segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Centro Cultural de Belém (CCB) convida criadores a apresentarem propostas



O Centro Cultural de Belém (CCB) lançou,esta sexta-feira, um convite aos criadores e culturais portugueses para apresentarem, até 31 de Março, propostas que poderão ser incluídas na próxima programação, do triénio 2013-1015.

Numa nota divulgada pelo CCB, o novo Conselho de Administração da Fundação Centro Cultural de Belém (FCCB) espera que, desta iniciativa, resultem "contributos válidos para a programação" e sublinha que, se a iniciativa der bons resultados passará a ser realizada todos os anos.

Tanto os criadores portugueses, como os produtores, operadores e agentes culturais, são convidados a fazer chegar ao CCB, até ao próximo dia 31 de Março, "propostas que considerem idóneas".

As propostas devem descritas de forma resumida e acompanhadas de uma estimativa de custos, indicação de eventuais patrocínios e previsões de financiamento, bem como de modalidades viáveis de co-produção nacional ou estrangeira e de circulação dentro e fora do nosso país, previsões de calendário e outros elementos úteis para uma "apreciação criteriosa".

As propostas que forem selecionadas pelo Conselho de Administração para inclusão no plano trienal de atividades "serão objeto de posterior negociação com os interessados, sempre sob reserva de aprovação desse plano pelo Conselho Directivo da FCCB".

Esta é a primeira grande iniciativa no âmbito da programação daquele espaço cultural de Lisboa lançada por Vasco Graça Moura, nomeado há cerca de um mês para liderar o CCB, em substituição de António Mega Ferreira.

Clique
AQUI para aceder ao comunicado do CCB e ao formulário de apresentação das propostas. (fonte: Boas Notícias)

«Hajime» - Quinteto André Carvalho



"Hajime" é o álbum de estreia de André Carvalho 5teto. Editado em maio de 2011 pela editora Portuguesa "Tone of a Pitch".

O disco foi gravado nos estúdios Timbuktu em Lisboa, contando com a participação especial da cantora Mariana Norton numa das composições.

Zé Maria, Bruno Santos, Filipe Melo e João Rijo são os elementos que formam o quinteto, todos eles jovens reconhecidos músicos do panorama do Jazz nacional.

O quinteto já se apresentou em vários clubes, auditórios e festivais, tais como o OutJazz 2009 e 2010, o Centro Cultural Vila-Flor, o Centro Cultural Vila das Aves, o OndaJazz, o BeJazz, o Jazz ao Norte, entre outros.
(fonte: http://www.tvi24.iol.pt)

'Design' português inspirado na filosofia alemã


O 'design' português  inspirado na filosofia alemã

Criada em 2004, esta empresa, especializada em 'design' de comunicação, teve já vários clientes de peso, como é o caso da Vista Alegre.
"Em tempo de crise a primeira área, o design de comunicação, é uma das primeiras coisas em que as empresas cortam." Catarina Pestana é uma das responsáveis pela empresa Dasein, e, apesar de reconhecer esta realidade, explica que "o facto de a sua empresa ser diferente, faz que passe ao lado da crise".

A Dasein trabalha o design de comunicação - ou seja, fazem campanhas e montras - de grandes marcas, como é o caso da Vista Alegre, Instituto Alemão ou até da Visabeira. E, o que torna esta empresa, criada há oito anos, diferente das outras é o facto de ter um carácter familiar. "Não cobramos por cada PowerPoint que fazemos, como acontece nas grandes empresas. E não reunimos só para justificar ao cliente o dinheiro pago.
Trabalhamos de forma prática e ao sermos um pequeno atelier conseguimos dar uma resposta muito mais personalizada", continua Catarina.

O nome da empresa surgiu da ligação que esta responsável mantém com a Alemanha e a com a cultura germânica. Dasein é uma corrente existencialista iniciada pelo filósofo alemão Martin Heidegger no século XIX e o fácil trocadilho com a palavra design foi aproveitado para dar origem a esta empresa.

