terça-feira, 22 de maio de 2012

Museu da Chapelaria acolhe exposição inédita



O Museu da Chapelaria, em São João da Madeira, inaugura hoje a exposição inédita "A secretária virtuosa do Sr. Calouste Gulbenkian", com chapéus, vestidos e acessórios de moda utilizados por Maria Helena Knott nos seus anos de serviço ao magnata arménio.
 
Juntamente com fotografias e outros documentos, as peças em causa foram doadas ao Museu por Lisa e Patrick Thompson, ambos familiares da chamada "Miss Knott" (Benfica, 1922 - Cascais, 2006), e reportam sobretudo aos anos 40 e 50, quando a educação britânica e a conduta discreta da dama portuguesa que estudou `ballet` no mesmo colégio da Rainha Isabel II levaram Calouste Gulbenkian a convidá-la para sua assistente pessoal.
Suzana Menezes é a coordenadora do Museu da Chapelaria e, comissariando a exposição, declarou à Lusa que a mostra "remete o visitante para um mundo absolutamente extraordinário, pautado por regras e códigos sociais que, por várias razões, já não se vivenciam hoje".

Para essa responsável, a exposição dá também a conhecer "a personalidade e o trabalho cultural de um homem fundamental no contexto do desenvolvimento do país, fazendo-o através do olhar feminino da sua secretária".

Suzana Menezes recorda que foi a doação do espólio de Maria Helena Knott ao Museu da Chapelaria que conduziu à organização da presente mostra. "Quando recebemos a coleção percebemos duas coisas fundamentais", observa. "Por um lado, que os objetos em doação eram de uma beleza e elegância assinaláveis e, por outro, que a história de vida de Miss Knott merecia ser contada, por aquilo que representa cultural e socialmente".
A coordenadora do Museu define a assistente de Gulbenkian como "uma mulher com um nível de educação claramente acima da média, que exerceu uma atividade profissional assinalável e que foi, sob muitos pontos de vista, uma mulher muito à frente do seu tempo".

Em entrevista ao Expresso em 2005, Miss Knott definia-se, contudo, como "uma mulher do século XVIII". Nasceu em Benfica em 1922, foi educada em casa com "uma miss, uma mademoiselle e uma fraulein", e ingressou depois na École Française de Lisboa, de onde seguiu para Inglaterra, para continuar a sua formação no Convento de Holly Child Jesus, entre 1936 e 1939.

De regresso a Portugal, afirma-se como influente e a 18 de março de 1943 conhece Calouste Gulbenkian através de um casal amigo. A sua educação britânica e atitude discreta valeram-lhe então um convite do próprio para ser sua assistente, passando assim a ocupar um escritório no Hotel Aviz, em Lisboa.

"De figura elegante, gostava de vestir bem, sempre saia ou vestido, pretos, pelo joelho", pode ler-se na documentação que acompanha a mostra. "Não esquecia as luvas da mesma cor, nem os chapéus a condizer, num contraste perfeito com o tom da sua pele. Com distinção e muito discreta, estava sempre preparada para um cocktail ou uma festa mais requintada".

Calouste Gulbenkian (Turquia, 1869 - Lisboa, 1955), por sua vez, foi um "financeiro, industrial, diplomata, religioso, filantropo, conhecedor e Casanova". Criador da Iraq Petroleum Company Limited, viveu entre o Médio Oriente, Londres e Paris, até se estabelecer aos 73 anos em Lisboa, onde apreciava o clima, "a hospitalidade, a segurança e o sistema de impostos".

Colecionista entusiasta de Arte e detentor de uma vasta fortuna, deixa em testamento a constituição da fundação internacional que, com sede em Lisboa, ainda hoje se destaca com o seu nome em vários domínios da Ciência e da Cultura.

A exposição "A secretária virtuosa do Sr. Calouste Gulbenkian" está patente na galeria de exposições temporárias do Museu da Chapelaria até 30 de agosto.
(fonte: http://www.rtp.pt)

Jovens portugueses inventam camisola que dá música

earBOX, a camisola nacional que dá música (foto site)

Dois jovens de Braga inventaram e estão a comercializar camisolas com capuz, dotadas de colunas para ouvir música, um produto que hoje foi apontado como um exemplo de empreendedorismo e inovação.

Para já, João Oliveira e Pedro Filipe vendem essencialmente através da Internet e em festivais de música, mas a dupla empreendedora tem na mira o mercado do hemisfério Norte, onde as temperaturas são mais baixas e há mais utilizadores de transportes públicos, de bicicletas e de «segways».

O secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Nuno Oliveira, elogiou o produto, mas incitou os jovens a entrarem rapidamente e em força no mercado, lembrando que estão perante uma espécie de «corrida contra o tempo.

«É que amanhã os chineses podem fazer isto», referiu.

Carlos Oliveira, que falava na Universidade do Minho (UMinho), numa iniciativa inserida na Semana do Empreendedorismo e Inovação, promovida pelo Governo, reiterou que Portugal precisa de aproveitar «muito melhor» o conhecimento gerado nas universidades para criar riqueza.

Para o governante, é «fundamental» universidades e empresas trabalharem em conjunto, concertando uma aposta na inovação e no empreendedorismo, para o país faturar mais e aumentar as exportações.

«Temos de ser menos avessos ao risco e compreender que as falhas fazem parte do processo de empreendedorismo», apelou.

Antigos estudantes da UMinho, João Oliveira e Pedro Filipe arriscaram nas camisolas com capuz dotadas de colunas e estão dispostos a arriscar ainda mais.

«Para já, isto ainda funciona com fios, mas pensamos evoluir para o wireless», assegurou Pedro Filipe.

As camisolas são 100 por cento em algodão e as colunas, «escondidas» no capuz, são revestidas a cortiça.

O preço de venda varia entre os 30 e os 100 euros.
(fonte:
http://www.tvi24.iol.pt)

FITEI - Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica



Uma edição em formato reduzido, que conta este ano apenas com sete dias e se inicia com um prólogo em Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura, seguindo depois para a cidade natal, o Porto, onde decorre pela 35.ª vez o festival que se afirma multicultural, interventivo e cosmopolita apresenta propostas recentes do teatro nacional e internacional.

Com o prólogo, é possível entrar-se sem querer na “Box” dos Kinoa ou encontrar girafas no meio da rua com os também catalães Xirriquiteula Teatre.

Mas, oficialmente, o festival abre com os Footsbarn Travelling Theatre, grupo nómada multinacional em residência artística em Guimarães, que viaja até ao Mosteiro de São Bento da Vitória, no Porto, para apresentar a sua “Tempestade Indiana”, inspirada n’ “A Tempestade” de William Shakespeare.

O destaque, porém, incide sobre as duas estreias absolutas desta edição: “O Doente Imaginário” num regresso dos Ensemble a Moliére, com encenação de Rogério de Carvalho, e “As Intermitências da Morte”, criado em conjunto pelo grupo brasileiro Ítaca Teatro e pelos portugueses Trigo Limpo e Quinta Parede.

Segundo Mário Moutinho, director do festival, o FITEI deste ano “é possível pelas parcerias que o festival tem e que tem reforçado”, que se fazem notar em relação a Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura e ao Festival Imaginarius, em Santa Maria da Feira, incluindo também o Teatro Nacional de São João (TNSJ), a Fundação de Serralves, o programa Manobras da Porto Lazer ou a Funarte do Ministério da Cultura brasileiro.
(fonte: http://lazer.publico.pt)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Olga Roriz distinguida com o Prémio da Latinidade 2012




De acordo com Maria Renée Pareja Gomes, representante da União Latina, o júri do galardão, presidido por Eduardo Lourenço, decidiu atribuí-lo a Olga Roriz "pelo desempenho de uma obra artística, como profissional e criadora reconhecida internacionalmente".

Até 2008 designado por Prémio da Latinidade "Troféu Latino", passou em 2009 a ter o nome de Prémio da Latinidade "João Neves da Fontoura", ministro dos Negócios Estrangeiros brasileiro a quem se deve a criação da União Latina como organização internacional.

Com este Prémio criado em 2002, a União Latina visa homenagear uma personalidade ou instituição que se tenha distinguido, pela sua obra, na difusão da Latinidade, nos domínios artístico, literário ou científico.

Nascida em Viana do Castelo, Olga Roriz, 56 anos, estudou ballet clássico e dança moderna com Margarida Abreu e Ana Ivanova, ingressou na Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa e tornou-se primeira bailarina do Ballet Gulbenkian, onde foi depois convidada para coreografar.

Criou a Companhia Olga Roriz em 1995.
A galardoada é uma das mais importantes artistas portuguesas e considerada uma coreógrafa revolucionária na história das últimas décadas da dança em Portugal.
Em 2008 recebeu o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores/Millenium BCP.
Nas edições anteriores foram galardoados o cineasta Manoel de Oliveira, em 2002, o ensaísta Eduardo Lourenço, em 2003, o arquiteto Álvaro Siza Vieira, em 2004, o ex-Presidente da República Mário Soares, em 2005, a investigadora de estudos clássicos Maria Helena da Rocha Pereira, em 2006, o historiador José Mattoso, em 2007, o ator e encenador Luís Miguel Cintra, em 2008, o artista plástico Júlio Pomar, em 2009, o arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, em 2010, e a escritora Lídia Jorge, no ano passado.
Fundada em 1954, a União Latina é composta por 36 Estados de língua oficial ou nacional românica e tem como objetivo promover a reflexão sobre os valores culturais e linguísticos do conjunto da comunidade latina e a consciência da identidade cultural comum destes povos.

