domingo, 27 de maio de 2012

Guimarães 2012: Estar dentro de uma câmara fotográfica

 

De 25 de maio a 17 de junho, vai ser possível entrar numa câmara fotográfica. Parte do programa de Guimarães 2012, a ideia inclui uma instalação performativa, exposição fotográfica, uma vídeo-instalação e cursos de fotografia estenopeica.

A partir de sexta-feira, dia 25 de maio, e até 17 de junho, o público pode viver a experiência de estar dentro de uma câmara fotográfica, no centro cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães. A iniciativa "Câmara escura" convida o público a assistir a um espetáculo sobre a história da fotografia, desde o início até ao surgimento da fotografia a cores. Além do espetáculo, existe, paralelamente, uma exposição fotográfica, uma vídeo-instalação e cursos de fotografia estenopeica. A partir de sexta-feira, existem dois espetáculos por dia, às 13h30 e às 15h00,onde só podem entrar maiores de 8 anos. A entrada custa dois euros.
A instalação performativa consiste "numa grande tenda", que é a câmara estenopeica, onde o público é convidado a entrar e a "assistir a um espetáculo" sobre a "história da fotografia, dos tempos de Aristóteles até à fotografia a cores", como refere Ricardo Seiça, diretor da iniciativa.

Ainda na mesma tenda é feita uma homenagem "aos edifícios de Guimarães" e ao universo dos saberes locais e tradicionais, como os curtumes e a cutelaria. Para concretizar o objetivo, a organização do projeto apelou à "memória de pessoas que passaram a vida a fazer o ofício" e tentou explicar "os processos dos produtos" feitos, segundo Ricardo Seiça. No caso dos curtumes, foram escolhidas peles e na cutelaria é mostrada uma faca. No entanto, há também um olhar para o futuro já que outra das componentes da homenagem é a robótica, com o apoio da Universidade do Minho. Estes ofícios foram escolhidos, de acordo com o diretor da iniciativa, porque comportam uma "atitude de ser vimaranense", que acaba por ser uma "atitude de ser português".

Um dos objetivos do projeto é a pedagogia, já que o diretor considera importante explicar às pessoas "o princípio básico da fotografia". Enquanto criador, diz, é essencial experimentar "novas formas de usar o mecanismo da fotografia". Em seguimento da preocupação pedagógica, existem "cursos de fotografia estenopeica", com o nome "Guimarães no buraco da agulha", para quem se quiser inscrever. Os trabalhos produzidos pelos alunos vão fazer parte da exposição, também presente no CCVF, com entrada livre.

As iniciativas contam com algumas parcerias, nomeadamente com empresas e instituições vimaranenses e com a Universidade do Minho. Ricardo Seiça refere que as pessoas receberam o projeto "de braços abertos" e tiveram sempre "uma atitude muito pró-ativa". Conta também que não houve "qualquer resistência" pela parte das empresas, numa altura de crise em que "as empresas estão a aguentar-se como podem". O diretor afirma, ainda, que, sem as empresas, "não seria possível" o projeto concretizar-se.

A magia do princípio básico da fotografia
De acordo com o diretor, a ideia da iniciativa "Câmara Escura" surgiu há alguns anos, quando teve de "construir uma câmara estenopeica" para um curso de fotografia. A partir daí decidiram fazer a experiência "a uma escala maior", com a intervenção do público, conceito que "resultou".

Ricardo Seiça conta que, nas primeiras experiências, houve uma "boa adesão", já que o público considera "mágico" o princípio básico da fotografia. Algumas até "nem acreditavam" que o que viam "era possível". Em seguida, foi só preciso adaptar o projeto a trâmites, como a importância de "envolver a comunidade, as instituições, a cultura", exigidos pela organização da capital europeia da cultura 2012.
(fonte: http://jpn.icicom.up.pt)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Antwerp Gipsy-Ska Orkestra em Portugal


“I Lumia Mo Kher” , “The World is My House”,é o segundo disco de originais da banda e o primeiro a chegar a Portugal estando já à venda nas lojas Fnac, e venda digital através de plataformas como o iTunes ou a Amazon.

Os Antwerp Gipsy-Ska Orkestra são sem dúvida uma verdadeira família de world music, com presença assídua nos maiores festivais europeus.




Na nota de imprensa que recebemos destaca-se que a abordagem que encontramos na banda é aventureira, exclusiva e inovadora. O drum n’ bass, o samba e o dubstep misturam-se com os beats dos Balcãs, e a eles acrescentam-se pinceladas de ska rápido com incursões ao hip-hop. O resultado de tanta multiculturalidade é uma fusão perfeita de ambientes, à qual é impossível ficar indiferente, sobretudo numa performance ao vivo.