E não é só o nome que é alemão. A filosofia de trabalho também. "Não impomos nada a ninguém, todos temos horários flexíveis, trabalhamos por objetivos, temos um feriado próprio, sem nunca falhar os prazos. É um escritório alemão no centro de Lisboa", afirma enquanto solta uma gargalhada.

Mas a ligação a Portugal é muito forte. Os principais clientes são portugueses e Catarina não se imagina a trabalhar num outro País. "Vivi já em Inglaterra e não tenho dúvida de que lá teria tido mais projeção, mas preferi vir para o meu país e criar algo de raiz, um género de atelier que não existia e que acabou por revolucionar o design de comunicação que se fazia em Portugal", diz Catarina.

No ano em que foi criada (2004 ), a Dasein teve logo como cliente a Caixa Geral de Depósitos. Na altura, o banco precisava de preparar uma campanha de Natal, e o pequeno atelier do Largo do Caldas produziu, em colaboração com outra empresa, um castiçal com design exclusivo, destinado a clientes especiais.

E ainda que a crise não bata à porta da Dasein, a verdade é que este tipo de design ainda é completamente ignorado pela maioria dos portugueses. "Há locais onde eu nem posso dizer o que faço, o cabeleireiro é um deles. Se eu disser que sou designer de comunicação saio de lá com o cabelo roxo, digo sempre que trabalho num banco", brinca Catarina. Quando quer explicar a uma pessoa em que trabalha tem de dizer que "faz capas de CD ou posters".

Outro dos motivos que faz da Dasein um projeto inovador é o facto de aceitar o risco partilhado com empresas que estão financeiramente instáveis. Nesses casos, a Dasein constrói trabalho à imagem do seu cliente, recebendo a recompensa só se esse trabalho tiver resultados práticos. "É uma forma de mostrarmos aos clientes, os que estão a passar por dificuldades, que acreditamos no projeto." Em situações normais, a criação de uma imagem e de um logótipo pode ir dos 2500 euros até aos 30 mil. Depende do que o cliente procura e pode pagar.

A Dasein está agora prestes a dar mais um passo: a internacionalização. "O mercado da lusofonia é muito atraente, sobretudo o Brasil. Só ainda não demos esse passo porque isso envolve um grande investimento", conclui Catarina Pestana. (fonte: DN)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

5.ª Temporada de Música em Sesimbra



A Temporada de Música da Casa de Ópera do Cabo Espichel está de regresso entre 11 de Março e 22 de Abril.

Inspirado na Casa de Ópera do Cabo Espichel, o evento, que se iniciou em 2008, tem levado a diversos palcos do concelho alguns dos melhores intérpretes portugueses do repertório clássico.

Nesta 5.ª edição, volta a apresentar uma programação que inclui música, dança, exposições, formação e actividades para os mais pequenos. Destaque para a peça «Verdi Que Te Quero Verdi», apresentada pela Companhia de Teatro de Almada, no Cineteatro Municipal João Mota, que abre o programa, para o concerto de Páscoa, com Filipa Lopes, soprano, Larissa Savchenko, mezzo-soprano, Carlos Silva, tenor, e João Miranda, baixo, acompanhados por Pedro Vieira de Almeida ao piano, no Auditório Conde de Ferreira, e para o espectáculo «As Quatro Estações», de Vivaldi, com a participação da Orquestra de Cordas Damas de São Carlos e do ensemble Vox Cantatis, que marca o encerramento da Temporada.

Carlos Otero regressa também ao Cineteatro Municipal, com mais uma conferência/concerto, desta vez dedicada a Beethoven. (fonte:
http://jornalcomerciodoseixalesesimbra.wordpress.com)

Guimarães 2012: 'Performance Architecture'


Guimarães 2012: Projectos escolhidos no 'Performance Architecture' privilegiam participação dos cidadãos

As propostas de intervenções urbanas escolhidas pelo concurso 'Performance Architecture', ao abrigo da Capital Europeia da Cultura (CEC) Guimarães 2012, "privilegiam" a participação activa da população numa iniciativa que o responsável, Pedro Gadanho, apelida de "apropriação da cidade".

