É portuguesa, vive em Portugal e desenhou uma colecção de selos para a ONU. A ilustradora científica Diana Marques assina a colecção de 2012 sobre espécies animais ameaçadas.
Foi com surpresa que Diana recebeu o convite da directora de arte da Administração Postal das Nações Unidas.“Fiquei muito contente quando soube que vai chegar a tantas pessoas, em tantos países”, referiu ao P3. Trata-se de uma colecção que a ONU lança todos os anos para sensibilizar as pessoas para a fauna em perigo de extinção. Esta é a 20ª edição e estará à venda a 19 de Abril.
O prazo era apertado (cinco semanas para ilustrar três folhas com quatro selos cada), por isso, o trabalho envolveu uma planificação cuidadosa. “Houve uma primeira fase de escolha das espécies, baseada numa lista proposta pela ONU; depois tirei uma semana para pesquisar referências e completar esboços. De seguida, parti para o trabalho final”, explica a Diana Marques.
Os “modelos” escolhidos foram o leopardo das neves, o panda gigante, o tigre da sibéria, a iguana verde, o saguim cabeça de algodão, o camaleão orelhas de elefante, o gato do mato pequeno, o papagaio tigre, o lemur cabeça dourada, o axolote, o faisão do Bornéu e a coruja de máscara.
Entre o rigor da ciência e a arte da ilustração
Mais que um processo criativo, a ilustração científica assume-se como uma ferramenta de comunicação, que passa por “escolher uma estratégia para chegar às pessoas e dizer o que a ciência pretende dizer”. O equilíbrio entre a vertente estética e a vertente científica “é muito delicado e é importante ser um ilustrador científico a fazê-lo porque está preparado para tomar decisões”, destaca Diana Marques.
Diana sempre viveu entre estas duas vocações. “São dois interesses que vivem lado a lado desde sempre, mesmo nos testes psicotécnicos tinha sempre classificações muito elevadas em ciências e em artes. Depois acabei por escolher estudar Biologia na faculdade, e estava no segundo ano quando vi o anúncio de um curso de ilustração científica, e é engraçado como “clicou” imediatamente”.
Assim começou um percurso que a levou a ser um dos nomes mais sonantes da área, caminho que passou por uma pós-graduação na Universidade da Califórnia, e pelo trabalho no National Museum of Natural History da Smithsonian Institution, em Washington; no Queensland Museum, na Austrália; e no American Museum of Natural History, em Nova Iorque, entre outros.
Ser ilustrador científico em Portugal
Questionada sobre o motivo do regresso a Portugal, a ilustradora revela que quis “dar alguma contribuição para o panorama nacional”. “Há coisas que eu posso oferecer e espero que em retorno existam coisas que o país me pode dar também”, disse.
A ilustração científica tem feito um percurso ascendente no nosso país. “Já é possível completar a formação por cá: existe um mestrado em Ilustração científica, do Instituto Superior de Educação e Ciências, em Lisboa, em colaboração com a Universidade de Évora, e abriu este ano uma pós-graduação na Universidade de Aveiro”, lembra Diana Marques.
Ainda assim, a ilustradora alerta que “ainda há muito caminho para fazer, muitos mercados por explorar”, e que “sobretudo os produtores de ciência deveriam tirar mais partido da comunicação visual”. (fonte: p3)
Preço: 15 € (com descontos)
Apresentação do álbum de estreia Eletrodoméstico
Projeto musical nascido da criatividade de cinco músicos que juntaram competências distintas e universos sonoros não coincidentes, construindo um todo coerente e... indefinível. O som deste “gigante devorador de várias línguas musicais” constrói-se com a voz da cantora Maria João, dos pianos e teclados de João Farinha e Júlio Resende, da bateria de Joel Silva e da eletrónica de André Nascimento.
O programa deste “encontro promíscuo entre animais acústicos e máquinas digitais”, desta “mescla entre real e virtual”, inclui composições próprias e temas forasteiros.