E é esta energia contagiante e esta miscelânea de encontros musicais que garantiu a presença de Antwerp Gipsy-Ska Orkestra em Portugal para dois concertos de apresentação de “I Lumia Mo Kher”.

"Nunca lidei com tanta burocracia"

O diretor artístico da companhia alemã Pan.Optikum, que apresenta na sexta-feira o espetáculo "TRANSITion" no festival Imaginarius, em Santa Maria da Feira, garante que, em 15 anos de atividade internacional, nunca lidou com país mais burocrático do que Portugal.
"Nunca lidei com tanta burocracia", diz diretor artístico alemão
"Uma coisa em que Portugal é totalmente diferente da Alemanha é a burocracia", declarou Matthias Rettner em entrevista à agência Lusa. "Há muito mais papelada aqui e nunca lidei com tanta burocracia em 15 anos de trabalho pelo mundo fora - nem em Santiago, nem na Austrália, nem na Venezuela".

O encenador alemão defende que "não é funcional complicar tanto" e admite que, inicialmente, chegou a pensar que os procedimentos de contratualização para os espetáculos em Portugal fossem particularmente minuciosos por exigências relacionadas com fundos comunitários. "Mas depois percebi que nem é por causa do dinheiro", explica. "É só porque é assim que as coisas estão feitas e ninguém se deu ao trabalho de as melhorar".

No caso específico da participação da Pan.Optikum no festival Imaginarius, Matthias Rettner refere um exemplo que considera paradigmático: "Todos os formulários para inscrição no festival - que é internacional, note-se bem - estão escritos em Português. Mandam-nos seis ficheiros anexos num só e-mail e está tudo escrito em Português".
"Como é que podemos preencher e assinar aquilo tudo num espaço de horas, se não conseguimos perceber o que lá está escrito e ainda temos que ser nós a arranjar quem traduza tudo de repente?".

Insistindo em realçar que não tem "absolutamente nada a apontar à direção cultural do evento, que conversa com os participantes em Inglês, discute com eles todos os detalhes e tem sempre o cuidado de alertá-los bem para as questões legais", o encenador alemão assegura: "O problema está todo nos serviços administrativos".

Para Matthias Rettner, a questão tem ainda assim a sua graça. "Quando andamos em viagem pelo mundo, levamos sempre histórias de um país para o outro", explica. "No caso de Portugal, uma das que vamos contar vai ser a da burocracia, que dá para uma boa conversa enquanto bebemos qualquer coisa".

A companhia alemã Pan.Optikum faz, na sexta-feira, a estreia nacional de "TRANSITion", uma parábola sobre fronteiras - civis, religiosas, individuais - que tem a particularidade de ser uma das raras produções de grande formato apresentada com linguagem falada no festival Imaginarius.
(fonte: http://www.jn.pt)

Museu do Trajo de São Brás de Alportel abre as portas à festa das artes

Museu do Trajo em São Brás de Alportel

Na próxima sexta-feira, dia 25, o Museu do Trajo de São Brás de Alportel abre as portas à “Festa das Artes - O que os professores fazem para além de ensinar...” e à “Cultura Portuguesa” duas exposições que revelam perspetivas e técnicas artísticas diferentes.

Esta 16ª edição da Festa das Artes, a inaugurar pelas 18h00, na Galeria Nova do Museu do Trajo de São Brás de Alportel apresenta várias formas de expressão artística que refletem preferências, tendências e perspetivas diferentes do quotidiano dos docentes.

Este projeto anual do Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas com a colaboração do Museu do Trajo e Grupo de Amigos do Museu do Trajo de São Brás de Alportel surgiu com o objetivo de revelar um novo olhar sobre “O que os professores fazem para além de ensinar...”, dando mostras de outras potencialidades, além das habituais atividades pedagógicas.

Ao fim de 16 edições, a Festa das Artes regressa com desenhos, pinturas, esculturas, instalações, fotografia, gravuras, vídeos, de autoria de professores que valorizam a dimensão estética da vida.

Segue-se pelas 19h00 a inauguração da exposição “Cultura Portuguesa”, uma mostra fotográfica de autoria do Clube de Fotografia dos Amigos do Museu. Esta exposição, composta por dezenas de fotografias, reflete o olhar intercultural deste clube de fotografia sobre a Cultura Portuguesa, um encontro com a tradição, os costumes e as gentes do país e da região.

As exposições “Festa das Artes – O que os professores fazem além de ensinar” e “Cultura Portuguesa”, podem ser visitadas de 2ª a 6ª feira entre as 10h00 e as 13h00 e as 14h00 e as 17h00, e aos sábados, domingos e feriados entre as 14h00 e as 17h00.

