – uma exposição feita de documentos do espólio de Ernesto de Sousa, contemporâneos à produção, realização e estreia do filme: imagens do making of, planos de filmagem, notícias do processo de produção, cartazes, memorabilia e recepção crítica criam uma câmara de informação e lembrança em torno de um trabalho ímpar do cinema português.

Dom Roberto, de Ernesto de Sousa, estreou há cinquenta anos. Este filme de referência do Novo Cinema Português é exibido no CAAA, no dia da inauguração da exposição, às 21:30h.

Entrada Livre
Galeria #3
(fonte: http://www.centroaaa.org)

Nite Jewel e Russian Red no MANTA na Capital Europeia da Cultura Guimarães


Um ano depois do último round, o jardim do Centro Cultural Vila Flor volta a preparar-se para mais um MANTA, que deverá cobrir o espaço durante os dias 26 e 27 de Julho com concertos de Nite Jewel e Russian Red.



Nite Jewel
O primeiro ensaio do evento, contudo, decorre no centro histórico de Guimarães, mais precisamente na Praça de Santiago, onde Azevedo Silva e Gobi Bear vão dividir protagonismo na apresentação dos seu registos mais recentes, Monja Mihara e EP LP, respectivamente, ao final da tarde.





No dia 26 à noite, por seu lado, será a vez de Russian Red, importada do país vizinho, dar ares de sua graça no CCVF, depois de já ter passado no Vodafone Mexefest do Porto no início do ano. No dia seguinte será a vez da californiana Nite Jewel pisar o palco do jardim, aproveitando o mote para apresentar o seu segundo álbum, One Second Love.
O melhor disto tudo é que as entradas são gratuitas.
(fonte: http://pontoalternativo.com)

Festival Silêncio em Lisboa

O Festival Silêncio está prestes a invadir vários espaços da cidade


O Festival Silêncio pretende devolver o poder à palavra cruzando-a com as diferentes artes e sublinhando o papel vital desta na criação artística.

De 26 de Junho a 1 de Julho, a palavra inscreve-se na vida da cidade pela mão de escritores, artistas plásticos, encenadores, músicos, actores, cineastas que exploram essa íntima relação com a linguagem.

Seja qual for o seu modus operandi, é através da palavra que grandes nomes da cena literária e artística irão partilhar com o público a sua própria visão do mundo.

Dos concertos aos espectáculos multimédia, das conversas às leituras encenadas, do cinema à poesia, cruzam-se disciplinas, práticas e públicos.

Numa época em que se valorizam as imagens em detrimento das palavras, o Festival Silêncio pretende dar voz aos criadores num palco transversal aberto à reflexão e ao debate.
(fonte:
http://www.festivalsilencio.com/2012/)

Mostra de filmes contemporâneos portugueses no Rio de Janeiro



O Rio de Janeiro recebe a partir de hoje uma mostra de cinema português contemporâneo que contará com a presença dos realizadores Sérgio Tréfaut, de "Viagem a Portugal", e José Felipe Costa, criador de "Linha Vermelha".

Para a abertura, será exibido o primeiro filme de ficção do documentarista Sérgio Tréfaut, "Viagem a Portugal", seguido de um encontro com o realizador.

Na quarta-feira, vai ser apresentado "Entre Muros", de José Filipe Costa e João Ribeiro, com a presença do primeiro, para um debate com o público.

Ao longo da semana, outros 15 obras cinematográficas portuguesas serão exibidas, entre elas "Palavra e Utopia", de Manuel de Oliveira, protagonizado por Lima Duarte, e o premiado "Sangue do Meu Sangue", de João Canijo.

Entre os filmes escolhidos para serem exibidos ao público brasileiro figura ainda uma série de curtas-metragens, com destaque para as de animação "Viagem a Cabo Verde", de José Miguel Ribeiro, e "A Noite", de Regina Pessoa.

Para a sessão de encerramento foi escolhido o filme "Juventude em Marcha", de Pedro Costa.

A mostra vai decorrer entre os dias 26 de junho e 01 de julho, no Centro Cultural da Caixa Económica Federal, no Rio de Janeiro.