De acordo com Maria Renée Pareja Gomes, também membro do júri, a sessão solene de entrega do Prémio da Latinidade terá lugar no Instituto Camões, a 29 de maio, com a presença do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.
(fonte: http://sicnoticias.sapo.pt)

Maria João Worm vence Prémio Nacional de Ilustração



Com texto e linogravuras de Maria João Worm, o livro “Os animais domésticos” foi editado no ano passado pela editora independente Quarto e Jade.

Para o júri da 16.ª edição do Prémio, “Os animais domésticos” é “um objecto singular que se constitui como uma verdadeira obra aberta, disponível a leituras criativas”.

“A obra articula textos breves (como legendas) caligrafados e imagens imprecisas, num ambiente onírico e íntimo que se desdobra aos olhos do leitor, permitindo-lhe desconfiar do que não vê, e sorrir”, sublinhou o júri.

“Os animais domésticos” reúne nove gravuras feitas por Maria João Worm na década de 1980 e que representam animais a executarem tarefas domésticas, como passar a ferro, costurar e estender a roupa.

Maria João Worm, que receberá um prémio monetário de cinco mil euros, nasceu em 1966 e tem um percurso discreto, mas original, na banda desenhada e ilustração portuguesas, publicando em colectâneas e pequenas editoras independentes, à margem dos grandes grupos editoriais.

Integrou várias edições do Salão de BD e Ilustração de Lisboa e, mais recentemente, fez parte da exposição retrospectiva da banda desenhada portuguesa “Tinta nos Nervos”, que esteve patente no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, em 2011.

Publicou, entre outros, “Electrodomésticos classificados”, “Trapalhadas azaradas com bolo de chantily”, com texto de Rita Taborda Duarte, “O homem bestial”, com João Paulo Cotrim.

Maria João Worm foi finalista do curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes de Lisboa, passou pelo curso de cinema de animação e deu aulas no Ar.co.

Na 16.ª edição do Prémio Nacional de Ilustração foram ainda atribuídas menções especiais a José Manuel Saraiva, pela ilustração de “Cesário Verde - Antologia Poética”, editado pela Kalandraka, e a Catarina Solbral pela estreia editorial com “Greve”, editado pela Orfeu Negro.

Maria João Worm, José Manuel Saraiva e Catarina Sobral receberão ainda 1.500 euros cada, para suportar uma ida à Feira do Livro Infantil de Bolonha, em Itália, em 2013.

O júri também destacou a obra de André Letria, pelas ilustrações de “Se eu fosse um livro”, com texto de José Jorge Letria, publicada pela Pato Lógico.

Do júri fizeram parte Adriana Baptista, docente universitária, Mariana Viana, coordenadora do Mestrado em Ilustração, e Cristina Grácio, em representação da DGLB.

Nesta 16.ª edição do Prémio Nacional de Ilustração, foram analisadas 116 obras, publicadas em 2011 por 43 editoras, da autoria de 72 ilustradores.
(fonte:
http://www.publico.pt)

Fado em Taiwan



O papel de Macau como plataforma de serviços entre a China e os países de língua portuguesa é um dos trunfos lançados pelo Governo para convencer os residentes de Taiwan a investirem deste lado do Estreito. Na cerimónia de inauguração da delegação da RAEM em Taipé, ocorrida ontem, ouviu-se fado e foram anunciadas novas oportunidades para o comércio e turismo. Mas o projecto de cooperação é mais amplo e inclui também o combate ao crime.

Em funcionamento desde Dezembro, a Delegação Económica e Cultural de Macau em Taiwan pretende dar apoio aos residentes que estudam, trabalham ou têm investimentos na ilha. Mas não só: “Iremos estabelecer e manter mecanismos de contacto com os serviços de Taiwan no sentido de promover o papel de plataforma e de ponte de ligação da delegação”, afirmou no seu discurso Alexis Tam, chefe do gabinete do Chefe do Executivo que acompanhou o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, na visita de três dias a Taipé.