Companhia Olga Roriz em Macau



“Nortada” marca a estreia da Companhia Olga Roriz em Macau. O espectáculo terá lugar hoje à noite no Centro Cultural e vai transportar os espectadores até um Portugal tradicional de memórias vivas.

Pedro Galinha
Olga Roriz não viajou com a sua companhia até Macau, mas fez questão de deixar uma mensagem ao público que hoje pode ver “Nortada” no Centro Cultural, a partir das 20h: “Estando longe, nunca estarei ausente. Nortada é talvez das peças que criei a mais representativa da alma portuguesa. Evadida de uma forte imagética colectiva, Nortada é rica de lembranças da infância e da adolescência, onde me encontro em cada gesto, em cada palavra de cada silêncio. Memórias de um passado projectadas no futuro. Memórias partilhadas com os meus bailarinos e, por eles, eximiamente recriadas”.

As palavras da coreógrafa portuguesa mais reconhecida internacionalmente foram lidas pela bailarina Catarina Câmara, a quem coube a responsabilidade de responder a uma pergunta inevitável: como se prepara um espectáculo sem Olga Roriz?

“A sensação é como se os filhos tivessem ido acampar pela primeira vez sem os pais. A Olga, em oito ou nove anos de companhia, esteve sempre presente em todos os espectáculos. E em todos os espectáculos esteve com a mesma vibração, a mesma exigência. Como se fosse o primeiro. Isto é inédito num criador”, lembra a executante que partilha o palco com outros quatro bailarinos – só Pedro Santiago Cal não participou na conversa.

Juntos, trazem a Macau um pedaço de Viana do Castelo – cidade minhota de onde é natural a mentora da companhia de dança contemporânea que integram.

Do município vianense partiu, precisamente, a encomenda do espectáculo que se prolonga por mais de uma hora e meia.

“A peça foi criada a partir de imagens, sons, elementos que todos nós captámos assistindo às festas de Nossa Senhora da Agonia em Viana do Castelo. Com a direcção da Olga fomos criando situações de memórias que íamos absorvendo e que depois interpretamos”, explica Rafaela Salvador, ladeada de Bruno Alexandre que confirma o trabalho de campo “quase etnográfico” que “Nortada” exigiu, até a nível musical.

“Há sons que foram captados mesmo nas festas da Nossa Senhora da Agonia”, revela o bailarino, antes de anunciar que Amália Rodrigues também faz parte do alinhamento.

Na dança dos testemunhos, Catarina Câmara toma novamente a palavra para recordar que o método de trabalho de Olga Roriz dita uma espécie de “residência intelectual”. Em Viana do Castelo, foram duas semanas a vaguear pela cidade, de bloco na mão para tirar notas. Cada um organizou um dossiê e o resultado final foi partilhado com a coreógrafa que dá sempre liberdade aos bailarinos no momento de criação.

“Peça única”
Dos cinco intérpretes de “Nortada”, há um nome que salta logo à vista pela grafia: Sylvia Rijmer.

Apesar de ter nascido na Nigéria, a bailarina tem nacionalidade holandesa e japonesa. Em Portugal, começou por integrar o Ballet Gulbenkian, seguindo depois para a Companhia Olga Roriz.

Sobre “Nortada”, este olhar mais distante diz-nos que é “uma peça única” porque “representa Portugal de uma forma especial”, sem esquecer os símbolos da tradição lusa. Um desses casos é uma simples mesa que Rafaela Salvador nomeia de “ponto de encontro”: “É aí que a família se reúne e, depois, sai para as festas, cerimónias religiosas, locais de divertimento, namoro, bailes”.

Estes ritos tradicionais, tão próximos da realidade local, despertam a identidade asiática de Sylvia Rijmer e levam-na a dizer que “Nortada” vai “funcionar bem” em Macau.

“Reconheço que [a tradição] é valiosa porque venho do Japão e há alguns pontos comuns entre as duas culturas, no que diz respeito aos valores, à família. Para mim, foi interessante estar envolvida, ainda que não tenha estranhado”, confessa a bailarina que terá os pais na plateia do Centro Cultural.
Futuro incerto
Apesar de ser reconhecida dentro e fora de portas, a Companhia Olga Roriz – fundada em 1995 com o apoio financeiro dos extintos Ministério da Cultura e Instituto das Artes – “está na iminência de acabar”, diz Bruno Alexandre.

O grupo, que “nunca foi completamente dependente do estado”, lamenta a “falta de espaço e condições” para continuar a preparar espectáculos. “Por não haver dinheiro, não haverá nada para mostrar. Podemos apresentar peças de 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 ou 2012, mas a partir daí tudo acaba”, vaticina o bailarino.