Nesta ocasião, os Ogre apresentam o seu disco de estreia Eletrodoméstico, editado pela JACC Records.
VOZ: Maria João
PIANO: Júlio Resende
FENDER RHODES: João Farinha
BATERIA: Joel Silva
LAPTOP E PROGRAMAÇÕES: André Nascimento
(fonte:coimbra-b)
O festival Primavera Musical em Castelo Branco apresenta este ano seis concertos que incluem música clássica e fusão de estilos e ainda uma conversa de bastidores com a cantora de jazz Stacey Kent.
O programa foi apresentado na noite de quarta-feira a par de um concerto com o pianista Tomohiro Hatta, primeiro espetáculo do cartaz que se estenderá até 01 de junho.
Carlos Semedo, diretor artístico do festival, garantiu que apesar do corte de 38 por cento do financiamento por parte da secretaria de Estado da Cultura em relação a 2011, “houve grande
preocupação em manter a qualidade”.
Para 25 de abril, no programa do festival, está marcada a estreia em Portugal do coral The Orlando Consort, que em parceria com outros três músicos com sons orientais formam o projeto Mantra.
O concerto retrata a chegada dos missionários jesuítas portugueses a Goa e pretende mostrar o contraste entre a música local e a que os jesuítas levaram para difundir a crença religiosa.
Segundo Carlos Semedo, “é um concerto de fusão entre as duas perspetivas, umas vezes em diálogo, outras em oposição”.
Para dia 02 de maio está marcado o regresso a casa de Saul Picado, pianista formado em Castelo Branco até seguir estudos superiores no estrangeiro.
Juntamente com Carla Santos ao violino formam o Dryads Duo, vencedores do prémio jovens músicos em 2011.
Para 16 de maio está marcada uma conversa de bastidores com a cantora de jazz Stacey Kent que antecede um concerto na cidade (fora do programa do festival).
No encontro será abordada a relação da artista com o português, “na sequência da aprendizagem da língua à qual se tem dedicado”, destaca Carlos Semedo.
A 18 de maio apresenta-se o Ensemble de Palhetas Duplas, sob direção de Francisco Luís Vieira, e no dia 26 será a vez do Moscow Piano Quartet.
O festival termina com o espetáculo “Centímetro Zero” pelo duo de piano a quatro mãos All Light (Isabella Turso e Maurizio Dini Ciacci). (fonte: http://www.asbeiras.pt/)
A fadista Ana Moura recusou cancelar o concerto agendado para 27 de janeiro na Ópera de Israel. O apelo fora-lhe dirigido por ativistas pró-palestinianos que pedem a artistas, músicos, escritores e académicos o isolamento de Israel devido ao que consideram ser a sua política de “apartheid” contra a Palestina. A resposta de Ana Moura às organizações de Direitos Humanos foi negativa – esta sexta estará em Tel Aviv, com um concerto de casa cheia. O manager da artista defende que “não é boicotando um povo que se resolve problemas criados por governos”.
É comum dizer que com a idade vem a responsabilidade. O mesmo se passa com os artistas, escritores, o mundo da arte em geral, quando se atinge a notoriedade. Ana Moura é portuguesa e é fadista, mas Prince e Rolling Stones apadrinharam-na, viajaram para tocar com ela, receberam-na em público, pelo que Ana Moura deixou de ser uma fadista qualquer.
Agora, como sucedera já com outros notáveis – Roger Waters, Gil Scot-Heron, Elvis Costello, The Pixies, Ken Loach, Suzanne Vega, Elton John, Jeff Beck, Madonna – os ativistas (em particular os mebros do Comité de Solidariedade para com a Palestina) deixaram-lhe um desafio: que não toque em Telavive, onde tem amanhã agendado um concerto, e se junte ao Movimento Internacional de Boicote Contra a Política Israelita de Ocupação e Apartheid.
A fadista portuguesa atingiu, portanto, uma notoriedade que lhe confere outro grau de responsabilidade.