A mesma seleção seguirá na próxima semana para São Paulo, onde será apresentada na Caixa Cultura de São Paulo, entre os dias 03 e 08 de julho.
(fonte: http://www.ionline.pt)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Serralves leva a exposição de CHRISTIAN BOLTANSKI a Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura



Serralves associa-se a Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura e inaugura na Fábrica ASA, hoje, dia 22 de Junho, às 22 horas, a exposição A Dança Macabra de Christian Boltanski, com comissariado de João Fernandes. O artista apresenta um novo trabalho especificamente concebido para esta ocasião.

Christian Boltanski (Paris, 1944) é um dos mais conhecidos artistas franceses da segunda metade do século XX. A sua obra combina elementos fictícios e reais de memórias e vivências, configurados em objectos, documentos escritos e fotográficos, filmes, instalações e livros de artista. A memória histórica cruza-se com a lembrança íntima e a memória individual no seu trabalho.

No decurso dos anos 70, a fotografia tornou-se o principal suporte usado por Boltanski para “contar histórias”, tendo começado por utilizar imagens anónimas e “amadoras” que organizou em instalações/arquivo. Este carácter amador foi simulado em algumas das fotografias da autoria do próprio Boltanski, que passou também a usar retratos de outras pessoas para ilustrar a sua infância, jogando com o carácter de “verdade” da fotografia para documentar, mas também falsificar o seu passado. A obra de Boltanski contribui para a redefinição conceptual da obra de arte a partir da sua utilização particular da fotografia e de documentos visuais e escritos como interrogação da História. A partir da década de 90, o artista concebe várias instalações nas quais a fotografia continuou a marcar uma forte presença. A memória histórica do Holocausto está presente em trabalhos como Les Archives [Os arquivos], obra apresentada na “documenta” de Kassel em 1987, e em instalações como Autel De Lycée Chases [Altar ao Liceu de Chases], 1988, que reúne fotografias de crianças judias evocadoras da intensa e terrível lembrança do genocídio judeu, ou Réserve [Reserva], 1990, onde várias salas e corredores com roupa usada conjuram imagens de campos de concentração.

Christian Boltanski foi o artista que representou a França na última Bienal de Veneza, em 2011.
(fonte:
http://artecapital.net)

Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura: Hofesh Shechter apresenta nova criação



A convite da Companhia Instável, e numa co-produção com Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, o reconhecido coreógrafo israelita, baseado em Londres, está a trabalhar - desde Maio e em residência artística, em Guimarães -, com jovens bailarinos portugueses, na sua nova criação, “Shelters”. A peça, que tem estreia mundial marcada para o dia 29 de Junho, na Caixa Negra da fábrica ASA, em Guimarães, é composta por dois dos mais icónicos espectáculos de Hofesh Shechter, aos quais o artista junta o novo trabalho para criar uma noite hipnotizante e uma viagem pela psique humana.

Em “Shelters”, o coreógrafo concilia, então, o poderoso e humorístico retrato da relação de amor representada pela peça “Fragments”, com o olhar negro e profundo sobre os poderes que nos orientam na sociedade actual, retratado em “Cult ”, um trabalho originalmente comissionado para o The Place Prize, em Londres. Para além de desenhar o espectáculo de dança contemporânea, Hofesh Shechter é o compositor da banda sonora que acompanha os jovens bailarinos, numa produção tocante e intensa.

Esta é a primeira vez que Hofesh Shechter cria uma peça de raiz, em Portugal, mas o coreógrafo é já amplamente reconhecido pelo público português, sendo que, em 2010, esteve no grande auditório do CCB, em Lisboa, com “Uprising/ In your rooms”. O trabalho do também bailarino e compositor tem sido reconhecido, nos últimos anos, a nível mundial, e valeu-lhe, por exemplo, o Critic’s Circle National Dance Award para melhor coreografia, em 2008. Os bilhetes para “Shelters” já estão disponíveis e podem ser adquiridos, por cinco euros, no CCVF, FNAC e Bilheteira Online.

(fonte: http://www.correiodominho.com)