As cinco propostas selecionadas foram ontem anunciadas na cerimónia de abertura da nave central da antiga Fábrica ASA, reabilitada no âmbito do Laboratório de Curadoria da CEC.

Em entrevista à Agência Lusa, o responsável pelo desafio motivou a popular a apresentar sugestões para modificar espaços públicos em Guimarães, Pedro Gadanho, definiu como critério principal na escolha das propostas a "intervenção da população".

"O conceito que estava lançado apontava para haver apropriação da cidade por formas, programas e ideias que sugerissem uma participação ativa do público", explicou. Aliás, revelou Pedro Gadanho, "as propostas seleccionadas são as que apontam para maior interactividade, um maior convite à utilização do ponto de vista do público".

Das 260 propostas apresentadas ao 'Performance Architecture', foram escolhidas: 'Construction with Clothes', 'Bodyphonic', 'AgriCultural Mountain', 'Unidade' e 'Fountain Hacks'.

O responsável definiu o projeto 'Fountain Hacks' como uma estratégia de "apropriação hackiana" (de 'hackers') das fontes da cidade, através de "objectos que transformam as fontes em piscinas e que promovem que durante o verão se possa usar os espaços que antes eram só de contemplação como  espaços lúdicos", explicou.

Sobre o projecto 'Construction with Clothes', Gadanho descreveu-o como "uma dos melhores exemplos da participação ativa do público", uma vez que a população terá que doar roupa. "São peças que fazem uma espécie de para-sol de espaços comuns no meio da cidade e que são feitas à base de roupa, depois devolvidas para efeitos de caridade", explanou.

Esta iniciativa, explicou, "tem a ver com reciclagem de elementos do dia a dia para criar espaços de encontro na cidade".

Por seu turno, 'AgriCultural Mountain' "estabelece o diálogo entre o espaço rural, que ainda rodeia as cidades do Norte, e que se mistura com a urbanidade destas cidades". Para esta instalação serão montados blocos de feno.

Já o projecto 'Bodyphonic' "é uma construção de elementos que produzem som e fazem parte de uma instalação de objetos de grande dimensão numa estrutura de andaimes que as pessoas podem utilizar para fazer música".

Esta estrutura, revelou o responsável, ficará instalada na escadaria do Paço dos Duques, fazendo com que "haja uma apropriação muito mais informal e directa do espaço urbano face àquilo que é o monumento mais institucional e a imagem mais tradicional da cidade".
Por fim, explanou Pedro Gadanho, o projeto 'Unidade' visa "produzir bancos de cimento para o espaço público". A particularidade é que eles serão feitos através de um "mixer de cimento em que as pessoas vão estar sentadas em bicicletas que geram energia para fazer funcionar a máquina que faz a mistura".

O Laboratório de Curadoria inaugurado ontem é, segundo a programadora da área de Arte e Arquitetura de Guimarães 2012, Gabriela Vaz-Pinheiro, "uma plataforma que permite aos artistas apresentarem processos de trabalho" e "criarem contacto com as audiências". (fonte: http://www.dnoticias.pt)

SUDOESTE TMN 2012 – Primeiras confirmações


O Festival Alentejano, SW TMN, regressa para mais uma edição na Zambujeira do Mar. Nos dias 1 a 5 de Agosto, a agitação tipica de qualquer festival regressa á Herdade da Casa Branca.

Os primeiros nomes do festival foram confirmados pela Rádio Comercial, patrocinadora do evento. Ben Harper, Two Door Cinema Club, Richie Campbel, Example, The Twelves, Fat Freddy’s Drop e Martin Solveig fazem parte da imensa lista de confirmações para o SW TMN 2012.

