terça-feira, 17 de abril de 2012

Abril, filmes mil



Diz José Filipe Costa que o 25 de Abril adubou o circuito cinematográfico português e talvez por isso tenhamos hoje, no mês dos cravos, três festivais de cinema a acotovelarem-se em Lisboa.

O 8 1/2, Festa do Cinema Italiano (festadocinemaitaliano.com), que começou dia 12, despede-se da capital no dia 19, para depois partir para outras cidades: Funchal, de 26 a 29 deste mês; Coimbra, de 1 a 3 de Maio; Guimarães, de 4 a 6 de Maio; e Porto, de 10 a 13 de Maio. Da sua ementa constam Este é o Meu Lugar, filme anglófono do italiano Paolo Sorrentino (que estará presente hoje na sessão de abertura), com Sean Penn no papel de um rockeiro excêntrico e reformado. E outros pratos quentes como Terraferma, de Emanuele Crialese, na sessão de encerramento lisboeta; Il Primo Uomo, de Gianni Amelio; Il Viaggio di Cartone, de Ermanno Olmi; e Vallanzasca: Gli angeli del male, de Michele Placido.

Em paralelo com o banquete italiano, e até 22 de Abril, decorre a sexta edição do Panorama, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa. Há 75 documentários portugueses para ver, entre estes, nove filmes em estreia e seis primeiras obras: Amanhã à Mesma Hora, de Luísa Soares e Pedro Sousa Raposo; Ao Vivo, de Astrid Menzel; A Arca do Éden, de Marcelo Félix; Alegria com Firmeza, Firmeza com Alegria, de Tiago Cabral; A Nossa Forma de Vida, de Pedro Filipe Marques; e O Sétimo Andar, de Olga Alfaiate. Destaque ainda para as sessões Percursos no Documentário Português – A Imagem Muda, musicadas ao vivo por Noiserv (hoje às 21h, Cinema São Jorge), Filipe Raposo (16, 17 e 18 de Abril, na Cinemateca Portuguesa) e por António Bruheim Quinteto (21 de Abril, às 21h, Cinema São Jorge).

O IndieLisboa instala-se entre 26 de Abril e 6 de Maio e promete um número recorde de filmes portugueses em competição: cinco longas-metragens e 18 curtas. João Salaviza integra a competição com a curta Cerro Negro e fora dela é exibido em sessão especial Rafa, com que venceu o prémio de Melhor Curta-Metragem no Festival de Berlim. Mas há muito mais para descobrir entre os 232 filmes da programação. Da Viennale, que faz agora cinquenta anos, o IndieLisboa traz cinco filmes que marcaram a sua história. Cada um será precedido por trailers encomendados a cineastas como Jean-Luc Godard e David Lynch. Em foco estarão também quatro autores suíços: Ursula Meyer, Lionel Baier, Frédéric Mermoud e Jean-Stéphane Bron. (fonte: http://sol.sapo.pt)

«Ensaio» estreia a nível mundial no Festival de Cannes 2012





A curta-metragem Ensaio, de Dinis M. Costa e produzida pela Overlook Filmes, tem a sua estreia mundial agendada para a edição deste ano do Festival de Cannes. O filme conta com a interpretação de Miguel Nunes, Cátia Tomé e Nuno Gil, com argumento e realização de Dinis M. Costa.

O filme incide sobre a cidade Lisboa, nomeadamente numa paisagem decadente e satírica da cidade e no confronto entre três actores, com diversas interpretações dramáticas, onde a história original originasse várias histórias diferentes, num estilo muito auto-concentrado, feito sobre si mesmo e sem influências do exterior.

A equipa de Ensaio contou com muitas limitações, nomeadamente de ordem financeira, no entanto, o fruto do trabalho foi recompensado com uma estreia num dos eventos mais populares do cinema.


Diabo na Cruz: Próximos concertos

Diabo na Cruz, Roque Popular - Novo disco a 23 de Abril




Próximos concertos:
23 Abril: Castelo Branco, Semana Académica
24 Abril: Guimarães, CAE São Mamede, Capital Europeia da Cultura 2012
26 Abril: Viseu, Semana Académica
27 Abril: Porto, Hard Club
03 Maio: Leiria, Semana Académica
11 Maio: Ílhavo, Centro Cultural de Ílhavo
23 Junho: Praga, República Checa, Festival Lusófona
Bilhetes para o concerto do Porto já à venda em www.ticketline.pt e locais habituais.

Guimarães 2012: Apresenta encenação de Nuno Cardoso



Nos próximos dias 28 e 29 de Abril - sábado e domingo -, às 22h00, o encenador Nuno Cardoso e a companhia Ao Cabo Teatro apresentam no palco de Guimarães 2012, em estreia nacional, “Medida por Medida”, uma comédia negra sobre o moralismo e o poder. O clássico de William Shakespeare surge agora explorando o cruzamento de reportórios clássicos, com escritas mais contemporâneas. A peça estará em cena no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães.

Em “Medida por Medida”, Nuno Cardoso, com assistência de Vítor Hugo Pontes, conta a história de um mau juiz que acede ao trono e abusa do poder, pecando por luxúria e pela troca de favores. Com co-produção da companhia Ao Cabo Teatro, da Capital Europeia da Cultura, do Teatro Nacional São João (TNSJ) e do São Luiz Teatro Municipal, a peça reflecte sobre a diferença entre o que é enunciado e a realidade dura dos factos.