De acordo com Raymond Deane, responsável do IPSC (braço irlandês do Comité de Solidariedade para com a Palestina), fortes manifestações esperavam Ana Moura aquando dos espetáculos da fadista quer no National Concert Hall de Dublin, na Irlanda, quer dias depois em Glasgow, na Escócia.
“Não cante em Israel – apoie o apelo palestiniano ao boicote, desinvestimento e sanções contra Israel” terá sido o pedido deixado a Ana Moura, refere o “AIC – Alternative News”, jornal eletrónico de um grupo israelo-palestiniano que acompanha o conflito do Médio Oriente.
Vasco Sacramento rejeita a ideia de um apelo vivo contra a ida a Telavive, garantindo que esta é uma informação falsa. O empresário explica – depois de nos remeter para um vídeo postado pelos ativistas no Youtube - que na noite de 19 de janeiro, em Dublin, havia apenas “sete ou oito pessoas do grupo ativista a distribuir panfletos à entrada da sala”.
“Não houve manifestação do público” durante o concerto, assegurou este responsável da equipa de Ana Moura.
(fonte: http://tv2.rtp.pt)
Dia 28 de janeiro de 2012, o “Mi Casa Es Tu Casa”, projecto inserido na Capital Europeia da Cultura 2012 em Guimarães, leva mais de 30 anfitriões vimaranenses, a receber em suas casas um total de 90 concertos, inéditos e gratuitos.
O projecto, uma ideia original de Fernando Alvim, pretende surpreender os habitantes que desconhecem a identidade dos artistas que vão receber, e que, ao longo do dia, vão acolher os concertos.
Cada casa, transformada em palco, vai estar sinalizada e aberta aos visitantes, de acordo com a lotação definida para cada espaço.
Durante 12 horas, entre as 12:00 e as 24:00, os anfitriões irão receber, para além dos 19 artistas e bandas nacionais, como os Virgem Suta, Luisa Sobral, Samuel Úria, We Trust, Best Youth, entre outros, 26 formações da Fundação Orquestra Estúdio.
Guimarães ganha assim, novas sonoridades, num evento único que une os artistas à comunidade e que quer revitalizar o centro histórico da cidade.
Para além dos concertos em casa, o Centro de Artes e Espectáculos São Mamede (CAE), aberto a partir das 15:00, será o ponto de encontro entre os músicos que irão tocar na cidade e o público, numa partilha de experiências artísticas e culturais.
A partir das 22:00, a animação musical do CAE, fica a cargo dos DJ Sininho e Fernando Alvim, altura em que a entrada passa a ser cobrada. (fonte: http://hardmusica.pt)

Casas do centro histórico de Guimarães recebem concertos
Cerca de duas dezenas de casas do centro histórico da cidade de Guimarães vão receber concertos ao domicílio este sábado à tarde. Artistas como Aldina Duarte ou António Zambujo vão atuar em salas, cozinhas, quartos ou casas de banho, numa ideia do programador e radialista da Antena3 Fernando Alvim. (http://tv1.rtp.pt)
É assim mesmo: a Videoteca Bodyspace vai assentar arraiais em territórios vimaranenses este ano para, no âmbito da programação da Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, invadir as ruas e as praças da cidade, enchê-las de música, provocar momentos de surpresa e espanto, registar esses instantes em vídeo e mostrar tudo no final.
Ao longo do ano em que tudo acontece em Guimarães, a Videoteca Bodyspace propõe-se publicar todos os meses um episódio filmado em Guimarães com artistas que passem pela cidade que foi berço do país e que agora cresceu ao ponto de se tornar Capital Europeia da Cultura durante um ano. Sempre que possível, tentaremos causar o inesperado, provocar o conforto e o desconforto, ter música mesmo ali ao virar da esquina, fazer acontecer. Os dois primeiros episódios já estão gravados e serão publicados em Janeiro e Fevereiro. Ao longo do ano publicaremos pelo menos mais dez episódios com o honroso selo da Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura. E talvez aconteçam mais algumas surpresas lá para o final de 2012. (fonte: http://bodyspace.net/)