Economia, turismo, cultura e educação são as áreas em que as duas regiões vão procurar “novas sinergias”, com o Governo de Macau a destacar os contactos com os países da lusofonia e os projectos de cooperação no Delta Rio das Pérolas, como a exploração da Ilha da Montanha e da zona de Nansha. Os “recursos turísticos” foram também realçados por Alexis Tam, que prometeu “maiores oportunidades” para os formosinos “investirem e desenvolverem as suas actividades em Macau e no interior da China”.

Para os residentes que estão em Taiwan, o Governo promete “assegurar o apoio e assistência” em situações de emergência e “acções conjuntas de combate ao crime”. A abertura da delegação, resumiu Alexis Tam, “é um importante marco do relacionamento estreito, benefício mútuo e desenvolvimento harmonioso das relações entre Macau e Taiwan”. “Convidamos os amigos dos diversos sectores de Taiwan para aproveitarem o papel de plataforma que a delegação procura desempenhar no desenvolvimento dos vossos projectos de cooperação. A nossa porta manter-se-á sempre aberta”, frisou.

Na agenda de Cheong U continuam os pedidos às autoridades formosinas para a isenção de vistos para os residentes de Macau e o reconhecimento das licenciaturas tiradas na RAEM. As matérias foram discutidas com a ministra do Conselho para os Assuntos do Continente, Lai Shin-yuan, e segundo o secretário o encontro “decorreu numa atmosfera positiva”. Cheong U esteve também reunido com estudantes de Macau: há 4337 mil alunos locais a frequentarem universidades de Taiwan.

A delegação de Macau é dirigida por Nádia Leong e está instalada no 56º andar do edifício Taipei 101, no centro económico e político da capital. Na cerimónia de inauguração, participaram ainda os deputados Chui Sai Peng e Chan Meng Kam.

PUFF – Portugal Underground Film Festival



O mais jovem festival internacional de cinema de Portugal dividir-se-á pelo Museu de Portimão, que opera como montra do património histórico, etnográfico e industrial da cidade, e pela Moagem – Cidade do Engenho e das Artes do Fundão, que funciona como um veículo de distribuição da oferta artística e cultural do município beirão.

Outro dos objetivos dos promotores é incutir uma nova forma de olhar filmes menos comerciais e assumidamente alternativos e experimentais, de ficção ou documental, curtas ou longas-metragens, que dificilmente chegariam às salas de cinema através da distribuição convencional.

O festival está dividido por quatro categorias em competição (longas-metragens, curtas-metragens, Doks e U-Can), devendo todos os filmes ser posteriores a 2010 e inéditos no nosso país, à exceção das películas nacionais.

Os documentários têm de abordar temas pouco divulgados e até mesmo tabu na sociedade, sendo que na categoria U-can os estudantes de várias escolas de cinema portuguesas terão a oportunidade de mostrar o seu trabalho.

A seleção oficial da edição de estreia do PUFF inclui um total de 97 filmes provenientes de 27 países, constando 13 longas-metragens, 16 documentários e 68 curtas-metragens, das quais 17 portuguesas, a que acrescem cerca de 40 filmes das escolas de cinema lusas.

A sessão de abertura apresentará «Os 3» de Nando Olival, filme brasileiro sobre um triângulo amoroso que, ao aceitar envolver-se num “reality show caseiro”, transforma as personalidades de cada um, encerrando com «Snow on Tha Bluff», um “documentário híbrido”, formato cinematográfico cada vez mais em voga. O realizador Damon Russell foi já considerado pela Filmmaker Magazine como uma das grandes promessas do cinema independente norte-americano.

Durante as 40 sessões do PUFF, o público poderá também ver, por exemplo, filmes como «Transmigration», uma longa-metragem com sotaque brasileiro e produção americana, ou documentários únicos como o finlandês «Finnsurf», sobre o surf nas águas gélidas do Mar Báltico e a produção norueguesa, «6ft Hick: notes from the underground», que conta a vida da banda underground de mesmo nome, durante a sua turnê pela Europa.

Além dos troféus destinados ao vencedor de cada categoria, haverá o Prémio do Público, votado pela audiência das duas cidades, enquanto o júri, exclusivamente português, será composto por dois grupos, o primeiro avaliando as secções de longas-metragens e U-Can e o segundo a Doks e curtas-metragens.

Paralelamente ao PUFF, serão apresentadas duas exposições da fotógrafa portuense Cinda Miranda, pretendendo a 1P2L Produções Independentes, que organiza este evento, dar a conhecer Portugal perante os seus convidados internacionais como um país variado e ideal para a rodagem de filmes, fomentando desta forma o turismo e incrementando as oportunidades de negócio na área do cinema mundial.
(fonte:
http://www.regiao-sul.pt)