Entre o trabalho do jovem encenador, destaca-se a trilogia Tchekov, com as criações “Platónov” (2008) - merecedora de uma Menção Especial da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro -, “A Gaivota” (2010) e “Três Irmãs” (2011). Os bilhetes para “Medida por Medida” estão disponíveis por 10 euros, no CCVF, FNAC e Bilheteira Online. Depois da estreia na Capital Europeia da Cultura, a peça passará pelos palcos do TNSJ e do São Luiz Teatro Municipal.

Neste sentido, convidamos o vosso órgão de comunicação social para acompanhar o ensaio de Imprensa da peça “Medida por Medida”, que decorre quinta-feira, dia 19 de Abril, às 15h30, na Blackbox da ASA, em Guimarães. (fonte:
http://www.correiodominho.com)

Castelo de Guimarães será 'assaltado, destruído e reconstruído'



O castelo de Guimarães vai ser «assaltado, destruído e reconstruído», numa iniciativa em três actos que pretende mostrar o «símbolo da nacionalidade» como «fortaleza do passado, muralha ténue no presente e ponte para o futuro».

O Castelo em Três Actos: Assalto, Destruição e Reconstrução é uma iniciativa da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012, comissariada por Paulo Cunha e Silva e que tem como «principal metáfora» o simbólico, mas real Castelo de Guimarães.
«O Castelo é um lugar comum de Guimarães. Mas é uma realidade incontornável», explicou em entrevista à Lusa Paulo Cunha e Silva.

Mas que Castelo? «A muralha, a simbologia, a fortaleza, a prisão. Tudo isto é o castelo. Castelo que é palácio, que encanta, mas também castelo que é masmorra e amedronta», respondeu.

Médico, Paulo Cunha e Silva deambula entre a lógica da ciência e a ilusão da arte: «A fortaleza física do castelo é evidente. Está nas muralhas, nas pedras. Mas até onde se estende essa fortaleza? Passa os limites das pedras?».

As questões ficam no silêncio interrompido pela resposta: «O castelo tem também uma fortaleza emocional, na medida que provoca um sentimento de protecção a quem o rodeia».

Mas estaremos mesmo protegidos? «As pedras caem. E o acto 1, o Assalto mostra isso mesmo. Antes da invasão, há o cerco. Um abraço às muralhas, à cidade. Um apertar da malha antes da luta».

A ideia de paradoxo corre no pensamento e nas palavras. «Em cada castelo há contradições. É preciso mostrá-las, discuti-las. Da tese e da antítese confrontam-se ideias, nascem novos paradigmas. Avança-se», explanou.

Depois da ternura do abraço, a violência da «invasão e consequente» destruição.
«É inevitável. O invasor destrói, rompe com a normalidade. Mas vivemos tempos em que é preciso romper, cortar e avançar. Qual é o lugar da Europa nestes tempos? Há uma muralha que fecha a Europa em si ou essa mesma muralha abre-a ao mundo?», pergunta.
O castelo está destruído. Acto um e Acto dois encenados.

«É agora tempo de reconstruir. Que castelo queremos? É uma questão que se tem que discutir», afirmou. Ato três.
Perguntas esclarecem perguntas, dúvidas são respondidas com questões. Paulo Cunha e Silva descreve o Castelo de Guimarães «além das muralhas» que o limitam.
«É o principal símbolo da nacionalidade. Uma fortaleza do passado que ergue uma muralha no presente. Uma muralha ténue perante a incerteza dos dias e que da força das pedras, da resposta a questões incontornáveis, constrói pontes para o futuro». É apenas um castelo.

Castelo em Três Actos - Assalto, Destruição e Reconstrução envolve Guimarães em ciclos de conferências para «diagnosticar» o mundo, «descobrir se se quer um castelo sólido ou um castelo de cartas».

De Abril a Setembro, seis meses de reflexão entre exposições, propostas de castelos, deambulações cinematográficas e até culinária, porque dentro das muralhas de um castelo tudo acontece.

«Se o Drácula vive num castelo, já a imperatriz Sissi vivia num palácio, também ele um castelo», opõe, assim, Paulo Cunha e Silva, as masmorras aos salões de baile. (fonte: http://sol.sapo.pt)

5ª edição do festival Rescaldo

fest rescaldo 2012A 5ª edição do festival Rescaldo vai acontecer na Culturgest e na Trem Azul Jazz Store.

De: 17.04.2012 - 21.04.2012  

O que não muda é a sua linha conceptual, que pretende continuar a apresentar nomes e projectos musicais que se destacaram na cena nacional em 2011, focando a programação nas movimentações emergentes da electrónica, da improvisação, do rock e do jazz, dando destaque à qualidade e ao contributo para a vitalidade criativa da música feita em Portugal.
Na 5ª edição, Rescaldo presenta uma programação pluridisciplinar com cruzamentos entre a música, a literatura e as artes visuais: nove concertos, o lançamento de um livro, duas exposições, e um DJ Set.

Por ocasião do festival será ainda lançada uma nova editora, Shhpuma, criada como um prolongamento da Clean Feed, editora reconhecida internacionalmente pelo seu catálogo na área do jazz contemporâneo, a nova editora herda a década de experiência e know-how que a Clean Feed acumulou para fazer chegar esta linha musical aos circuitos internacionais. Shhpuma marca a sua estreia com a edição do 1º álbum de Pão, com título homónimo, e o álbum Guitar Soli for the Moa and the Frog de Filipe Felizardo.
(fonte: http://www.vousair.com)

Cineclube de Guimarães é YéYé



(fonte: http://cineclubeguimaraes.org)