Sylvia Rijmer destaca que, actualmente, existem grandes diferenças na forma como as artes são vistas um pouco por todo o mundo. “É interessante porque, aqui [Ásia], há investimento na arte e nos artistas. Há uma aposta no desenvolvimento porque a arte representa uma cultura. Em Portugal… É difícil Portugal reconhecer a própria cultura. É importante ser local, mas com uma mente global”, argumenta.

Catarina Câmara aposta em denunciar a “falta de entrosamento das artes na educação”. “Há que educar as pessoas”, justifica, e essa aposta deve acontecer desde tenra idade, para prevenir o futuro: “Enquanto os nossos políticos não tiverem aulas de expressão corporal, as coisas não vão acontecer”.

A abertura de um novo concurso na área da internacionalização dos artistas portugueses (o Governo português anunciou que vai distribuir 600 mil euros por um máximo de 100 candidaturas das mais diversas áreas artísticas) também não encontra grande entusiasmo na companhia. Ainda assim, o desejo de sair de Portugal para mostrar o trabalho desenvolvido é comum a todos os performers.

Museu Nacional de Arqueologia vence Prémio Mundial de “Melhores Práticas Educativas”



O Museu Nacional de Arqueologia (MNA) venceu esta semana o Prémio Mundial de “Melhores Práticas Educativas”, no âmbito das celebrações do dia internacional dos museus. O museu português foi premiado ex-aequo com outras quatro instituições de Itália, Alemanha, Brasil e Tanzânia.

Na primeira edição do prémio, entregue pelo Comité do Conselho Internacional dos Museus (ICOM) para a Educação e Acção Cultural, o MNA foi distinguido com o projecto “Clubes de Arqueologia”, que visa dinamizar principalmente junto do público escolar um conjunto de acções educativas para promover a valorização do património arqueológico e cultural.

O projecto “Clubes de Arqueologia”, que conta já com uma dezena de clubes em todo o país, é apoiado pelo Ministério da Educação.

Os objectivos do projecto passam por divulgar a arqueologia e o património cultural junto das comunidades escolares que aderiram ou venham a aderir ao projecto, promovendo também o gosto pela visita a sítios e museus de arqueologia.

Todas as informações (intercâmbio de experiências e matérias construídos em cada clube, criação de canais de comunicação e divulgação no YouTube, instituição de dias comemorativos, organização campanhas de estudo e valorização de sítios arqueológicos) podem ser consultadas
aqui.
(fonte:
http://www.publico.pt)

Região da Península de Setúbal vence 11 Medalhas de Ouro e 18 Medalhas de Prata

Região da Península de Setúbal vence 11 Medalhas de Ouro e 18 Medalhas de Prata <br>
Concurso Mundial de Bruxelas: Península de Setúbal é das regiões mais premiadasA Península de Setúbal foi das regiões portuguesas mais premiadas no Concurso Mundial de Bruxelas de 2012 que decorreu em Guimarães – Capital Europeia da Cultura este ano –, de 4 a 6 de Maio. A região somou 11 Medalhas de Ouro e 18 Medalhas de Prata, registando um total de 29 prémios.

O Concurso Mundial de Bruxelas foi criado em 1994 e é actualmente um dos concursos internacionais com maior notoriedade a nível mundial. Esta é a segunda passagem por Portugal, após a iniciativa em 2006 em Lisboa. Na 19ª edição foram a prova 8397 vinhos e espirituosos vindos de produtores de 52 países. O painel de prova internacional do Concurso Mundial de Bruxelas contou com 350 profissionais, entre escanções, consumidores, importadores, distribuidores, jornalistas e críticos. De Portugal, perto de 30 profissionais representaram na maior edição do concurso mundial em volume e em qualidade, de acordo com a organização oficial do evento.

Na edição deste ano, os vinhos da Península de Setúbal atraíram a atenção da fileira do vinho para a sua crescente qualidade. A Casa Ermelinda Freitas (11 medalhas), a Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões (5 medalhas) e a Adega Cooperativa de Palmela (3 medalhas) são as produtoras que renderam o maior número de prémios à Península de Setúbal.

“Estes prémios são razão de orgulho para região da Península de Setúbal e são especialmente do mérito dos produtores, pelo conhecimento enológico e pelo trabalho constante em todas as fases de produção. Só assim se atinge este sucesso”, diz Henrique Soares, Presidente da CVR Península de Setúbal, após o anúncio oficial de prémios da organização do Concurso Mundial de Bruxelas. “A Península de Setúbal está na linha da frente das regiões de Portugal mais premiadas em concursos internacionais, o que desbloqueia oportunidades de negócio, favorece a exportação e aumenta a competitividade dos nossos vinhos”.