CARTAZ ATÉ À DATA:
DIA 1 DE AGOSTO: Martin Solveig


DIA 2 DE AGOSTO: Ben Harper, Fat Freddy’s Drop, The Twelves

DIA 3 DE AGOSTO: Richie Campbel, Example
DIA 4 DE AGOSTO: Sem confirmações
DIA 5 DE AGOSTO: Two Door Cinema Club


BILHETES JÁ À VENDA:
PASSE: 95 EUROS

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Primeiro dia do Correntes d'Escritas

Rubem Fonseca brilhou no primeiro dia do Correntes d'Escritas



Charme delicioso, sentido de humor cortante e domínio total do verbo. Rubem Fonseca, um dos maiores escritores da língua portuguesa vivos, que raramente aparece e nunca dá entrevistas, inaugurou o primeiro dia do Correntes d’Escritas em grande estilo, deixando o auditório da Póvoa de Varzim rendido aos seus encantos.

De manhã, recebeu o Prémio Literário Casino da Póvoa / Correntes d’Escritas, pelo livro Bufo & Spallanzani (ed. Sextante). Agradeceu a distinção, enalteceu a língua portuguesa e recitou um soneto de Camões, deixando muitos dos presentes comovidos. À tarde, depois de receber a Medalha de Mérito Cultural entregue pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, que o descreveu como «um dos grandes mestres da língua portuguesa», juntou-se a Almeida Faria, Eduardo Lourenço, Hélia Correia e Ana Paula Tavares numa mesa sobre o tema ‘A Escrita é um Risco Total’.

E foi aqui que provocou gargalhadas na plateia inteira, quando mostrou que, ao contrário do que afirma, de tímido pouco tem. «Sou da escola peripatética, não consigo falar sentado», disse, levantando-se, e começando a percorrer o palco. E o que se seguiu foram 15 minutos (terão sido 30 que passaram a correr), nos quais analisou as características necessárias para se ser escritor, mostrando que aos 86 anos ainda está em excelente forma.

«Escrever é uma forma socialmente aceite de loucura», garantiu. «Nesta mesa somos todos loucos». E, debruçando-se sobre Eduardo Lourenço, por quem assegura ter grande estima, continuou, referindo-se ao autor de O Labirinto da Saudade: «Tem uma loucura escondidinha, ninguém percebe, mas é louco». Depois explicou, falando alto, a bom som, e dando uma entoação dramática à frase, que «a melhor maneira de criar um poeta é, à medida que a criança vai crescendo, torná-la cada vez mais neurótica».

E o autor de A Grande Arte foi continuando, pouca atenção dando ao óbvio, «tem que ser alfabetizado, mas não muito», mas salientado a necessidade de que o escritor «tem que dar a ver, tem que fazer sentir, porque só assim o leitor pode compreender».

«Tem que ser motivado, porque sem motivação não se descasca nem uma banana», prosseguiu, lembrando que Montalbán, o criador de Pepe Carvalho, disse em tempos que se quis tornar escritor para ser alto e bonito. E as suas recordações literárias continuaram, quando referiu que a quarta característica necessária para se ser um bom escritor é a paciência, dando como exemplo Flaubert, que demorou cinco anos a escrever Madame Bovary: «Ele sabia que não existem sinónimos, isso é coisa para gramático. Cada palavra tem um significado diferente!».

Ao lote, o vencedor do Prémio Camões em 2003, juntou ainda a imaginação: «Temos que inventar, não podemos andar a contar a vidinha da gente, tem que criar».

Para encerrar o discurso, o autor de Mandrake, a Bíblia e a Bengala, (que venceu o Prémio Camões em 2003) leu novamente Camões e voltou a enaltecer a língua portuguesa: «A língua portuguesa é eterna, uma das mais lindas do mundo». O longo aplauso que se seguiu provou que os que tiveram a honra, e o prazer, de assistir a uma das raras aparições públicas de Rubem Fonseca, sabem que é graças a ele, e à sua absoluta mestria narrativa, que a língua portuguesa se mantém, e manterá, viva.
(fonte:
http://sol.sapo.pt)